Por Paulo Alves, para o TechTudo


Câmeras de segurança Wi-Fi são opções mais modernas para o monitoramento residencial. Mais fáceis de usar do que aparelhos convencionais de vigilância, as chamadas câmeras IP gravam os arredores da casa e enviam imagens em tempo real para o celular ou tablet. Alguns modelos vão além e permitem posicionar a lente em móveis, capturando tudo o que acontece nos ambientes internos sem ficar exposta.

Pela variedade de produtos e funções disponíveis, é preciso tomar cuidado na hora de comprar. Os valores de câmeras IP podem variar dependendo da marca, mas há modelos por menos de R$ 200. A seguir, veja tudo o que você precisa saber para escolher a câmera ideal.

Quer comprar uma câmera de segurança Wi-Fi? Confira seis dicas úteis — Foto: Divulgação D-Link Quer comprar uma câmera de segurança Wi-Fi? Confira seis dicas úteis — Foto: Divulgação D-Link

Quer comprar uma câmera de segurança Wi-Fi? Confira seis dicas úteis — Foto: Divulgação D-Link

1. Sensores

Mais do que filmar, câmeras avançadas contam com uma série de sensores para ativar a gravação somente em caso de suspeita de invasão. Usando sensor de movimento e de calor, câmeras Wi-Fi podem identificar entradas não autorizadas e ativar a captura em tempo real, enviando uma notificação para o celular do dono.

Algumas câmeras também têm caixa de som para enviar áudio do smartphone para o local vigiado, além de visualização noturna com infravermelho. Em modelos com visibilidade no escuro, é importante checar o alcance do recurso dependendo do tamanho do cômodo onde ela está localizada.

Algumas câmeras, como a Motorola Focus 86, vêm com alto-falante integrado — Foto: Divulgação/Motorola Algumas câmeras, como a Motorola Focus 86, vêm com alto-falante integrado — Foto: Divulgação/Motorola

Algumas câmeras, como a Motorola Focus 86, vêm com alto-falante integrado — Foto: Divulgação/Motorola

2. Lente

Lentes abertas favorecem a captura do ambiente usando menos câmeras. Opte por modelos que já ofereçam ângulo vertical de 120 a 180 graus, suficiente para gravar vídeo de uma sala sem precisar posicionar a câmera no alto. Assim, o usuário ganha em economia, pois precisa de menos aparelhos para cobrir uma mesma área, e ainda oculta a vigilância de invasores.

3. Gravação e visualização

Câmeras Wi-Fi costumam oferecer compatibilidade com smartphones, tablets e navegadores de computador para visualizar as imagens. Os modelos que se conectam diretamente ao roteador são os melhores: mais fáceis de instalar, eles enviam o monitoramento em tempo real para o usuário.

Há também opções com gravação local, que mantêm uma certa quantidade de dias gravados para consultar no futuro. Nesse caso, é importante checar se a câmera oferece suporte a cartão de memória para salvar os arquivos. Quanto maior a resolução da câmera (HD ou Full HD), maior a qualidade da imagem e do espaço necessário para manter os vídeos offline.

Câmeras Wi-Fi enviam imagens em tempo real para o celular — Foto: Divulgação/Motorola Câmeras Wi-Fi enviam imagens em tempo real para o celular — Foto: Divulgação/Motorola

Câmeras Wi-Fi enviam imagens em tempo real para o celular — Foto: Divulgação/Motorola

4. Instalação

Em geral, basta seguir o manual da câmera IP para instalar o produto por conta própria. No passo a passo, uma das etapas mais importantes é a definição da senha de acesso, que deve se manter sob sigilo. Assim como a senha do banco, a sequência para abrir a visualização das suas câmeras só deve ser conhecida por pessoas de confiança. Por isso, caso prefira contratar um técnico para instalar o equipamento, certifique-se de que a senha será configurada por você.

Outro ponto que merece atenção é a compatibilidade com a rede Wi-Fi. Ao configurar a câmera, digite a senha corretamente para permitir que o aparelho acesse a Internet para enviar as imagens capturadas. Caso contrário, a câmera se torna inútil.

5. Conexão

Um roteador básico, com tecnologia 11AC, costuma ser suficiente para que câmeras Wi-Fi funcionem sem maiores problemas. No entanto, é importante notar também a receptividade de sinal de rede no ambiente. Mesmo com uma velocidade alta contratada junto à operadora, é preciso que a Internet alcance as câmeras em todos os lugares da casa.

Em locais com paredes muito espessas, pode ser preciso utilizar um repetidor de Internet. Em alguns modelos de câmeras, o repetidor já vem integrado. Outra opção para evitar queda de sinal é usar internet via cabo em câmeras com entrada Ethernet.

Câmera de segurança NC200, da TP-Link, já vem com repetidor Wi-FI integrado — Foto: Divulgação/TP-Link Câmera de segurança NC200, da TP-Link, já vem com repetidor Wi-FI integrado — Foto: Divulgação/TP-Link

Câmera de segurança NC200, da TP-Link, já vem com repetidor Wi-FI integrado — Foto: Divulgação/TP-Link

Depois de garantir a cobertura do Wi-Fi ou acesso cabeado na residência, basta verificar se a conexão oferece, pelo menos, 2 Mb/s de velocidade de upload para manter o fluxo de imagens minimamente constante. Para câmeras HD ou Full HD, a velocidade deve ser superior a 5 Mb/s.

6. Preço

Os custos de instalação de uma câmera Wi-Fi são dramaticamente menores do que sistemas tradicionais de vigilância (CCTV). Por serem fáceis de usar e não requererem técnicos especializados, não é preciso, em geral, pagar pelo serviço. Como o preço do equipamento em si é mais alto, é preciso analisar o custo-benefício dependendo dos valores cobrados por empresas do ramo.

Os valores de câmeras IP podem variar muito dependendo do modelo. Uma das mais baratas é a TP-Link NC200, que grava em VGA, tem microfone embutido e repetidor Wi-Fi integrado. O modelo custa menos de R$ 200 em lojas online. A opção mais em conta da D-Link é a DCS-936L, que custa R$ 545 e oferece gravações em 120 graus. Já a Motorola Focus 86 é um pouco mais avançada, vendida por quase R$ 400 com alto-falante, sensor de temperatura, instalação mais simples e captura em Full HD.

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