Por Taysa Coelho, Para o TechTudo

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O usuário deve estar atento se o computador tiver a performance alterada ou se surgirem programas instalados sem autorização, porque o PC pode ter sido hackeado. Quando a máquina começa a apresentar uma série de comportamentos incomuns pode ser indício da presença de software malicioso. Atividades online estranhas, desligamento ou reinício do PC de modo aleatório também podem ocorrer nesses casos.

Confira a seguir oito sinais de que você pode ter sido hackeado e veja como se proteger nessas situações. Os alertas servem para todos os sistemas operacionais: Windows, macOS e Linux.

O que é ransomware: cinco dicas para se proteger

O que é ransomware: cinco dicas para se proteger

1. A performance do computador muda repentinamente

É importante estar atento se a performance da máquina cai repentinamente, de forma significativa, ou a longo prazo. Isso pode ocorrer porque para acessar o PC remotamente em busca de dados ou enviar um malware é exigido da capacidade do processador.

Portanto, se, sem qualquer explicação clara, o dispositivo começar a travar ou mesmo a conexão com a Internet ficar mais lenta que o habitual pode ser um mau sinal. Para confirmar se há algum problema, confira a atualização do antivírus – o software de proteção precisa estar na versão mais recente. Rode todas as verificações de segurança que forem possíveis.

2. Programas e extensões desconhecidos

Atualmente, a maioria dos malwares são trojans e worms, que ganham acesso às máquinas disfarçados de programas legítimos. É comum o usuário acreditar ter instalado apenas um software, mas descobre o download de vários outros ao ler os termos da licença.

Caminho para acessar a página de extensões do Google Chrome — Foto: Reprodução/ Marvin Costa Caminho para acessar a página de extensões do Google Chrome — Foto: Reprodução/ Marvin Costa

Caminho para acessar a página de extensões do Google Chrome — Foto: Reprodução/ Marvin Costa

Além disso, alguns dos apps maliciosos permitem a instalação de outras aplicações do gênero, o que deixa a máquina ainda mais exposta. Nesses casos, o recomendado é acessar o Gerenciador de Tarefas do Windows, o Monitor de Atividade do macOS ou o Monitor de Sistema do Linux para verificar os programas em execução — e, claro, desinstalar os suspeitos o quanto antes.

Nos navegadores, é comum aparecerem diversas barras de ferramentas com opções falsas ou confusas, além de extensões desconhecidas. Em relação aos browses, o ideal é checar periodicamente os plugins instalados, bem como aqueles presentes na barra de ferramentas.

3. Pop-ups sem fim

O usuário visita sites nos quais está habituado e, do nada, começam a abrir janelas de anúncios ou de redirecionamento para outras páginas. Esse cenário pode indicar comprometimento do sistema do computador.

Os navegadores atuais costumam bloquear pop ups — Foto: Divulgação/Google, Microsoft e Mozilla Os navegadores atuais costumam bloquear pop ups — Foto: Divulgação/Google, Microsoft e Mozilla

Os navegadores atuais costumam bloquear pop ups — Foto: Divulgação/Google, Microsoft e Mozilla

Os navegadores atuais costumam ser eficientes ao bloquear pop-ups. Porém, caso eles continuem aparecendo, é hora de entrar em ação. Muitas vezes, as propagandas indesejadas são geradas pelos programas desconhecidos instalados no PC ou adds-on e itens misteriosos da barra de ferramentas do browser. Ao eliminá-los, é provável o desaparecimento das janelas inconvenientes.

4. PC desliga ou reinicia aleatoriamente

Caso o computador comece a desligar ou reiniciar de forma aleatória e constante, o problema deve ser observado com atenção. Isso pode indicar que um aplicativo não autorizado assumiu o controle do dispositivo e desestabilizou as configurações. Nisso, o Gerenciador de Tarefas do Windows, o Monitor de Atividade do macOS ou o Monitor de Sistema do Linux podem ajudar a conferir as ações em execução no computador.

