Curiosidades sobre teclado: lista traz 10 fatos que poucas pessoas sabem

Saiba a origem e as particularidades do periférico, como, por exemplo, a explicação sobre a posição das teclas e o motivo da criação do CTRL + ALT + DEL

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Por Igor Nishikiori, para o TechTudo

Existem algumas curiosidades por trás do teclado e de sua criação. O periférico é, sem dúvidas, um dos objetos mais importantes do seu computador, além de permitir que a comunicação fosse possível na era da Internet. Com uma história que data desde o século 19, o componente não parou de evoluir e, atualmente, é possível encontrá-lo em vários formatos e funções: para gamers, escritores e nos smartphones.

Com um passado tão rico, logicamente, há fatos curiosos em sua volta. Por exemplo: você sabe por que as teclas estão dispostas do jeito que estão? Por que o comando CTRL + ALT + DEL foi criado? Qual foi o melhor teclado já criado na história? Para saber isso e muito mais, confira na lista abaixo.

Notebook: dicas para resolver os principais problemas do teclado 

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As origens do QWERTY

O layout da maioria dos teclados atuais é conhecido como QWERTY por causa da disposição das primeiras teclas superiores. O padrão já era comum nas máquinas de escrever e foi apenas adaptado com o surgimento da informática.

Criado pelo inventor norte-americano Christopher Latham Sholes, o QWERTY teria como objetivo auxiliar na transcrição de códigos morse, de acordo com um estudo feito pela Universidade de Quioto. Isso explicaria por que letras como Z e S, que são semelhantes no sistema codificado, ficam próximas uma da outra.

Máquina de escrever com teclado QWERTY (Foto: Divulgação/Royal) Máquina de escrever com teclado QWERTY (Foto: Divulgação/Royal)

Máquina de escrever com teclado QWERTY (Foto: Divulgação/Royal)

Fora isso, o QWERTY tinha uma vantagem um tanto quanto inusitada: seu layout era menos eficiente do que outros modelos. Isso fazia sentido na era das máquinas de escrever, pois as teclas costumavam emperrar se alguém digitasse muito rápido.

Outra curiosidade é que o próprio Sholes não era tão fã do QWERTY. Um ano antes de morrer, em 1890, o inventor patenteou um outro layout chamado de XPMCHR. No entanto, naquela época, já era tarde demais: o QWERTY já estava consolidado.

DVORAK tem uma adaptação brasileira

Em 1936, quando o QWERTY já se tornara padrão, um psicólogo e professor norte-americano, chamado August Dvorak, inventou um novo layout. Seu objetivo era ser o mais eficiente do mundo.

Atualmente, sabe-se que não é o caso, mas durante muito tempo o DVORAK fez jus à fama. Diversos campeões de digitação usavam o modelo. Porém, como o QWERTY já estava consolidado, poucos quiseram fazer a mudança. Assim, o DVORAK é até hoje restrito apenas a entusiastas.

O modelo foi projetado tendo em mente as letras mais utilizadas no idioma inglês. Por isso, um grupo de brasileiros adaptou o DVORAK para a língua portuguesa, e esse layout é conhecido como BRDK.

Os tracinhos nas teclas F e J

Tracinho das teclas F e J estão em todos os teclados do mundo (Foto: Barbara Mannara/TechTudo) Tracinho das teclas F e J estão em todos os teclados do mundo (Foto: Barbara Mannara/TechTudo)

Tracinho das teclas F e J estão em todos os teclados do mundo (Foto: Barbara Mannara/TechTudo)

Se você olhar para seu teclado agora certamente vai ver que há uma saliência nas teclas F e J. Essa é uma das poucas características que todos os modelos do mundo compartilham. Você sabe para que os destaques servem?

A resposta é simples: os "tracinhos" em alto relevo permitem posicionar as mãos sem precisar olhar para o teclado. Sabendo a posição do F e do J é possível rapidamente ter acesso às outras teclas. Por ser um sinal sensível ao toque, também é uma ferramenta que auxilia pessoas com deficiência visual.

A origem do CTRL + ALT + DEL

Texto da tela azul do Windows popularizou o atalho (Foto: Reprodução/The Verge) Texto da tela azul do Windows popularizou o atalho (Foto: Reprodução/The Verge)

Texto da tela azul do Windows popularizou o atalho (Foto: Reprodução/The Verge)

Um dos atalhos mais famosos dos PCs, o CTRL + ALT + DEL foi criado sem grandes expectativas. Durante o desenvolvimento do IBM PC, nos anos 80, o engenheiro de software David Bradley queria implementar uma espécie de “botão do pânico” para quando o computador travasse e precisasse reiniciá-lo. A ideia inicial era criar uma tecla de Reset, mas havia o receio de que usuários pudessem acioná-la por acidente.

Por isso, a solução foi criar um comando complexo que só pudesse ser acionado usando as duas mãos. Em cerca de dez minutos, segundo ele, foi decidido pelas teclas CTRL, ALT e DEL.

A fama do comando, porém, só veio em meados dos anos 90, graças à famigerada “tela azul da morte” das primeiras versões do Windows. Para quem não se lembra, uma das soluções para sair da tela de erro era apertar as teclas CTRL + ALT + DEL para reiniciar o computador.

Teclas inúteis já tiveram um propósito

Teclado da DasKeyboard sem a indicação do SysRQ (Foto: Divulgação/DasKeyboard) Teclado da DasKeyboard sem a indicação do SysRQ (Foto: Divulgação/DasKeyboard)

Teclado da DasKeyboard sem a indicação do SysRQ (Foto: Divulgação/DasKeyboard)

É bem possível que as teclas menos acessadas de seu teclado sejam SysRq, ScrLk e Pause/Break. Isso acontece porque elas foram criadas ainda nos anos 80, quando os sistemas operacionais eram bem diferentes dos que temos hoje.

