Jogos de arcade

13/05/2012 07h54 - Atualizado em 07/11/2013 15h08

Mamães gamers: conheça os perfis das mulheres que aderiram aos jogos

Monique Mansur
por
Da redação

Se você pensa que videogame é coisa de homem, é melhor rever seus conceitos. Hoje, o número de mulheres que se divertem com jogos cresce a cada dia. Isso porque a expansão das tecnologias proporciona maior possibilidade de acesso a diferentes tipos de jogos, sejam no computador, smartphones ou tablets. Os aplicativos e as redes sociais chamam a atenção do público feminino por variarem no gênero, foco e objetivo. Em especial ao dia das mães, o TechTudo preparou uma homenagem a todas as mamães gamers de diferentes estilos e idades.

Diana Bouth com o marido, o irmão Theo e o filho Pedro se reúnem para jogar Wii (Foto: Divulgação)Diana Bouth com o marido, o irmão Theo e o filho Pedro se reúnem para jogar Wii (Foto: Divulgação)

A apresentadora do programa Mãe e Cia do canal GNT, Diana Bouth, é daquelas que gostam de acompanhar todos os passos do filho, até na hora de jogar videogame. Pedro, de cinco anos, adora os jogos de Nintendo Wii. Mas apesar de ser adepta dos games, Diana impõe restrições: o momento do videogame deve ser um programa feito em família e apenas nos fins de semana. Ela explicou que o limite é necessário para a criança saber que sempre existem outras formas de diversão. Além disso, Diana opta pelos jogos mais lúdicos, sem muita violência. “Os jogos preferidos dele são Mario Bros e Sonic. Lá em casa, os mais pesados, com algum tipo de violência, são vetados para a faixa etária dele”, revelou. Nesse quesito, ela atua como técnica, verificando táticas de jogo na Internet, dando dicas e mostrando os caminhos que devem ser seguidos.

Diana gosta de Mario Bros e joga com o filho Pedro, de cinco anos (Foto: Divulgação)Diana gosta de Mario Bros e joga com o
filho Pedro, de cinco anos (Foto: Divulgação)

Diana também gosta de jogar sozinha. A apresentadora contou que cresceu rodeada de irmãos homens e o videogame sempre foi uma forma de interação entre eles. “Os jogos eram o que tínhamos em comum. Sempre participamos todos juntos, cada um ajudando o outro com dicas sobre a jogabilidade”. Porém, o gosto por Mario Bros vem desde pequena. “Sou da época do Nintendo e Atari, em que a técnica era muito mais simples. Hoje são muitos controles e botões, bem mais complexos”, explicou.

Segundo Diana, o videogame é algo que une a família Bouth. Ela contou que, uma vez por mês, os padrinhos de seu filho Pedro se reúnem com o afilhado e outros parentes para se divertirem com os jogos. “É uma forma dos adultos se aproximarem mais das crianças, pois no jogo, todos são iguais”, observou a apresentadora.

A apresentadora revelou também que o costume de jogar com a mãe passou para seu filho. Hoje é ele quem gosta de usar aplicativos no iPad, como Tetris e Paciência, com a avó. “Uma vez, minha mãe apresentou o jogo Snood para a família inteira, um puzzle simples que testa os reflexos. Chegou um momento em que todos os parentes se divertiam juntos, um querendo bater o recorde do outro”, lembrou.

Assim como Diana, a psicóloga Deila Bittencourt também se diverte com os games. No entanto, ela é adepta a um console retrô, o Master System, que ganhou de sua filha no Natal. “Às vezes, conseguimos jogar juntas. Apesar de ser um jogo fácil, a disputa do jogo é muito boa, queremos sempre superar o resultado anterior”, explicou. Além do videogame, Deila contou que é viciada em Buraco e joga tanto na Internet quanto fisicamente, em casa, sem ver problemas em perder. “O mais importante é a diversão”, afirmou.

Deila Bittencourt em uma partida de Buraco (Foto: Divulgação)Deila Bittencourt em uma partida de Buraco (Foto: Divulgação)

Luiza Moreira é uma típica mãe casual que também aprecia jogos interativos. Suas fontes de entretenimento são os aplicativos das redes sociais e, em suas contas no Facebook e Orkut, ela se diverte com Mini Fazenda, Fazenda Feliz e Colheita Feliz. Luiza conta que os games servem como terapia. “Eu gosto de plantar e colher, fabricar produtos e movimentar minha casa de sucos virtual”, explicou. Além disso, Luiza, que trabalha com redes sociais, disse que foi apresentada ao jogo pela nora. Antes de sua filha engravidar, as duas costumavam se divertir juntas no computador. Agora, Luiza aproveita o tempo para jogar com a neta. “É ótimo para a gente se distrair. Uma manda presentes virtuais para a outra”, observou. Ela contou ainda que o jogo ajuda as pessoas a se tornarem empreendedoras. “A Mini Fazenda faz de conta que sou uma fazendeira de verdade”.

