Por Paulo Alves, para o TechTudo


Criptomoedas ganharam popularidade com o aumento de preço da mais famosa delas, o Bitcoin. Desde então, as moedas digitais passaram a ser negociadas em grande escala em corretoras no mundo todo, mesmo sem a gestão de uma entidade central.

Apesar disso, há poucos que realmente conhecem o ramo das moedas criptográficas, e o envolvimento desse ativo em golpes na Internet acaba gerando dúvidas entre os leigos. Confira sete fatos que ajudarão você a desmistificar o conceito de criptomoedas e entender um pouco mais sobre essa tecnologia.

Veja sete coisas que você não sabia sobre o bitcoin e outras moedas criptográficas — Foto: Divulgação/Bitoin Veja sete coisas que você não sabia sobre o bitcoin e outras moedas criptográficas — Foto: Divulgação/Bitoin

Veja sete coisas que você não sabia sobre o bitcoin e outras moedas criptográficas — Foto: Divulgação/Bitoin

1. Existem milhares de moedas além do Bitcoin

O Bitcoin (conhecido pela sigla BTC) está longe de ser a única criptomoeda. Embora tenha sido a primeira, existem hoje mais de 1.600 moedas digitais similares listadas no Coin Market Cap. Elas são chamadas de altcoins. O número é maior ao considerar as novas moedas que não alcançaram volume suficiente para serem contabilizadas pelo portal, caso das brasileiras Blood Donation Coin, Niobio Cash e ZCore.

O valor mais alto e o maior volume de transações tornam o Bitcoin a principal moeda do mercado, servindo como referência para as criptos assim como o dólar é para o sistema financeiro tradicional. Corretoras online normalmente usam o Bitcoin como base para calcular o preço das outras moedas à venda. Isso significa que aumentos e quedas no preço do BTC impactam no valor de todas as altcoins.

2. Ninguém sabe quem criou o Bitcoin

O artigo contendo as instruções para a criação do Bitcoin surgiu em uma lista de e-mail em outubro de 2008. O documento descrevia um sistema matemático que seria capaz de assegurar transações online entre dois usuários sem a necessidade de uma instituição intermediária.

Ele foi assinado pelo pseudônimo Satoshi Nakamoto, cuja verdadeira identidade permanece desconhecida. Não se sabe ao menos se o nome foi usado por apenas uma pessoa ou por um grupo de entusiastas. A única certeza é que a ideia da criptomoeda tem origem no conceito libertário e na cultura cyberpunk.

Em homenagem ao criador, a menor subunidade do Bitcoin se chama Satoshi: 1 Satoshi é equivalente a 0,00000001 bitcoin.

3. Altcoins evoluíram o código do Bitcoin

O Bitcoin é a criptomoeda mais valorizada do mercado, mas certamente não é a que conta com mais vantagens. Desde o seu surgimento, outros desenvolvedores criaram moedas nas mesmas bases, mas com outras funcionalidades. Moedas como a Dash, por exemplo, introduziram as Masternodes, que são responsáveis por acelerar a aprovação das transferências e dar anonimato às transações. Há ainda moedas que não cobram taxas pela operação da rede e outras, como a brasileira ZCore, que funcionam dentro do Telegram.

Telegram aceita pagamento em criptomoedas dentro do aplicativo — Foto: Marvin Costa/TechTudo Telegram aceita pagamento em criptomoedas dentro do aplicativo — Foto: Marvin Costa/TechTudo

Telegram aceita pagamento em criptomoedas dentro do aplicativo — Foto: Marvin Costa/TechTudo

4. Criptomoedas são uma espécie de recompensa

As criptomoedas são baseadas na blockchain, um sistema de verificação em rede que checa a validade das transações. Essa checagem requer cálculos matemáticos complexos realizados por computadores potentes e, muitas vezes, especializados. Ao realizar a tarefa, as máquinas recebem moedas como recompensa pelo trabalho. O número de moedas é dividido conforme o poder de processamento dos computadores, em uma quantidade que varia de moeda para moeda. Essa atividade é chamada de mineração.

A rede do Bitcoin surgiu em 2009, quando Nakamoto executou os cálculos iniciais de validação e recebeu as primeiras 50 moedas como recompensa. Desde então, porém, a recompensa diminuiu conforme previsto no código. No pico de preço da moeda, as moedas recebidas por Nakamoto passaram a valer US$ 895 mil.

5. Hackers já podem ter usado seu PC para minerar

A mineração de bitcoin e outras moedas requer alto poder de processamento e, com isso, também um investimento salgado. Para driblar os gastos, criminosos usam uma série de golpes e ataques cibernéticos para controlar computadores de usuários e integrá-los a uma rede própria para ajudar na mineração. Computadores domésticos não são capazes de minerar bitcoins sozinhos, mas podem ser úteis para hackers em uma rede controlada.

Existem malwares criados especificamente para roubar processamento e destinar à mineração de criptomoedas. Alguns já foram encontrados na forma de extensão para Google Chrome. Outros surgiram em websites, infectando computadores dos visitantes.

Mineração de criptomoedas pode ser feita ilegamente via malwares — Foto: Pond5 Mineração de criptomoedas pode ser feita ilegamente via malwares — Foto: Pond5

Mineração de criptomoedas pode ser feita ilegamente via malwares — Foto: Pond5

6. A Monero é a queridinha dos crimes virtuais

A Monero é a moeda mais usada por malwares de mineração. Segundo um levantamento do portal Bleeping Computer, 84% do que é minerado em golpes virtuais são Monero, o equivalente a 5% do estoque total. O cenário se deve à maior flexibilidade dos grupos de mineração (chamados de pools) da moeda, que aceitam computação originada de uma rede de computadores com processamento sequestrado.

O anonimato intrínseco da Monero também a torna muito usada em ataques de ramsonware, malware que sequestra arquivos do computador e pede resgate. A moeda conta com um sistema integrado de “lavagem” que torna ainda mais difícil descobrir o destino de transferências na rede, o que que agrada criminosos que desejam ocultar rastros de golpes online.

7. Mineradores usam principalmente placas de vídeo

Fabricantes de placas de vídeo, como Nvidia e AMD, viram seu mercado mudar completamente com a chegada dos mineradores de criptomoedas. Várias altcoins permitem a mineração apenas por placas de vídeo, elevando consideravelmente a procura por chips gráficos. Em entrevista ao TechCrunch em março de 2018, o CEO da Nvidia, Jen-Hsun Huang, disse que a empresa "está longe de suprir a demanda", se referindo principalmente à atividade de mineração.

Como minerar bitcoin? Tire suas dúvidas no Fórum do TechTudo.

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