14/05/2012 18h47 - Atualizado em 15/05/2012 10h32

Micro câmera faz viagem pelo corpo humano e tira mais de 100 mil fotos

Ana Paula Guedes
por
Para o TechTudo

Imagine-se personagem do filme Viagem Insólita. Pode-se dizer que o enredo virou realidade com a chegada da PillCam, cápsula endoscópica que tem minúscula câmera tecnológica e pesa pouco mais de quatro gramas.

Após ser engolida, a câmera consegue gerar mais de 100 mil imagens em um exame típico, sem anestesia. A novidade está na inserção de duas câmeras em cada extremo da cápsula, responsáveis por garantir um giro de 360º dentro do organismo.

Para os aficionados por tecnologia voltada para a saúde, vale relembrar que há 10 anos o Brasil saiu da ficção científica das telas do cinema para ingressar na realidade da medicina do futuro, atestado pela criação da cápsula inteligente.

O método era tão revolucionário na época que imediatamente foi comparado ao enredo de Viagem Insólita, que contava a experiência de um piloto encolhido ao tamanho molecular e inserido no corpo de um coelho.

Um fato curioso que envolve a cápsula é que a ideia surgiu de um médico e de um engenheiro militar, em Israel, no ano de 1998. Ambos imaginaram criar um pequeno míssil, capaz de chegar até o intestino delgado e conseguir realizar exames que até então não existiam.

Um tanto quanto utópica, a ideia acabou se tornando realidade ao ser lançada no Brasil em 2001, com o diferencial de unir três vertentes indispensáveis: fotografia, tecnologia e ciência, tudo em prol do paciente.

A cápsula possui duas câmeras em cada ponta (Foto: Divulgação)A cápsula possui duas câmeras em cada ponta
(Foto: Divulgação)

O dispositivo recebeu o nome de PillCam por volta de 2004 e após passar por diversas atualizações chegou a sua 2ª geração, medindo 11x31mm, com câmera mais sensível e de melhor resolução, além de ter controle automático de luz e duração da bateria de até 12h.

O primeiro exame foi realizado no Brasil em dezembro de 2001, o paciente só precisa engolir e esperar a cápsula percorrer todo o intestino delgado e esôfago para dar o diagnóstico.

No trajeto pelo organismo, a PillCam tira de quatro a 35 fotos por segundo, dependendo da velocidade da navegação. As imagens são coletadas por um sistema de gravação DR3, que dialoga com o dispositivo constantemente, avisando das mudanças de velocidade.

A cápsula já foi consumida por quase dois milhões de pacientes no mundo. O diagnóstico também é fácil de fazer, o médico faz o download dos dados em uma base apropriada do sistema e analisa as imagens em forma de filme no computador. O final da viagem pelo organismo também termina bem natural, excretado pelo corpo. A pílula inteligente custa U$ 758 e o exame pode variar de três a cinco mil reais.

Vídeo: Procedimento da PillCam

Via Assessoria de imprensa

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