WhatsApp Web e ataques online foram os destaques de softwares em 2017

Confira as dez matérias sobre softwares mais lidas no TechTudo em 2017

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Por Carolina Ribeiro, para o TechTudo

O ano de 2017 foi marcado por lançamentos, mudanças e polêmicas na área de tecnologia. Serviços famosos, como Facebook e WhatsApp, implementaram novidades em seus programas e enfrentaram a revolta de usuários. A função de posts que somem em 24 horas (Stories ou Status) foi expandida para todas as redes de Mark Zuckerberg e, embora tenha virado moda no Instagram, foi bastante odiada nas outras plataformas.

Outra marca do ano que passou foi a quantidade de ataques cibercriminosos em grande escala. Ataques de ransomware como o WannaCry e o Bad Rabbit tiveram destaque por oferecerem perigo a vários países. Brasileiros se viram assustados também com o aumento de golpes aos roteadores e com o extenso banco de dados do telefone.ninja, que divulgava até o endereço de pessoas e empresas.

O TechTudo esteve atento às novidades. Para relembrar o que aconteceu em 2017, veja as matérias mais lidas de 2017.

WhatsApp Web: tudo sobre a versão para PC do mensageiro

WhatsApp Web: tudo sobre a versão para PC do mensageiro

1. WhatsApp Status para web

Na primeira posição, está a chegada do WhatsApp Status à versão do mensageiro para PC. Os posts, que desaparecem após 24 horas, estavam disponíveis para celulares Android, iPhone (iOS) e Windows Phone desde fevereiro, mas somente em agosto apareceram na versão web do aplicativo. O botão tem formato circular e aparece no topo da tela. Pelo computador, no entanto, não é possível publicar histórias. O usuário pode apenas visualizar e responder os Status de seus contatos. O recurso é semelhante ao Instagram Stories, ao Facebook Stories e ao Snapchat.

Status do WhatsApp aparece no topo da interface Web no Google Chrome (Foto: Reprodução/Aline Batista) Status do WhatsApp aparece no topo da interface Web no Google Chrome (Foto: Reprodução/Aline Batista)

Status do WhatsApp aparece no topo da interface Web no Google Chrome (Foto: Reprodução/Aline Batista)

2. Facebook remove recurso "Editado"

Em janeiro de 2017, o Facebook anunciou que deixaria de informar quando um post fosse editado. A mudança gerou polêmicas e ocupou a segunda posição dentre as mais lidas. Antes da mudança, o usuário visualizava a tag "Editado" nas publicações e tinha acesso ao histórico de edições, como erros de digitação e inclusão de uma nova frase. A rede social não explicou o motivo das alterações.

Facebook não expõe mais as alterações feitas na publicação (Foto: Reprodução/Taysa Coelho) Facebook não expõe mais as alterações feitas na publicação (Foto: Reprodução/Taysa Coelho)

Facebook não expõe mais as alterações feitas na publicação (Foto: Reprodução/Taysa Coelho)

3. WannaCry e Bad Rabbit

WannaCry (ou WannaCrypt) foi um grande ataque com vírus do tipo ransomware que causou o caos em serviços públicos e empresas de diversos países, incluindo o Brasil. O vírus sequestrava e bloqueava arquivos e pastas de computadores com Windows, prometendo a devolução apenas mediante pagamento de um resgate em bitcoins.

Outro ataque do tipo que marcou o ano foi chamado de Bad Rabbit. A ameaça, que foi iniciada na Rússia e na Ucrânia, em outubro, afetou aeroportos, empresas de comunicação e sistema de metrô e também chegou ao Brasil. O ataque foi um drive-by attack disponível apenas em computadores com Windows. Os usuários instalavam um falso Adobe Flash Player de sites infectados e iniciavam o arquivo .exe, que acabava comprometendo o PC.

O que é ransomware: cinco dicas para se proteger

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4. Jovens preferem Snapchat e Instagram

Uma pesquisa chamou a atenção ao revelar o crescimento do interesse de jovens pelo Snapchat e Instagram, deixando de lado o Facebook. O estudo foi realizado pela eMarketer, empresa de pesquisa com foco no digital, e levou em consideração faixas etárias entre 12 a 17 anos e 18 a 24 anos, nos Estados Unidos e Reino Unido. Segundo Oscar Orozco, analista da companhia, a preferência dos jovens por essas plataformas pode ser explicada pelos recursos que estão em sintonia com a forma dos adolescentes e jovens adultos se comunicam nos dias de hoje. Além disso, a pesquisa mostrou uma tendência na diminuição do crescimento do Facebook.

