Oito sites e redes sociais que acabaram em 2019

Veja produtos e serviços encerrados por Apple, Google, Facebook e Microsoft no último ano.

Por Paulo Alves, para o TechTudo


O cemitério digital de serviços online encerrados cresceu em 2019. Entre as gigantes da tecnologia, o Google foi novamente a campeã de sites e apps que deixaram de existir: do Inbox ao Google+, a empresa teve ao menos cinco baixas no ano passado. Apple, Facebook e Microsoft também contribuíram com sistemas abandonados ou que derivaram em novos softwares. Veja, a seguir, oito serviços online que deixaram de funcionar.

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Relembre redes sociais e sites que terminaram em 2019 — Foto: Nicolly Vimercate/TechTudo

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1. iTunes

iTunes teve funções desmembradas entre Finder e apps Música, Podcasts e TV — Foto: Melissa Cruz/TechTudo

Um dos mais tradicionais programas da Apple, o iTunes foi encerrado em 2019. No anúncio durante a última WWDC, Tim Cook reconheceu que o software se tornou confuso com o tempo e até chegou a brincar com a quantidade vasta de recursos que acumulara até então.

A partir do macOS Catalina, usuários de Mac passam a sincronizar o iPhone diretamente pelo Finder, além de buscar músicas, vídeos e podcasts em aplicativos independentes: Music, Podcasts e TV. Por outro lado, nada muda para quem usa Windows: o iTunes permanece disponível na loja da Microsoft, ao menos até que os novos aplicativos ganhem versões para a plataforma concorrente.

2. Google+

Google+ chegou ao fim após dois vazamentos seguidos — Foto: Divulgação/Google

Seguindo dois vazamentos de dados de usuários em 2018, o Google colocou um ponto final na história do Google+. A rede social havia marcado o encerramento para agosto após informações de cerca de 500 mil pessoas terem sido expostas. No entanto, um segundo incidente impactando 52,5 milhões de contas abreviou o prazo para abril do ano passado.

A rede foi criada em 2011, mas nunca gerou grande engajamento por parte dos usuários. Alguns grupos de tecnologia chegaram a reunir grande base de membros, mas os dados do próprio Google apontam que 90% dos logins na plataforma duravam apenas cinco segundos online. Entre as principais heranças do serviço está o Hangouts, ferramenta de videoconferência que irá migrar em 2020 para Hangouts Chat e Hangouts Meet, ambos voltados para o público empresarial.

3. Google Allo

Com lançamento simultâneo, Google Allo não fez o mesmo sucesso que o Google Duo — Foto: Raquel Freire/TechTudo

Com o fim do Google+ e do Hangouts para o público geral, a empresa investiu alto na dupla Duo e Allo, mas só o primeiro aplicativo permaneceu no ar. O Google Allo era um app de chat que trazia a Google Assistente embutida, mas a iniciativa nunca decolou frente à concorrência do WhatsApp e de outros apps populares. Lançado em 2016, o projeto foi encerrado em março. Atualmente, a aposta do Google está no RCS, padrão tido como a evolução do SMS.

4. Google Trips

Funções do Google Trips estão disponíveis agora apenas na versão web — Foto: Thássius Veloso/TechTudo

Em agosto, o Google acabou com o Trips, aplicativo de viagens que organizava passagens, hotéis e ajudava a criar um roteiro no celular, com acesso a listas de restaurantes e pontos turísticos. A empresa não deu muitas explicações sobre o encerramento do serviço, realizado em agosto. Diversas funções do aplicativo seguem disponíveis no endereço google.com/travel. Mas, para roteiros mais detalhados, é preciso optar por serviços alternativos.

5. Google Inbox

Inbox by Gmail teve funções herdadas pelo Gmail — Foto: Anna Kellen/TechTudo

O Google Inbox foi um dos principais produtos da empresa a ter fim em 2019. Espécie de laboratório de experimentos para funções de e-mail, o serviço ficou conhecido pelas funções avançadas e por trazer um visual mais limpo do que o Gmail. Ele foi encerrado completamente em março, a tempo do app mais famoso da empresa ganhar boa parte de seus recursos: adiar e fixar mensagens (estrela), além de receber uma interface renovada.

No entanto, meses depois da migração, o Gmail ainda não traz lembretes na caixa de entrada nem o sistema inteligente de categorizações do Inbox. Por outro lado, usuários ganharam um sistema de composição automática (Smart Compose) e criptografia avançada (Modo Confidencial).

6. Facebook Moments

App de backup ilimitado, Facebook Moments foi encerrado em 2019 — Foto: Divulgação/Facebook

O Facebook também fechou as portas para ao menos um serviço em 2019. O Moments, aplicativo para armazenamento e compartilhamento ilimitado de fotos, similar ao Google Fotos, foi finalizado em fevereiro. A rede social não deu detalhes sobre os motivos que levaram ao fim do serviço. Nos bastidores, comenta-se que usuários tinham dificuldade em entender se sua biblioteca era mesmo privada ou se ficava visível para a rede de amigos automaticamente.

7. Instagram Direct

Instagram abandonou app independente e concentrou ou funções do Direct na rede social — Foto: Gabrielle Lancellotti/TechTudo

Criado para rivalizar com o Snapchat, o aplicativo de chat Direct from Instagram perdeu o suporte oficial em meados de 2019. Em maio, o Instagram anunciou que usuários deveriam se concentrar na função de mensagens do aplicativo principal, e não mais em um app separado. O app segue disponível na Google Play, mas não pode mais ser baixado.

Em agosto, uma publicação do Bloomberg revelou que o Facebook planejava unificar suas plataformas de mensagens em torno da tecnologia do Messenger. No entanto, dois meses depois, a empresa lançou outro programa: o Threads, voltado para conversas privadas. Sua aceitação, no entanto, não vem sendo tão positiva.

8. Microsoft Health e Band Companion

Apps e serviços de saúde e rastreamento fitness da Microsoft foram encerrados junto com a Microsoft Band — Foto: Divulgação/Microsoft

A Microsoft tirou do ar os aplicativos e serviços relacionados à pulseira Microsoft Band, que foi descontinuada em 2017. O app Band Companion, assim como a plataforma de saúde Microsoft Health, foram encerrados no fim de maio, deixando a loja da fabricante, assim como a Google Play e a App Store. Quem comprou o dispositivo de primeira ou segunda gerações pôde até obter um reembolso. O produto nunca chegou a ser comercializado no Brasil.

Via CNET, Android Police, TechCrunch e The Verge

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