Por Gabriel Oliveira, para o TechTudo

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A ESL Pro League Season 7 de Rainbow Six: Siege, que será realizada neste fim de semana (19 e 20), em Atlantic CIty, nos Estados Unidos, ocorrerá num momento de grande crescimento e consolidação da cena competitiva do FPS da Ubisoft. Seja pela chegada de organizações gigantes do ramo, como Fnatic, FaZe Clan e Team Liquid, ou pelo aumento da premiação dos maiores torneios da modalidade, as equipes têm se mostrado cada vez mais niveladas.

Mesmo com o aumento dessa competitividade, ainda é possível observar um domínio de equipes europeias e dos americanos e canadenses da Evil Geniuses, formada pela antiga line up da Continuum, nos principais campeonatos do mundo, enquanto os times brasileiros, como FaZe e Liquid, ainda buscam um título inédito para o país. A seguir, você confere um guia com a apresentação de todas as oito participantes da Pro League e suas chances de títulos no segundo grande torneio internacional do ano.

FaZe Clan

Apontada como uma das equipes mais fortes do cenário, FaZe Clan busca título inédito para o Brasil na modalidade — Foto: Reprodução/Twitter Guilherme "gohaN" Alf Apontada como uma das equipes mais fortes do cenário, FaZe Clan busca título inédito para o Brasil na modalidade — Foto: Reprodução/Twitter Guilherme "gohaN" Alf

Apontada como uma das equipes mais fortes do cenário, FaZe Clan busca título inédito para o Brasil na modalidade — Foto: Reprodução/Twitter Guilherme "gohaN" Alf

Atual campeã brasileira e da Pro League LATAM, qualificatório regional para as finais mundiais da Pro League, a FaZe é uma das equipes que chega com maior expectativa nesta edição do torneio. Após duas semifinais nas seasons 2 e 3 de 2017, ainda sob a tag da Team Fontt, o time de Guilherme "gohaN" Alf, Leonardo "Astro Luís, Gabriel "cameram4n" Hespanhol, João "HSnamuringa" Deam e Rafael Mav Freitas busca provar que pode ser o primeiro do Brasil a levar o país ao posto mais alto do pódio.

Mesmo sendo considerado por muitos analistas o melhor time do cenário brasileiro e, consequentemente, da América Latina, a equipe, agora sob a tag de uma de uma gigante dos esports, o time ainda precisa mostrar, a nível internacional, um desempenho mais consistente. Tanto na eliminação da season 3 da Pro League 2017, para os finlandeses da ENCE, quanto a derrota nas quartas-de-final do Six Invitational 2018, para a Evil Geniuses, os brasileiros cometeram erros que custaram rounds importantes e acabariam se mostrando decisivos nesses duelos.

Caso mostre sua melhor versão na competição, a FaZe certamente estará entre as principais candidatas ao título. A equipe é favorita na estreia contra os franceses da Millenium e, caso avancem, enfrenta o vencedor do jogo Team Liquid e Fnatic na semifinal, onde também é favorita a avançar.

Team Liquid

S3xyCake, nesk, psk, Bullet e Zigueira formam a line up da Team Liquid no Rainbow Six — Foto: Divulgação/Ubisoft e-Sports S3xyCake, nesk, psk, Bullet e Zigueira formam a line up da Team Liquid no Rainbow Six — Foto: Divulgação/Ubisoft e-Sports

S3xyCake, nesk, psk, Bullet e Zigueira formam a line up da Team Liquid no Rainbow Six — Foto: Divulgação/Ubisoft e-Sports

Composta por três dos cinco jogadores que levaram o Brasil à primeira final da Pro League de sua história, na season 1 de 2017 a Team Liquid chega como uma incógnita na competição. Quando defenfiam a Black Dragons, Léo "Zigueira" Duarte, André "nesk" Oliveira e José "Bullet" Victor foram vice-campeões do torneio, mas a equipe só parece ter se reencontrado após as entradas de Thiago "S3xyCake" Reis e Paulo "psk" Lourenço nas vagas de Leone "oNe" Kayque e Lucas "yuuk" Rodrigues.

No Six Invitational deste ano, ainda com yuuk na formação no lugar de psk, a Liquid acabou eliminada na primeira fase do torneio, após uma derrota inesperada para os australianos da Mindfreak, que hoje defendem a Fnatic e serão justamente o primeiro compromisso dos brasileiros. A revanche será uma chance de Zigueira e companhia mostrarem que a evolução da equipe, vice-campeã no qualificatório latino-americano e terceira colocada no Brasileirão, com três vitórias em quatro jogos.

