Conheça o JPEG X, novo formato de imagem voltado para realidade virtual

Novo tipo de arquivo reduz latência de reprodução e promete aperfeiçoar experiência do usuário

Por Gabriel Ribeiro, para o TechTudo

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O JPEG XS é um formato de arquivo voltado para a realidade virtual, que foi anunciado na última semana pela Joint Photographic Experts Group. Por oferecer uma menor latência, ou atraso, a novidade deve reduzir a ocorrência de enjoos em óculos VR (virtual reality ou realidade virtual, em português).

O novo tipo de compactação propõe manter a qualidade de imagem e promete consumir menos energia. O recurso é ideal para a reprodução de conteúdo ao vivo transmitido por drones e até mesmo por carros autônomos.

Entenda os formatos dos arquivos de imagem

JPEG XS é novo formato de imagem voltado para streaming — Foto: Divulgação/Epfl

A latência é um dos principais problemas na tecnologia de simulação. O uso prolongado de óculos VR, como o Oculus Rift ou HTC Vive, pode causar náuseas em alguns usuários. Isso ocorre pelo tempo que a imagem leva para acompanhar o movimento humano. O computador precisa processá-la antes de aparecer no display, o que não passa despercebido em ambientes 3D, especialmente quando há mudanças repentinas.

Como funciona o JPEG XS?

A ideia por trás do JPEG XS é evitar este tempo de resposta ao máximo. Para isso, o novo formato comprime menos e diminui, no máximo, seis vezes o tamanho original. Com isso, a qualidade da imagem é superior, utiliza menos o processamento da máquina e, por consequência, minimiza o gasto de energia.

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O que muda do JPEG para JPEG XS?

O JPEG, mais usado atualmente, é útil para gravar dados em dispositivos com limitação de espaço, como câmeras e smartphones. Tal função só é possível graças à compactação, capaz de reduzir em até dez vezes o peso da imagem. Por outro lado, em aplicações nas quais é preciso fazer a reprodução ao vivo, como a realidade virtual, o JPEG não se mostra uma solução ideal visto que há diversos fatores que impactam o resultado final, como a latência, por exemplo.

O JPEG pode ser pensado como um formato específico para download, e o JPEG XS no tipo de arquivo próprio para streaming. Por ser menos comprimido, o peso final é maior. Porém, ele não é feito para ser armazenado, mas, sim, transmitido. O novo formato não tem a pretensão de ser rival do JPEG, pois cada um traz uma função diferente.

JPEG XS promete reduzir tempo de resposta na transmissão de vídeo — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo

O JPEG XS também oferece algumas vantagens para os produtores de conteúdo. O formato de arquivo pode ser transmitido direto da câmera para o software de edição, de forma instantânea. Além disso, a extensão é de código aberto e dispõe de um formato HDR universal.

Uso e disponibilidade

De acordo com Touradj Ebrahimi, professor da EPFL’s School of Engineering responsável pelo projeto, o uso do JPEG XS só será possível por conta do avanço da velocidade da Internet. Com uma melhor qualidade das redes por Wi-Fi e com a chegada do 5G, previsto para 2020, esse arquivo pode facilitar a transmissão em tempo real de aplicações, as quais o tempo de resposta pode comprometer a segurança humana, como o uso de drones e o streaming de vídeos de carros autônomos. Outra aplicação seria na captação de imagens espaciais por sondas.

A expectativa é de que a nova compressão comece a ser usada na indústria cinematográfica nos próximos anos. O novo formato, como informa a Joint Photographic Experts Group, só estará disponível para a próxima geração de dispositivos de câmera e outros aparelhos. Nos softwares de edição, o suporte ao JPEG XS deve chegar por meio de uma atualização.

Via Engadget e EPFL

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