SysRq atende por System Request e servia para alternar a tela das atividades do computador – lembrando que antigamente os sistemas operacionais, como o DOS, eram basicamente grandes blocos de texto. Atualmente, a tecla ainda é usada em algumas funções no Linux, mas, em geral, ela perdeu sua utilidade e deu lugar ao PrintScreen.

Em uma época em que não havia nem o scroll nem o botão do meio do mouse, o ScrollLock permitia navegar facilmente pela tela usando as setas do teclado. A função Pause/Break tinha o objetivo de pausar ou cancelar uma operação no DOS.

Variações do QWERTY

Apesar do padrão QWERTY ter se consolidado internacionalmente, alguns países adotaram variações dele. Na França e na Bélgica, por exemplo, usa-se o padrão AZERTY, em que a tecla A troca de lugar com Q, Z troca com W e o M fica ao lado do L. Esse padrão existe na França desde o século 19 e acabou sendo adaptado para os computadores.

Teclado AZERTY (Foto: Reprodução/Wikipedia) Teclado AZERTY (Foto: Reprodução/Wikipedia)

Teclado AZERTY (Foto: Reprodução/Wikipedia)

Outra variação é o QWERTZ, usado em alguns países da Europa Central, como Alemanha, Suíça e Áustria. A principal diferença é a mudança do Y com o Z. Isso ocorreu porque as línguas de origem germânica usam mais a letra Z do que Y.

Ainda há uma outra variação conhecida como QZERTY, com Z e W trocando de posição, que era padrão das máquinas de escrever na Itália. Contudo, ela acabou sumindo com o tempo e, atualmente, o padrão italiano é o QWERTY.

O melhor teclado já criado

Teclado da Unicomp que reproduz fielmente o IBM Modelo M (Foto: Divulgação/Unicomp) Teclado da Unicomp que reproduz fielmente o IBM Modelo M (Foto: Divulgação/Unicomp)

Teclado da Unicomp que reproduz fielmente o IBM Modelo M (Foto: Divulgação/Unicomp)

Quem viveu nos anos 80 e 90 e teve contato com computadores deve se lembrar do IBM Modelo M – periférico considerado por entusiastas da informática como o melhor teclado já criado. Lançado em 1985, ele foi um esforço coletivo da empresa para popularizar os computadores pessoais.

Seu atrativo está não apenas na disposição das teclas auxiliares, como F1-F12, como também na sua estrutura. O aparelho usa materiais de ponta e, por isso, é mais rígido e durável. Além disso, suas teclas são acionadas por molas, o que causa um som distinto e único.

O teclado fez tanto sucesso que acabou sendo copiado por outras empresas, incluindo o seu tradicional esquema de cores creme e cinza. Atualmente, a IBM não produz mais o Modelo M, mas há uma variação dela à venda pela Unicomp, empresa especializada em teclados.

Tecla de neve nos teclados canadenses

Esquema do teclado Apple no Canadá (Foto: Reprodução/Apple) Esquema do teclado Apple no Canadá (Foto: Reprodução/Apple)

Esquema do teclado Apple no Canadá (Foto: Reprodução/Apple)

Há diversas particularidades nos teclados dos países do mundo, mas poucos são tão curiosos quanto a tecla com o símbolo neve que existe em alguns modelos na parte francesa do Canadá. A tecla basicamente substitui o comando CRTL e surgiu ainda nos primeiros teclados canadenses. O comando deixou de ser padrão há alguns anos, mas ainda é adotado por fabricantes como a Apple.

Padrão WASD

Teclas WASD são padrões em games de computador (Foto: Felipe Vinha/TechTudo) Teclas WASD são padrões em games de computador (Foto: Felipe Vinha/TechTudo)

Teclas WASD são padrões em games de computador (Foto: Felipe Vinha/TechTudo)

Já se perguntou de onde veio o padrão WASD para jogos de computador? Half Life acabou popularizando-o, mas o primeiro registro do uso das teclas foi em um torneio de Quake em 1997. Após vencer a competição, Dennis “Thresh” Fong foi abordado por John Carmack, criador do game de tiro, que decidiu colocar uma opção de configuração de controle usando o WASD no Quake 2.

A mudança foi necessária com a introdução da perspectiva 3D nos games em primeira pessoa. Usar o mouse se tornou obrigatório e a posição das setas do teclado não é das melhores. O WASD, em compensação, tem fácil acesso à barra de espaço, ao Shift e às teclas de numerais.

Curiosamente, apesar de Half Life ter sido um dos primeiros games a usar o WASD como padrão, o fundador da Valve, Gabe Newell, disse em entrevista que pessoalmente prefere usar o esquema ESDF.

Mais sujo do que uma privada

Limpe periodicamente seu teclado (Foto: Paulo Alves/TechTudo ) Limpe periodicamente seu teclado (Foto: Paulo Alves/TechTudo )

Limpe periodicamente seu teclado (Foto: Paulo Alves/TechTudo )

Você que costuma comer perto do computador, cuidado: uma pesquisa publicada em 2016 revelou que os teclados são até 20 mil vezes mais sujos do que um assento de privada. O estudo conduzido pela CBT Nuggets analisou itens típicos em escritórios e comparou a quantidade de bactérias encontradas em cada um.

O crachá eletrônico ficou em primeiro lugar, seguido de perto pelo teclado. Para comparar, foram encontrados mais de 22,8 milhões de colônias de bactérias por centímetro quadrado no periférico, sendo que um assento de privada tem pouco mais de mil por centímetro quadrado. Como evitar problemas de saúde? Simples! Limpar o teclado periodicamente.

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