Produtividade

20/04/2012 11h01 - Atualizado em 19/09/2016 14h54

Acesso Remoto: os aplicativos Google Docs

B. Piropo
por
Para o TechTudo

Encerramos a coluna anterior prometendo discutir as principais funções do Google Docs. Mas, na mesma coluna, mencionamos que aqui mesmo no TechTudo há uma seção, a “Tudo sobre Google Docs” dedicada ao serviço. Portanto, nossa abordagem será bastante superficial.

Google Docs (Foto: Logo)Google Docs (Foto: Reprodução)

O Google Docs é um pacote de aplicativos semelhante aos pacotes comerciais. A principal diferença é que os aplicativos não permanecem instalados na máquina do usuário, como os demais serviços na modalidade SaaS.

Com ele pode-se criar e editar documentos de texto, planilhas eletrônicas e apresentações, compartilhá-los com terceiros, acessá-los via Internet a partir de qualquer computador e onde quer que se esteja. A Figura 1, obtida em um dos arquivos de ajuda do Google Docs, mostra o aspecto da interface com o usuário dos três principais aplicativos do pacote: de trás para frente, editor de textos, planilha eletrônica e gerador de apresentações.

Figura 1: Interface com o usuário dos aplicativosFigura 1: Interface com o usuário dos aplicativos

Como se vê, nenhuma delas difere essencialmente das interfaces usadas pelos aplicativos dos pacotes comerciais: uma grande área para edição do documento encimada por um menu e uma barra de ferramentas. De uma forma geral, tanto as opções do menu quanto as ferramentas oferecidas pela barra são bastante parecidas – quando não idênticas – às presentes nos pacotes mais populares, notadamente o Office da Microsoft e o Open Office, de código aberto. Portanto, quem está acostumado a trabalhar com estes pacotes se sentirá perfeitamente à vontade na interface do Google Docs. As únicas diferenças essenciais são o fato de que para criar e editar documentos o usuário não precisa carregar (ou “abrir”) um aplicativo, posto que tudo é feito através do programa navegador, e o menu “Arquivos” não apresentar as entradas “Salvar” ou “Salvar como”, pois sendo um serviço tipo SaaS, os documentos vão sendo gravados nos servidores da Google no momento mesmo em que estão sendo criados. E considerando que o Google utiliza o conceito de “coleções” e não de árvore hierárquica para armazenar e organizar os arquivos (voltaremos a este ponto mais detalhadamente adiante) não é necessário especificar o local onde o arquivo será gravado.

O editor de textos do Google Docs é simples, porém poderoso (na verdade trata-se da semente que gerou o serviço, um editor de textos originalmente batizado de Writely desenvolvido em 2005 por uma pequena empresa denominada Upstartle que foi adquirida pela Google no ano seguinte). Com ele pode-se converter a maioria dos formatos de arquivos de texto para o usado pelo Google Docs, editar escolhendo as fontes, formatar margens, fixar espaçamento e até mesmo empregar estilos. Uma função importante e somente viável por se tratar de um serviço na modalidade SaaS é a facilidade oferecida não apenas para compartilhar documentos com outros membros de uma equipe de trabalho como também fazê-lo editando os documentos em tempo real enquanto se trocam informações “online” com os colaboradores. Como a empresa oferece diversos outros serviços, alguns deles foram integrados ao Docs. Pode-se, por exemplo, usar as funcionalidades do Tradutor do Google para traduzir um documento para outro idioma ou anexá-lo a uma mensagem do GMail sem sair do editor. E, finalmente, pode-se não apenas transferir documentos de seu computador para seu espaço de armazenamento do Google como também efetuar a transferência em sentido contrário, trazendo os documentos para sua Área de Trabalho. E isto em todos os formatos aceitos pelo serviço (mencionados na coluna anterior).

Também o editor de planilhas eletrônicas oferece grande flexibilidade e funções poderosas (também é um produto adquirido pela Google: originalmente desenvolvida pela 2Web Technologies, a planilha foi posta à disposição do público pela Google em 2006 com o nome de Google Labs Spreadsheet). Ele permite criar planilhas importando dados em diversos formatos de arquivos e exportar as planilhas em outros tantos formatos (não apenas os formatos tradicionais de planilhas, como xls do Excel, como também dados brutos nos formatos csv, txt e até mesmo arquivos PDF e HTML para exportação). Suporta uma grande variedade de fórmulas e funções, permite utilizar poderosos recursos de formatação para personalizar as planilhas, criação de gráficos e tabelas e, como no caso dos documentos de texto, permite desenvolver trabalho colaborativo em tempo real e, se necessário, se comunicando com os outros membros da equipe. Além de possibilitar adicionar planilhas a documentos HTML que podem ser exibidos em “blogs” e sítios da Internet.

Da mesma forma, o gerador de apresentações da Google é uma ferramenta bastante poderosa (que, tanto quanto me é dado saber e diferentemente das demais, não foi fruto de aquisição mas criada pelo pessoal de desenvolvimento da própria empresa). Como os outros, possibilita a criação e compartilhamento de arquivos em tempo real com os demais membros da equipe de trabalho, baixar as apresentações nos formatos PDF ou PPT e inseri-las em páginas de “blogs” e sítios da Internet. E os recursos disponíveis para formatação e edição dos “slides” nada ficam a dever aos oferecidos pelo aplicativos comerciais de alto desempenho: uso de transições, animações, criação de arquivos baseados em “temas”, inserção de ilustrações, organogramas, gráficos, enfim, todo o necessário para gerar apresentações de qualidade.

Além destes três aplicativos básicos o Google Docs oferece um gerador e editor de formulários que podem ser incorporados aos documentos ou usados diretamente em páginas da Internet e um editor gráfico com funcionalidades limitadas, mas perfeitamente adequado para criar uma ilustração simples a ser inserida em um documento.

Estes são os recursos do serviço que permitem criar e editar arquivos.

Na próxima coluna vamos discutir o modo bastante peculiar pelo qual o Google Docs organiza e dá acesso a estes arquivos

Até lá.

B. Piropo

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