Se afastar a zebra australiana e avançar à semifinal, o provável confronto com a FaZe poderá ser um tira-teima entre as equipes em 2018: em dois confrontos, ambos na Pro League LATAM, cada time venceu uma vez. Na fase de grupos, a Liquid levou a melhor e empurrou a FaZe para um confronto com a Black Dragons na semifinal. Na grande decisão, com as duas equipes já classificadas às finais mundais, a FaZe levou a melhor.

Penta Sports

Tricampeã da Pro League e atual campeã do Six Invitational, Penta chega mais uma vez como favorita — Foto: Divulgação/Ubisoft Tricampeã da Pro League e atual campeã do Six Invitational, Penta chega mais uma vez como favorita — Foto: Divulgação/Ubisoft

Tricampeã da Pro League e atual campeã do Six Invitational, Penta chega mais uma vez como favorita — Foto: Divulgação/Ubisoft

Maior potência do Rainbow Six no cenário internacional, com 10 títulos em 14 torneios disputados e sempre ficando no top 4 dos campeonatos que participa, a Penta venceu duas das três seasons da Pro League de 2017 e é atual campeã do Six Invitational. O "dream team" europeu, formado por Nicolas "Pengu" Mouritzen, Joonas "jOONAS" Savolainen, Daniel "Goga" Romero, Fabian "Fabian" Hällsten e Ville "SHA77E" Palola, chega mais uma vez como favorito, mas enfrentará dois problemas na competição.

Logo na estreia, os europeus enfrentarão a Evil Geniuses, vice-campeões do Six Invitational e que levaram os dois primeiros mapas contra a Penta naquela decisão, disputada em formato melhor de cinco (MD5). O time europeu acabou conseguindo a virada e levando o título, mas a Pro League é disputada em formato melhor de 3, o que dará menos margem de erro e recuparação para a equipe. Além disso, SHA77E, um dos maiores destaques da equipe, não jogará o torneio devido a problemas pessoais, e será substituído por Juhani "Kantoraketti" Toivonen, emprestado pela ENCE.

Em caso de vitória a Penta desponta como grande favorita no duelo contra o vencedor entre Rogue, campeã do qualificatório da América, e Team Nora-Rengo, do Japão.

Millenium

Franceses da Millenium chegam como azarões ao torneio — Foto: Divulgação/Ubisoft Franceses da Millenium chegam como azarões ao torneio — Foto: Divulgação/Ubisoft

Franceses da Millenium chegam como azarões ao torneio — Foto: Divulgação/Ubisoft

Embora venha do cenário mais forte de Rainbow Six no mundo, os franceses da Millenium chegam à essa edição da Pro League longe da lista de favoritos. A equipe não disputa um torneio internacional desde a season 2 da Pro League 2017, mas o vice-campeonato no qualificatório europeu, no qual só foi derrotada pela Penta, ambas as vezes pelo palacar de dois mapas a um, trouxe confiança à equipe.

Composta por Nolan "Joghhurtzz" Crouzery, Olivier "Renshiro" Vandroux, Gael "Liven" Gruyere, Theópile "Ricks" Dupont e Valentim "risze" Liradelfo, a Millenium tem em Joghurtzz e Renshiro, campeões da season 2 da Pro League 2016, seu principal destaque. Mesmo com as contratações recentes de Hicks e risze, o time francês é azarão na estreia contra a FaZe, e não deve ser uma ameaça caso os brasileiros consigam impor seu jogo desde o início do duelo.

Evil Geniuses

Composta por antiga line up da Continuum, Evil Geniuses eliminou a FaZe Clan no Six Invitational 2018 — Foto: Divulgação/ESL Composta por antiga line up da Continuum, Evil Geniuses eliminou a FaZe Clan no Six Invitational 2018 — Foto: Divulgação/ESL

Composta por antiga line up da Continuum, Evil Geniuses eliminou a FaZe Clan no Six Invitational 2018 — Foto: Divulgação/ESL

Atual vice-campeã do Six Invitational, a Evil Geniuses seria apontada como uma das grandes favoritas ao título em qualquer circunstância. Porém, devido ao vice-campeonato no qualificatório da América do Norte, após derrota por dois mapas a um para a Rogue na final, a EG perdeu a condição de cabeça-de-chave e acabou sorteada a enfrentar a Penta logo na estreia. Agora, o time de Troy "Canadian" Jarolawski, Ammar "Necrox" Albanna, Nathan "nvK" Valenti, Brandon "BC" Carr e Austin "Yung" Trexler precisará vencer o melhor time do mundo para avançar.

