02/03/2012 18h36 - Atualizado em 02/03/2012 18h36

Acesso Remoto: Evitando erros de sincronização

B. Piropo
por
Para o TechTudo

Como vimos na coluna anterior, é possível criar uma conta Dropbox e instalar o programa em diversos computadores ou dispositivos de pequeno porte. Em virtude da sincronização automática, os que se mantiverem permanentemente ligados e conectados à Internet terão pastas Dropbox com conteúdos sempre idênticos e qualquer alteração nelas feita será imediatamente refletida na pasta Dropbox mantida nos servidores da empresa, ou “na nuvem” (note que o intervalo de tempo a que se refere o advérbio “imediatamente” dependerá da rapidez da conexão com a Internet e do tamanho do arquivo). Já nos que se conectam vez ou outra (como os móveis, tipo “notebook”, por exemplo), as eventuais alterações apenas serão sincronizadas quando a próxima conexão for estabelecida.

Fechamos a coluna comentando que este procedimento oferece a vantagem de permitir editar os arquivos independentemente de haver ou não uma conexão à Internet ativa no momento da edição, já que se está editando o exemplar do arquivo armazenado na pasta Dropbox local. Por outro lado, caso se pretenda dar continuidade ao trabalho em outra máquina, corre-se o risco de acessar uma versão do arquivo desatualizada, o que seria desastroso.

Vejamos o porquê disto.

Imagine que você acessou a pasta Dropbox do computador, digamos, de sua casa, e abriu para edição um arquivo criado anteriormente e lá armazenado. Agora imagine que interrompeu a edição, fechou e salvou o arquivo com o trabalho ainda inconcluso porque precisou seguir para seu escritório. Não se preocupou com isto porque, como tem o Dropbox instalado também na máquina do escritório igualmente conectada à Internet, sabe que, em virtude da sincronização automática, quando chegar ao escritório deverá encontrar na pasta Dropbox do computador de lá um exemplar do arquivo em condições idênticas às do que você salvou em casa.

Agora imagine que, por uma razão ou outra, a conexão com a Internet do computador de sua casa foi interrompida enquanto você editava o arquivo e não se deu conta disto ao terminar a edição e gravá-lo. Como o exemplar que você abriu para edição residia na pasta Dropbox do computador de casa, ele lá foi gravado quando você o fechou e salvou. Mas como, naquele momento, já não havia conexão ativa à Internet, o exemplar alterado simplesmente lá ficou, aguardando o restabelecimento da conexão para ser sincronizado com a pasta mantida na nuvem e, dela, replicado nos demais computadores.

Portanto, ao abrir o exemplar do mesmo arquivo armazenado no computador do escritório, você estará abrindo uma versão diferente daquela que salvou no computador de casa. Prosseguir trabalhando nela imaginando erroneamente que a sincronização foi feita é desastre certo. Isto afeta particularmente o trabalho em equipe, quando se compartilham recursos (adiante veremos como) e o arquivo pode ser sucessivamente editado por diferentes membros da equipe em distintos computadores. Se não houver um meio de se assegurar que os exemplares estão sincronizados, a cangancha é garantida.

Então como saber que se está sempre trabalhando em exemplares sincronizados?

A forma segura é sempre adotar como referência o exemplar do arquivo gravado na nuvem. Então, considera-se que um recurso (pasta ou arquivo) contido na pasta Dropbox de um computador está sincronizado se ele for idêntico ao exemplar homólogo armazenado na nuvem.

Isto porque, assim que um computador qualquer de sua conta (ou seja, que contenha uma pasta Dropbox local) é ligado e conectado à Internet, a primeira providência do módulo residente do programa Dropbox é comparar a estrutura e conteúdo da pasta local com os da pasta mantida na nuvem. A comparação é feita pasta a pasta, arquivo a arquivo. Se forem encontradas diferenças, os recursos serão imediatamente sincronizados e o exemplar mais recente sobrescreverá o mais antigo (este é o sentido do verbo “sincronizar” no nosso contexto).

