Por Amanda de Almeida, para o TechTudo


Nos anos 2000, os aplicativos para celular Android e iPhone (iOS) transformaram o comportamento das pessoas. Com o Skype, as chamadas telefônicas se tornaram mais dinâmica; a Netflix trouxe uma experiência inédita com filmes e seriados; e o Tinder permitiu conectar pessoas próximas com interesses amorosos parecidos. O TechTudo relembra, na lista abaixo, como era a vida antes da criação de alguns dos mais populares serviços e as mudanças que chegaram com os famosos aplicativos.

Em 29 de junho de 2007, Steve Jobs apresentava o primeiro iPhone e a nova tecnologia dos aplicativos para celular — Foto: Divulgação Em 29 de junho de 2007, Steve Jobs apresentava o primeiro iPhone e a nova tecnologia dos aplicativos para celular — Foto: Divulgação

Em 29 de junho de 2007, Steve Jobs apresentava o primeiro iPhone e a nova tecnologia dos aplicativos para celular — Foto: Divulgação

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1. Skype

A história do Skype começou como um programa para computador, na Estônia em 2003, mas no ano seguinte, o serviço contabilizava 1,5 milhões de downloads, com 100 mil usuários ativos (atualmente são cerca de 300 milhões). Apesar de trazer novas funções a cada atualização, o programa gratuito basicamente realiza chamadas de voz e/ou vídeo online, além de troca de mensagens de texto.

Quando começou a ser usado, o Skype foi sucesso principalmente entre aqueles que precisavam fazer ligações à longa distância, inclusive internacionais. Nos anos 1990, a comunicação por voz era feita basicamente por telefones fixos e celulares — com poucas unidades ativas. Ligar para alguém em outros estados ou países era caro e frequentemente envolvia uma telefonista para completar a conexão.

O Skype mudou completamente a maneira como fazemos ligações à longa distância, tornando gratuito um serviço que era pago - e caro — Foto:  Anna Kellen Bull/TechTudo O Skype mudou completamente a maneira como fazemos ligações à longa distância, tornando gratuito um serviço que era pago - e caro — Foto:  Anna Kellen Bull/TechTudo

O Skype mudou completamente a maneira como fazemos ligações à longa distância, tornando gratuito um serviço que era pago - e caro — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo

2. Uber

Chamar um táxi no início dos anos 2000 não era das tarefas mais simples. Para isso, era preciso ter o número do telefone do ponto mais próximo e esperar alguém atender. Conforme a localidade, isso significava uma espera em torno de 40 minutos a 1 hora. Na rua, o cenário poderia ser mais complicado, com alta demanda de interessados. Além disso, situações de emergência poderiam ser pioradas com a demora no atendimento.

Hoje, com serviços como a Uber, é possível pedir carros com motoristas que estão próximos da localização do usuário e podem chegar em menos de cinco minutos. Exatamente pelo fato de oferecer um serviço similar ao de taxistas, a empresa fundada em 2009 — mas que ganhou espaço no Brasil a partir de 2016 — tem sido alvo de críticas. O preços são mais competitivos, assim como as formas de pagamento são mais seguras. Para muitas pessoas, a Uber também é uma forma de aumentar a renda nas horas vagas como motorista. Outras plataformas também disputam os clientes, entre elas, 99 e Cabify.

Aplicativos como o Uber facilitaram a mobilidade de usuários de táxi, além de oferecer preços mais competitivos — Foto: Divulgação/Uber Aplicativos como o Uber facilitaram a mobilidade de usuários de táxi, além de oferecer preços mais competitivos — Foto: Divulgação/Uber

Aplicativos como o Uber facilitaram a mobilidade de usuários de táxi, além de oferecer preços mais competitivos — Foto: Divulgação/Uber

3. Netflix

Ter a oportunidade de escolher o que assistir, quando e onde quiser são apenas algumas das razões que torna a Netflix tão querida entre seus usuários. O serviço de streaming de filmes e séries começou em 2007, e atualmente tem 130 milhões de conta em mais de 190 países, além de funcionar como produtora e disponibilizar conteúdos exclusivos para os assinantes. Quando foi fundada, em 1997, entretanto, a Netflix era um serviço de locação de filmes, enviados pelo correio.

No início do século XXI, ver a um filme ou série era possível somente na televisão aberta, com a interrupção de intervalos comerciais; na TV paga, mediante assinatura de um pacote de canais; ou a partir da associação com uma locadora. Na prática, isso significava uma variedade limitada de opções de horários e títulos, além da demora no lançamento de novidades.

