Celulares

Por Willian Rodrigues, para o TechTudo

Divulgação/Nokia

Escolher celular para idoso pode ser um desafio. Longe da necessidade de smartphones com os melhores atributos, o público da terceira idade precisa que o aparelho o auxilie e facilite seu uso. Funções como botão de emergência, tela ampla, bateria de longa duração e até mesmo teclas físicas podem ser fatores determinantes na escolha do aparelho.

Os feature phones, que não possuem funções inteligentes, atendem às necessidades básicas. O que irá garantir uma escolha correta de celular para o usuário é a adequação às necessidades do idoso. O valor também é um fator decisivo, uma vez que features phones têm valor próximo aos R$ 100 enquanto smartphones podem passar dos R$ 1.500. Assim sendo, é importante estar atento aos detalhes a seguir.

Tela e visibilidade

A tela é o principal meio de consumo de informações do telefone. Feature phones tendem a ter telas de LCD, com tamanho por volta de 1,8 a 2,4 polegadas devido à presença de botões físicos na parte frontal. Há diversos modelos de telefone que exibem caracteres, números e elementos grandes e destacados na tela, o que melhora a visualização. A resolução de tela é baixa e a tela é voltada para o uso simples como telefonar e enviar mensagens por SMS.

ObaSmart 2 vem com tela de 5,5 polegadas — Foto: Divulgação/Obabox

Já os smartphones podem ultrapassar as 6,5 polegadas. Como os botões físicos são poucos, é importante escolher um modelo que seja otimizado para exibir as informações em tamanho adequado para o idoso: seja por conta de configuração vinda de fábrica, como no caso do Obasmart, ou por configuração pós-compra, ao modificar diretamente nas configurações o tamanho de textos e aplicativos. O aparelho da ObaBox é visto por cerca de R$ 899.

Qualquer que seja a escolha, é importante que as informações exibidas em tela sejam plenamente legíveis para o idoso e que ele tenha condições de operar o aparelho com autonomia.

Teclas grandes e botão de emergência

Celular da Multilaser tem teclas físicas grandes. O botão de SOS fica ao lado da câmera — Foto: Divulgação/Multilaser

Muitos idosos têm dificuldade de interação com telas touch. Nesse sentido, é importante que o celular, no caso dos feature phones, tenha teclas grandes e que proporcionem interação sem erros. Há ainda modelos com diferenciação de cor nas teclas de ligar e desligar para facilitar a identificação.

ObaSmart 2 possui botão virtual de SOS para emergências — Foto: Divulgação/Obabox

Já o botão de emergência é especialmente importante. Em telefones mais simples, é possível registrar números de confiança, normalmente chamados de "botão SOS" em teclas programáveis para enviar mensagens ou fazer uma chamada de modo automático.

Essa função é útil para idosos que não morem com os familiares. A ferramenta é vista no Obasmart, nos aparelhos da Samsung, nos telefones da Apple e por meio de aplicativos que cumprem essa função.

Aplicativos

A maioria dos smartphones é vendida com diversos aplicativos instalados de fábrica que costumam ter pouca ou nenhuma funcionalidade. Além de ocupar espaço, o excesso de aplicativos, também chamado de bloatware, podem confundir o idoso. Portanto, é importante que, caso a opção seja por um smartphone, o aparelho escolhido disponibilize apenas os aplicativos mais importantes.

O BIG Launcher simplifica e aumenta as telas do Android — Foto: Reprodução/Rodrigo Fernandes

Outra opção para aparelhos Android é a instalação de aplicativos como o BIG Launcher. Com ele, é possível alterar a interface para exibir ícones grandes, similar ao ObaSmart. Essa mudança não é definitiva e pode ser alterada para o padrão no momento da revenda.

Câmera

Embora muitos feature phones não explicitem o tamanho das fotos produzidas pelo aparelho, é importante conferir este dado para evitar aborrecimentos. Para garantir fotos minimamente boas, deve-se evitar aparelhos que tenham câmeras com qualidade VGA. O mercado conta com diversos aparelhos com qualidade a partir de 2 MP (1600 x 1200 px) e chega a 48 MP em aparelhos como o Moto E7 Plus, da Motorola, comercializado por preços a partir de R$ 959.

O tamanho, por si só, não é sinônimo de qualidade, mas garante fotos minimamente decentes. Imagens geradas por câmeras inferiores a 2 MP podem decepcionar e resultar na perda do registro de momentos importantes.

Bateria

Enquanto um feature phone pode ficar de uma semana a um mês sem necessidade de carregar, dificilmente um smartphone passará de dois dias longe da tomada — Foto: TechTudo

Novamente, é importante diferenciar os dois tipos de celular destinados à terceira idade. No caso de feature phones, a bateria deve durar de uma semana a um mês, a depender do uso e do tamanho da bateria. Fabricantes como a Multilaser possuem modelos com diversos tamanhos, a exemplo do Up Play, com 800 mAh (R$ 85), Up Max, com 1.700 mAh, e Flip Vita, com 2500 mAh (R$ 160).

Já a bateria de smartphones dura bem menos. Modelos com bateria de 2.500 mAh, como o Obasmart 3, devem durar até um dia inteiro, enquanto modelos como o Motorola Moto E7 Plus e Galaxy A10S, com 5.000 e 4.000 mAh, respectivamente, devem durar até dois dias longe da tomada. O smartphone sul-coreano é encontrado por valores que partem de R$ 898.

Conectividade

É importante salientar que a internet não é o foco de feature phones, sendo que poucos proporcionam algum tipo de conectividade, muitas vezes limitada ao 2G. O 3G está presente na maioria dos smartphones, mesmo os mais simples, o que garante uma navegação fluida. Alguns contam inclusive com o 4G, maior velocidade de rede disponível atualmente no Brasil. O Wi-Fi é uma boa pedida para quando estiver em casa.

Multimídia

O rádio pode ser um diferencial para a terceira idade. Esse recurso está presente em poucos smarphones, mas a maioria dos feature phones conta com essa função, ainda que apenas na modalidade FM.

É possível escutar músicas em MP3 e fazer gravações de forma nativa, na maioria dos modelos, tanto de feature phones quanto de smartphones. Apesar disso, é importante levar em consideração a memória dos aparelhos. Smartphones, em geral, têm mais memória interna que feature phones, apesar de a defasagem poder ser contornada com o uso de cartões de memória micro SD.

Diferenciais: lanterna e base carregadora

Há também funcionalidades extras que devem ser levadas em consideração. Enquanto a função lanterna está presente na maioria dos smartphones, por meio da barra de notificações, essa é uma função pouco comum em feature phones. Ela é vista em aparelhos como o Multilaser UP Max.

Multilaser Vita P9121 conta com recursos como botão SOS abaixo da câmera e base carregadora — Foto: Divulgação/Multilaser

Outro diferencial é a base carregadora, acessório presente em alguns modelos de feature phones, como o Multilaser Vita P9121, que facilitam o carregamento e não encontra correspondente em smartphones. Ele pode ser adquirido por R$ 150.

Com informações de Obabox, Amazon e Multilaser

Nota de transparência: Amazon e TechTudo mantêm uma parceria comercial. Ao clicar no link da loja, o TechTudo pode ganhar uma parcela das vendas ou outro tipo de compensação. Os preços mencionados podem sofrer variação.

Mais do TechTudo