Note que não importa onde está o mais recente ou o mais antigo, se na nuvem ou no computador: ele será sempre sobrescrito (mas Dropbox guardará uma cópia na nuvem, portanto se a sincronização deitar a perder um dado importante, ele poderá ser recomposto recuperando-se uma das versões anteriores, como veremos adiante). E lembre que a sincronização é automática, independe da ação do usuário e tem início tão logo é identificada uma conexão ativa à Internet.

Isto significa que, ao ligar um computador e conectá-lo à Internet, basta esperar um bocadinho que logo a pasta Dropbox local refletirá exatamente a estrutura e conteúdo daquela contida na nuvem (se o dispositivo tiver uma capacidade de armazenamento limitada, como telefones espertos ou tabletes, serão sincronizados apenas a estrutura da pasta e os ponteiros para arquivos).

Ora, evidentemente a duração do intervalo de tempo designado pelo vocábulo “bocadinho” do parágrafo anterior depende da rapidez da conexão à Internet, do número de objetos a serem sincronizados e do tamanho destes objetos. Portanto, pode variar bastante. Então como saber que a sincronização terminou e que os objetos da pasta Dropbox do dispositivo já são idênticos aos exemplares correspondentes da pasta da nuvem que são nossa referência?

“Sincronizado” e “não sincronizado”   (Foto: Reprodução)“Sincronizado” e “não sincronizado” (Reprodução)

Simples: o próprio Dropbox avisa, assinalando cada objeto (pasta ou arquivo) contido na pasta Dropbox do computador. Os que estão sincronizados, com um pequeno “v” branco em um círculo verde. E com duas setas brancas no interior de um círculo azul os que ainda não estão (veja a figura ao lado).

Agora, usemos como exemplo a situação descrita acima, quando a edição foi iniciada em casa, interrompida e o arquivo foi gravado na pasta Dropbox local visando continuar a edição no escritório. Como a referência é sempre a pasta Dropbox da nuvem, para que a coisa funcione o usuário precisa ter certeza que ambos os exemplares, de casa e do escritório, são idênticos ao correspondente armazenado na nuvem. E para que isto aconteça, basta adotar uma estratégia bastante simples. Que é a seguinte:

Documentos sincronizados (Foto: Reprodução)Documentos sincronizados (Foto: Reprodução)

Em casa, ao acessar a pasta Dropbox, antes de clicar no ícone do arquivo que pretende abrir para edição, assegure-se que no canto inferior esquerdo de seu ícone aparece a marca de “sincronizado”, como as que são exibidas nos ícones mostrados na Figura 2 (no Windows Explorer funciona qualquer que seja o modo de exibição, inclusive “Lista” ou “Detalhes”). Isto significa que aquele exemplar é idêntico ao da nuvem (se a marca não aparecer, verifique sua conexão com a Internet). Abra-o, efetue as alterações que desejar e, quando interromper o trabalho e gravar o arquivo na pasta Dropbox, repare novamente em seu ícone e perceba que, imediatamente após ser gravado, a marca mudou para a de “não sincronizado” (veja um exemplo, assinalado pela seta, no ícone da direita na Figura 3). Se sua conexão à Internet estiver ativa, for rápida e o tamanho do arquivo não for excessivamente grande, a sincronização será feita rapidamente e logo a marca azul será substituída pelo sinal verde de “sincronizado”. De qualquer maneira, se você pretende dar continuidade à edição do arquivo em outro computador, após gravá-lo na pasta Dropbox local deve esperar pelo aparecimento da marca de “sincronizado” antes de desligar o micro ou desconectá-lo da Internet, não importa quanto tempo venha a demorar (em conexões lentas e arquivos grandes, pode demorar um tempo razoável). Lembre-se que seu arquivo somente terá uma cópia exata na nuvem depois que o sinal verde aparecer.