5. Atividades online desconhecidas ou estranhas

Em um computador infectado, é comum que o usuário passe por situações inesperadas ao navegar na Internet (além dos já citados pop-ups). Um caso clássico é o aparecimento de posts na rede social jamais feitos pelo dono do perfil. Em geral, eles contêm links de redirecionamento para um site falso. Outra característica é a adição de perfis seguidos sem o conhecimento do usuário. Nesse caso, a atitude sugerida é sempre monitorar as atividades.

Também é possível que, inesperadamente, uma ou mais senhas de acesso de serviços online parem de funcionar. Isso pode ocorrer após a pessoa responder a um e-mail de phishing, que simula um serviço. Assim, os criminosos conseguem acesso aos dados da conta. Em seguida, mudam senhas e outras informações para impedir a recuperação.

Procurar a empresa do serviço afetado para recuperar a palavra-passe o quanto antes é a primeira medida a ser tomada. Depois, vale estar sempre atento aos e-mail recebidos, afinal, as empresas não costumam solicitar dados confidenciais online.

6. Erros no antivírus

Em um computador infectado, é possível que o programa de segurança comece a apresentar um comportamento anormal. O software pode surgir constantemente desabilitado, não executar varreduras quando solicitado ou mesmo desaparecer da máquina. Nesses casos, a solução é encontrar o hospedeiro indesejado e excluí-lo o mais rápido possível.

Alertas falsos de antivírus podem infectar a máquina — Foto: Arte/TechTudo Alertas falsos de antivírus podem infectar a máquina — Foto: Arte/TechTudo

Alertas falsos de antivírus podem infectar a máquina — Foto: Arte/TechTudo

Em relação aos antivírus, existe também o golpe dos falsos alertas de infecção do sistema. Ao clicar em “Não” ou “Cancelar” para que o programa falso escaneie o PC, há a permissão do acesso à máquina pelo malware e, com isso, o fornecimento de informações pessoais e até mesmo dados bancários. A recomendação é desligar o dispositivo o quanto antes, religá-lo em modo de segurança e excluir o software maldoso. Depois, realizar um escaneamento com o antivírus, para garantir o desaparecimento de ameaças.

7. Cursor do mouse com "vida própria"

É comum o ponteiro do mouse fazer movimentos aleatórios ou não responder aos comandos corretamente devido a problemas de hardware. No entanto, se ele começar a realizar ações específicas, como fazer seleções que funcionam, é bem provável que o PC esteja hackeado.

O ideal é desligar a máquina e usar um computador seguro para alterar os dados de usuário nos serviços online. Em seguida, verifique se foram feitas compras ou outras transações bancárias. Caso o aparelho realmente tenha sido invadido, a saída é procurar um profissional para para restaurá-lo completamente. E se houver roubo de dinheiro, é fundamental avisar às autoridades responsáveis.

Cursor do mouse com "vida própria" pode indicar PC hackeado — Foto: Caio Bersot/TechTudo Cursor do mouse com "vida própria" pode indicar PC hackeado — Foto: Caio Bersot/TechTudo

Cursor do mouse com "vida própria" pode indicar PC hackeado — Foto: Caio Bersot/TechTudo

8. Transações financeiras não reconhecidas

Quando hackers têm acesso aos dados bancários de terceiros é provável o sumiço de dinheiro da conta dessa pessoa, por meio de transferências realizadas para outras contas. As informações de acesso normalmente são obtidas por meio de respostas a e-mails falsos ou de um computador com o sistema prejudicado.

Normalmente, os bancos dispõem de um seguro para ressarcir os clientes nesse tipo de situação. No entanto, para evitar ser surpreendido, ative o alerta de movimentações via SMS ou app e estabeleça um limite para a realização de transferências e envios de quantias para o exterior, por exemplo.

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