Quando ainda defendia a Continuum, a atual line up da EG venceu em sequência a season 3 da Pro League 2016 e o Six Invitational 2017. Após um período de resultados ruins, a equipe voltou a figurar entre os melhores times do mundo e mostrou ter condições de vencer a Penta. Num confrontro MD3 e com os europeus sem um de seus principais jogadores, o time americano tem a chance de ser o primeiro da região a vencer a Penta, e certamente será um dos grandes favoritos ao título em caso de vitória sobre os europeus.

Numa eventual final contra a FaZe, favorita no outro lado da chave, o histórico é favorável ao time liderado por Canadian. Nas duas vezes em que se enfrentaram, ambas pelo Six Invitational, em 2017 e 2018, a atual line up da EG levou a melhor sobre o time de gohaN, Astro e cameram4n.

Rogue

Rogue vive momento de ascensão no Rainbow Six e busca surpreender na Pro League — Foto: Divulgação/ESL Rogue vive momento de ascensão no Rainbow Six e busca surpreender na Pro League — Foto: Divulgação/ESL

Rogue vive momento de ascensão no Rainbow Six e busca surpreender na Pro League — Foto: Divulgação/ESL

Time que vive momento de ascensão, a Rogue, que iniciou suas atividades no Rainbow Six em agosto de 2017, já coleciona resultados que mostram o potencial do time. No Six Invitational 2018, a equipe de Tyler "Ecl9pse" McCullum, Oliver "Slashug" Spencer, Bryan "Bryan" Agema, Kevin "Easilyy" Skokowski e Emilio "Geoometrics" Cuevas foi semifinalista, vendendo caro a derrota por dois a um para a Evil Geniuses.

No qualificatório da América do Norte para as finais mundiais da Pro League, a Rogue surpreendeu a EG e levou o título, fugindo do confronto com a Penta na estreia. No sorteio, a Rogue acabou pegando o time mais fraco da competição: os japoneses da Team Nora-Rengo. Caso confirme o favoritismo, a Rogue pega o vencedor do jogo entre Evil Geniuses e Penta. Mesmo não sendo favorita, especialmente num eventual duelo com a Penta na semifinal, a equipe tem potencial para surpreender na competição.

Fnatic

Australianos da Fnatic buscam surpreender novamente a Liquid na estreia da Pro League — Foto: Divulgação/Ubisoft Australianos da Fnatic buscam surpreender novamente a Liquid na estreia da Pro League — Foto: Divulgação/Ubisoft

Australianos da Fnatic buscam surpreender novamente a Liquid na estreia da Pro League — Foto: Divulgação/Ubisoft

Muito mais conhecida pelos resultados em jogos como League of Legends e Counter-Strike: Global Offensive, a Fnatic entrou este ano no cenário de Rainbow Six, e decidiu apostar na line up australiana que defendia a Mindfreak e chegou às quartas-de-final do Six Invitational 2018. Campeã do qualificatório da Ásia/Pacífico, a Fnatic não deve brigar pelo título, mas quer mostrar que pode surpreender no torneio.

A estreia do time de Etienne "Magnet" Rousseau, Jason "Lusty" Chen, Ethan "RizRaz" Wombwell, Matthew "Acez" McHenry e Daniel "NeophyteR" An será contra a Liquid, e o último confronto entre as equipes terminou com vitória dos australianos. Com as mudanças e melhora no desempenho da Liquid, é difícil imaginar que a zebra se repita, mas a Fnatic com certeza fará de tudo para mostrar que não vai à Pro League apenas para participar.

Team Nora-Rengo

Japoneses da Team Nora-Rengo são estreantes em competições internacionais — Foto: Divulgação/Ubisoft Japoneses da Team Nora-Rengo são estreantes em competições internacionais — Foto: Divulgação/Ubisoft

Japoneses da Team Nora-Rengo são estreantes em competições internacionais — Foto: Divulgação/Ubisoft

Time mais inexperiente em competições internacionais entre todos os que participam da Pro League, a Team Nora-Rengo é o único que estreia na competição praticamente sem chances de avançar. A equipe japonesa, mesmo com o vice-campeonato no qualificatório da Ásia/Pacífico, não ofereceu qualquer resistência à Fnatic na decisão, o que evidencia sua fragilidade.

Na estreia, o time de Takumi "JJ" Iwasaki, Yudai "Wonka" Ichise, Yuya "Cloud" Inoue, Tsukasa "Merieux" Asano e Yasuhi "CrazyPapiyoN" Nakajo enfrenta a Rogue, e a julgar a diferença de nível do cenário da América do Norte para o asiático, somente um milagre ou uma atuação desastrosa da Rogue faria a Nora-Rengo avançar. Para os japoneses, a Pro League deverá servir muito mais como uma primeira experiência internacional mirando competições futuras.

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