Luiza Moreira com a neta Jessica. As duas costumam compartilhar brindes em Colheita Feliz, aplicativo do Facebook (Foto: Divulgação)Luiza Moreira com a neta Jessica. As duas compartilham brindes no app do Facebook (Foto: Divulgação)

Como Luiza, a dona de casa Márcia Guedes também é uma mãe voltada para os jogos sociais e se assume como uma verdadeira gamer. Colheita Feliz, Mini Fazenda e Bubble Shooter são seus preferidos. Porém, jogos como Campo Minado e Angry Birds, que exigem concentração e raciocínio, também são apreciados por Márcia. Ela contou que gosta de passar a tarde jogando e o Orkut ainda é sua primeira opção na hora de escolher uma plataforma para se divertir. “A possibilidade de jogar online é boa porque o participante conhece pessoas do Brasil inteiro”, afirmou.

Márcia explicou que busca prazer e diversão nos jogos. “Não fico triste se eu perder. O importante é estar participando e compartilhando o momento com meus amigos e família”, explicou. A mamãe gamer comentou também que costumava jogar bastante com a filha jogos como Buraco e Paciência. Ademais, gosta de jogar à noite e nem sempre precisa de companhia. “O computador permite que nós dispensemos a presença física da pessoa. Podemos jogar com pessoas em qualquer lugar”, explicou. Ela contou ainda que videogame nunca foi sua paixão. Na adolescência, o que gostava mesmo era dos jogos que exigiam movimentação do corpo. “Até hoje, penso em comprar jogos para consoles como Nintendo Wii e Kinect, que requerem interatividade”.

Karina Guedes e a mãe, Márcia, jogavam Buraco e Paciência juntas (Foto: Divulgação)Kátia Guedes e a mãe, Márcia, jogavam Buraco e Paciência juntas (Foto: Divulgação)

Diferente dos estilos anteriores, Cacilda Maria Maya, de 60 anos, prefere os gêneros mais pesados de jogos. A advogada aposentada é dona de consoles como Playstation 1, 2 e 3, Wii e Xbox 360. Ela também possui diversos acessórios, miniaturas de personagens, camisetas e revistas de games. “Meus filhos não gostam de videogame. Eu comprava os jogos dizendo para as pessoas que eram para eles, mas na verdade, quem jogava era eu”, explicou.

A paixão pelo mundo dos games começou com Mario Bros, mas confessa que sua melhor perfomance é com a série de Call of Duty, game de guerra para Playstation. Cacilda confessa que joga pelo único motivo de lazer e é a favor das pessoas aderirem ao hobby. Ela ainda deixa uma dica: “Mães e avós: continuem jogando, cada vez mais! É uma boa distração. E não esqueçam de incluir seus filhos e maridos”.

Cacilda Maria, de 60 anos, gosta de jogos mais pesados e coleciona miniaturas (Foto: Divulgação)Cacilda Maria, de 60 anos, gosta de jogos mais pesados e coleciona miniaturas (Foto: Divulgação)

A mamãe de primeira viagem Bianca Jhordão se considera uma "hardcore". Apresentadora do programa Combo Fala + Joga, ela entende tudo sobre games e acredita que Theo, seu filho de apenas um mês, seguirá os passos mãe. Bianca testa todos os jogos no programa. Mas, em casa, quando Theo lhe dá uma folga, aproveita para passar o tempo jogando Street Fighter, Alan Wake e outros games de ação. Dos consoles, PS Vita é um de seus favortitos. Mas confessa que jogos de aventura são seus preferidos. "No programa, eu acabo gostando de jogar tudo, porque gosto de consoles como Wii, Playstation 3 e Xbox 360".

Bianca Jhordão com a peruca da personagem Viper de Street Fighter (Foto: Divulgação)Bianca Jhordão com a peruca da personagem Viper de Street Fighter (Foto: Divulgação)

Bianca acredita que o videogame pode fazer parte da educação da criança. Ela contou que, dentro de alguns anos, seu filho - carinhosamente chamado de bebê Theo - vai participar junto com a mãe de jogos mais tranquilos e saudáveis, como os do Kinect, que exigem a movimentação do corpo. Porém, alerta as outras mães que é preciso ter restrições. "Outro dia, eu estava com vontade de jogar Call of Duty, mas pensei que o barulho dos tiros poderia incomodar o bebê. Com o tempo, ele vai descobrir os jogos mais pesados, mas, por enquanto, é bom evitar".

E você, tem uma mamãe gamer? Compartilhe com a gente o jogo que ela gosta!

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  • Olenka Moura
    2016-08-19T00:02:45

    Sou vovógamer, rs.... Amo Atari. Não gosto destes jogos atuais de PS3, PS4.....

  • Raphael Martins
    2012-05-13T08:31:31

    vcs deviam fazer aquele top 10 pra melhores mães dos games