 

Marca de “não sincronizado”  (Foto: Reprodução)Marca de “não sincronizado” (Foto: Reprodução)

 

 

Ao chegar ao escritório, caso o micro de lá esteja desligado e/ou desconectado da Internet, ligue-o, conecte-o e abra sua pasta Dropbox. Como, conforme mencionado acima, o arquivo já havia sido criado há algum tempo e você apenas o editou na máquina de casa, provavelmente seu ícone constará na pasta Dropbox do escritório, onde foi gravado na primeira sincronização feita após sua criação. Mas, por se tratar de um exemplar desatualizado, posto que pouco antes você o alterou no computador de casa, ao efetuar a conexão do computador do escritório com a pasta Dropbox da nuvem, o módulo residente do programa Dropbox detectará a falta de sincronização e o ícone do arquivo na pasta Dropbox do escritório aparecerá marcado como “não sincronizado”. Mas, levando em conta que a sincronização se faz automaticamente, em algum tempo (que, sempre é bom repetir, depende do tamanho do arquivo e da rapidez da conexão com a Internet, agora da máquina do escritório), aparecerá o sinal verde indicando que a sincronização foi feita. A partir deste momento você pode ter certeza que os exemplares armazenados nas pastas Dropbox de casa e do escritório são idênticos ao armazenado na pasta da nuvem, portanto serão idênticos entre si. E, somente então poderá prosseguir no escritório seu trabalho no ponto em que o interrompeu em casa.

Em resumo: usando a pasta da nuvem como referência e somente trabalhando com arquivos assinalados com a marca de “sincronizado” você poderá ter certeza que trabalhará sempre com objetos idênticos – o que, para todos os efeitos práticos, corresponde a trabalhar com o mesmo objeto armazenado na nuvem.

Do que foi dito acima pode-se depreender que, para garantir que se está trabalhando sempre com arquivos sincronizados em pastas Dropbox, basta seguir as três regras simples abaixo (especialmente importantes para quem trabalha em equipe com recursos compartilhados):

Antes de abrir para edição ou consulta um arquivo armazenado em uma pasta Dropbox, certifique-se que seu ícone está marcado como “sincronizado”;

Após criar ou alterar um arquivo e gravá-lo na pasta Dropbox e antes de desligar ou desconectar o computador, espere que o sinal verde de sincronizado apareça ao lado de seu ícone para ter certeza que há uma cópia idêntica na rede;

Após ligar um computador e conectá-lo à Internet, antes de abrir qualquer arquivo de uma pasta Dropbox, verifique se seu ícone está marcado como sincronizado; se não estiver, espere até que a marca apareça em substituição à de não sincronizado.

Como se vê, é tudo muito simples. A única exigência, no caso de conexões lentas e para quem trabalha com arquivos muito grandes, é ter um pouco de paciência para esperar pela sincronização.

Pronto. Agora que já sabemos como garantir que trabalharemos apenas com arquivos sincronizados, poderemos encerrar o assunto “Dropbox” discutindo como compartilhar seus arquivos com uma equipe de trabalho, como acessá-los de qualquer computador e não apenas daqueles onde o Dropbox foi instalado e, finalmente mas não menos importante, um ponto essencial: quanto custa tudo isto?

Na próxima coluna, naturalmente.

Até lá.

B.Piropo

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  • Joao Almeida
    2014-02-26T10:07:04

    ola eu to com problema no meu dropbox.. no meu ponto de trabalho e em casa eles estao atualizados normais, mas qndo nos outros pcs ex: casa do meu primo.. ele nao esta sicronizado. pode ser algum bloqueio de proxy??

  • Altemar Nascimento
    2013-11-05T17:12:47

    Pois é, só não entendo porque eu adicionei recentemente alguns arquivos no dropbox no meu PC e conferi que estão no site do dropbox e estão sincronizados mas ao acessar o dropbox pelo tablet (android) estes último que adicionei insistem em não aparecer.