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5. Baixe tudo que o Google sabe sobre você

Em julho, o TechTudo ensinou um passo a passo para baixar todas as informações que o Google sabe sobre você. A Gigante de Buscas tem acesso a diversos dados pessoais sobre os usuários de seus serviços, como Google +, Google Drive, Gmail, Google Maps, Hangouts, entre outros, e utiliza essas informações para oferecer publicidades mais focadas em um determinado perfil de consumidor, por exemplo. Por meio de um link, é possível ter acesso a todos os registros que a empresa matém sobre cada usuário.

Como descobrir e baixar tudo que o Google sabe sobre você na Internet (Foto: Reprodução/Luana Marfim) Como descobrir e baixar tudo que o Google sabe sobre você na Internet (Foto: Reprodução/Luana Marfim)

Como descobrir e baixar tudo que o Google sabe sobre você na Internet (Foto: Reprodução/Luana Marfim)

6. 'Evolução das redes sociais' como fim do Orkut

Na sexta posição entre as mais lidas do ano, está a entrevista exclusiva com Orkut Buyukkokten, engenheiro turco, ex-Google e criador das redes sociais Orkut e Hello. O desenvolvedor atribui o fim do Orkut à evolução das redes sociais. "Muita coisa aconteceu no setor desde o lançamento do orkut.com. Social Media é um setor em constante evolução. É muito importante inovar sempre e manter-se em contato com as gerações, padrões de uso e temas sensíveis à comunidade. As redes sociais que não evoluem ao longo do tempo correm o risco de ficar desatualizadas ou irrelevantes", explicou Buyukkokten.

Orkut Buyukkokten, engenheiro turco, ex-Google e criador do Orkut e, agora, do Hello (Foto: Divulgação/Hello) Orkut Buyukkokten, engenheiro turco, ex-Google e criador do Orkut e, agora, do Hello (Foto: Divulgação/Hello)

Orkut Buyukkokten, engenheiro turco, ex-Google e criador do Orkut e, agora, do Hello (Foto: Divulgação/Hello)

7. Golpe no roteador

Em abril, durante o Security Analyst Summit (SAS), fórum sobre segurança que ocorreu na Ilha de São Martinho (Caribe), uma notícia chamou a atenção. Cibercriminosos brasileiros estariam se especializando em ataques ao roteador. Ao obter o controle do aparelho, ele teria acesso a todos os dispositivos conectados. Saiba como proteger o roteador da sua casa.

Dmitry Bestuzhev afirma que cibercrime está evoluindo na América Latina  (Foto: Melissa Cruz/TechTudo) Dmitry Bestuzhev afirma que cibercrime está evoluindo na América Latina  (Foto: Melissa Cruz/TechTudo)

Dmitry Bestuzhev afirma que cibercrime está evoluindo na América Latina (Foto: Melissa Cruz/TechTudo)

8. Versão hackeada do CCleaner

Em setembro de 2017, o CCleaner, programa que remove lixo eletrônico para acelerar PCs com Windows, foi alvo de um ataque hacker. O golpe consistia em uma versão modificada do software que incluía um código malicioso, capaz de instalar automaticamente ransomwares (sequestrador de dados) e keyloggers (gravador de digitação). A versão infectada do programa foi baixada por mais de dois milhões de usuários, mas, apesar do susto, não houve relatos de roubo de dados bancários ou arquivos pessoais das vítimas.

CCleaner foi infectado por hackers (Foto: Divulgação/CCleaner) CCleaner foi infectado por hackers (Foto: Divulgação/CCleaner)

CCleaner foi infectado por hackers (Foto: Divulgação/CCleaner)

9. Sarahah no PC

O Sarahah é uma rede social que permite enviar mensagens anônimas que causou muitas polêmicas em 2017. O programa, que está disponível para celulares, também pode ser usado no PC, sem a necessidade de download. Na versão para web, o usuário pode enviar e acessar as mensagens, além de alterar suas configurações de privacidade. Também é possível tanto criar um perfil, como enviar mensagens para outras pessoas sem se identificar.

Conheça o Sarahah, app de mensagens anônimas

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10. telefone.ninja

Para finalizar a lista, o site telefone.ninja assustou brasileiros ao mostrar um extenso banco de dados, que incluía número de telefone e endereço de pessoas ou empresas. Por meio de uma ferramenta de buscas, o "Google polêmico" revelava todas as informações sobre alguém. O site era constantemente atualizado com dados dos cadastros das operadoras de telefonia, mas permitia que o usuário solicitasse a retirada de seus dados. Apesar de não se tratar de uma tentativa de ataque ou vírus, o telefone.ninja não está mais no ar.

telefone.ninja causou tensão na Internet com divulgação de dados pessoais (Foto: Reprodução/TechTudo) telefone.ninja causou tensão na Internet com divulgação de dados pessoais (Foto: Reprodução/TechTudo)

telefone.ninja causou tensão na Internet com divulgação de dados pessoais (Foto: Reprodução/TechTudo)

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