Por Igor Nishikiori, para o TechTudo

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O Wi-Fi mesh promete ser uma boa opção para quem precisa cobrir um grande espaço com Internet sem fio de maneira fácil e prática. Os roteadores com a tecnologia costumam vir em formato de kits com três aparelhos, que funcionam dividindo o mesmo ponto de acesso e trabalhando em conjunto para distribuir o sinal de maneira inteligente dentro do ambiente.

O ponto negativo é que os kits de Wi-Fi mesh ainda são caros – o TP-Link Deco M5, único do tipo à venda no Brasil, tem preço de R$ 1.730 na loja oficial da marca. Para ajudar a entender melhor essa tecnologia, o TechTudo responde seis perguntas sobre o Wi-Fi mesh.

Tire dúvidas a respeito do Wi-Fi Mesh — Foto: Nicolly Vimercate/TechTudo Tire dúvidas a respeito do Wi-Fi Mesh — Foto: Nicolly Vimercate/TechTudo

Tire dúvidas a respeito do Wi-Fi Mesh — Foto: Nicolly Vimercate/TechTudo

1. Os dispositivos funcionam como roteadores e repetidores?

As redes mesh têm o mesmo processo de instalação dos roteadores e repetidores comuns. A principal diferença fica por conta da tecnologia de conexão, que nos tradicionais é unilateral, enquanto os roteadores Wi-Fi Mesh trocam informações entre si para decidir qual ponto de acesso é melhor para o dispositivo conectado. Outro ponto é a autonomia: o usuário não precisa desconectar e reconectar nesse processo, inclusive em casos de mau funcionamento de um dos aparelhos, já que o sinal é reequilibrado automaticamente.

Google WiFi foi anunciado em 2016 — Foto: Divulgação/Google Google WiFi foi anunciado em 2016 — Foto: Divulgação/Google

Google WiFi foi anunciado em 2016 — Foto: Divulgação/Google

2. É possível usar um dispositivo Wi-Fi mesh sozinho?

Sim. Os aparelhos Wi-Fi mesh são roteadores inteligentes que usam, em geral, o padrão IEEE 802.11a/b/g/n/ac. Portanto, são compatíveis com qualquer aparelho wireless, podendo ser usados tanto como roteadores quanto como repetidores.

3. O Wi-Fi Mesh deixa a Internet mais rápida?

Não. A ideia da tecnologia é oferecer maior alcance do sinal sem fio, perdendo o mínimo possível. O mesh por si só não influencia na velocidade da Internet. Por outro lado, os principais modelos têm entrada Gigabit, suportam a frequência 5 GHz e operam em uma mesma rede (o que diminui interferências – e tudo isso é importante para quem precisa de uma conexão veloz.

4. É possível acrescentar mais aparelhos à rede?

Sim. O Google Wifi, por exemplo, é vendido em unidades avulsas para quem precisa ampliar o alcance do sinal em algum ponto específico. Aliás, a facilidade de acrescentar aparelhos é uma das vantagens dessa tecnologia. Outra possibilidade é adicionar repetidores tradicionais à rede, mas eles não aproveitarão os recursos do Wi-Fi mesh.

Lyra Trio é um modelo recente de aparelho Mesh, da Asus — Foto: Divulgação/ASUS Lyra Trio é um modelo recente de aparelho Mesh, da Asus — Foto: Divulgação/ASUS

Lyra Trio é um modelo recente de aparelho Mesh, da Asus — Foto: Divulgação/ASUS

5. Quais modelos podem ser encontrados no Brasil?

Como mencionado acima, por enquanto, apenas o TP-Link Deco M5 é vendido oficialmente no Brasil. Se o usuário quiser, também é possível importar de fora: existem opções como o Google Wifi (a partir de US$ 284 por kit, aproximadamente R$ 1.011), o Eero (encontrado por US$ 320, ou R$ 1.139) e o Asus Lyra Trio (US$ 299, cerca de R$ 1.064).

6. Vale mais a pena que powerline ou repetidor?

Depende. O Wi-Fi mesh é indicado para locais realmente grandes. O Deco M5, por exemplo, tem alcance de até 400 m², que é mais do que o suficiente para a maioria das residências no Brasil. Um dos principais problemas é o preço: embora a tecnologia tenha barateado ao longo dos anos, o investimento ainda é mais alto.

Para quem pretende montar uma rede doméstica, talvez seja melhor comprar um bom roteador tradicional e apostar em repetidores – para locais com menos de 100 m² – ou em powerlines. Mas se a ideia é usar em grandes espaços, como em áreas comuns de condomínios, por exemplo, a tecnologia Wi-Fi mesh pode ser uma aliada sobretudo por sua facilidade em configurar.

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