Netflix trouxe liberdade de escolha para assistir a filmes e séries, quando e onde os usuários quiserem — Foto: Carolina Ochsendorf/TechTudo Netflix trouxe liberdade de escolha para assistir a filmes e séries, quando e onde os usuários quiserem — Foto: Carolina Ochsendorf/TechTudo

Netflix trouxe liberdade de escolha para assistir a filmes e séries, quando e onde os usuários quiserem — Foto: Carolina Ochsendorf/TechTudo

4. Tinder

Para conhecer gente nova na era pré-Internet era preciso sair de casa, contar com a ajuda dos amigos ou se arriscar na paquera. Nos início dos anos 2000, se tornou comum na web acessar salas de bate-papo e serviços de mensagens como o ICQ, ferramentas capazes de unir pessoas com interesses parecidos. De certa forma, é possível olhar para estes serviços como os pais (ou avós) do Tinder.

Criado na Califórnia em 2012, o aplicativo ganhou força a partir de 2014, e hoje está presente em mais de 190 países, com 1,6 bilhão de "deslizadas" diárias e mais de 20 bilhões de casais combinados. Para conhecer alguém novo, basta se cadastrar no aplicativo, capaz de cruzar informações de perfil com dados de geolocalização e sugerir possíveis "matches" aos usuários. A partir disso, basta deslizar para conhecer o outro — ou não.

Tinder simplificou a paquera e atualmente contabiliza 1.6 bilhão de deslizadas diárias — Foto: Divulgação Tinder simplificou a paquera e atualmente contabiliza 1.6 bilhão de deslizadas diárias — Foto: Divulgação

Tinder simplificou a paquera e atualmente contabiliza 1.6 bilhão de deslizadas diárias — Foto: Divulgação

5. Spotify

A indústria da música foi uma das mais impactadas com a tecnologia ao longo dos anos. Vinil, fita cassete, CD, mp3, download, streaming e redes sociais possibilitaram o acesso mais fácil a artistas e suas obras. Desde 2008, o Spotify trouxe o streaming para o celular e tem colaborado para democratizar o consumo de músicas e podcasts, além de permitir que os usuários descubram novidades por meio das sugestões mapeadas com a ajuda de inteligência artificial.

O serviço conta com mais 83 milhões de assinantes, que têm à disposição um acervo que ultrapassa 35 milhões de músicas. Ao olhar para o passado dos anos 90, as transmissões musicais eram feitas via rádio ou em canais e programas de TV específicos. Uma alternativa era os players analógicos e digitais do computador, com opções bastante limitadas e muitas interferências.

Spotify conta com um acervo que ultrapassa 35 milhões de músicas e inteligência artificial para sugerir artistas diferentes aos usuários — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo Spotify conta com um acervo que ultrapassa 35 milhões de músicas e inteligência artificial para sugerir artistas diferentes aos usuários — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo

Spotify conta com um acervo que ultrapassa 35 milhões de músicas e inteligência artificial para sugerir artistas diferentes aos usuários — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo

6. iFood

Quando a fome batia no início dos anos 2000, as alternativas eram: ir para a cozinha e preparar algo, sair para comer ou fazer um pedido por telefone. Quase 20 anos depois, as opções continuam válidas, mas usar o telefone não significa fazer uma ligação. Os aplicativos, como o iFood, oferecem diversas opções cardápios com inúmeros restaurantes, além da possibilidade de efetuar o pagamento na mesma plataforma — e ainda conseguir bons descontos.

A empresa brasileira surgiu como site em 2011 e lançou aplicativos para Android e iOS no ano seguinte. O crescimento desde então tem sido gradual e o serviço já está presente em 15 estados do país, além das unidades no México, Colômbia e Argentina.

iFood transformou a forma como pedimos comida em casa ao concentrar diversos cardápios e facilitar o pagamento — Foto: Ana Marques/TechTudo iFood transformou a forma como pedimos comida em casa ao concentrar diversos cardápios e facilitar o pagamento — Foto: Ana Marques/TechTudo

iFood transformou a forma como pedimos comida em casa ao concentrar diversos cardápios e facilitar o pagamento — Foto: Ana Marques/TechTudo

7. Waze

Dirigir na cidade ou na estrada ficou bem mais simples a partir de 2008, com a chegada do Waze. O aplicativo de GPS vai além de apontar caminhos e indica as melhores rotas graças a informações enviadas pelos usuários. Com o app, é possível saber onde há trânsito e outros problemas de rotina, compartilhar caronas, entre outras facilidades. Desde 2013, quando foi adquirido pelo Google, embora não tenha sido o primeiro do gênero, o Waze se tornou uma ferramenta essencial para quem dirige, principalmente, nos grandes centros urbanos. Antes disso, o aparelho de GPS tradicional era a alternativa para motoristas que pudessem investir, pois não eram dispositivos baratos.

Usuários do Waze conseguem saber se há trânsito na rota que vão usar antes mesmo de sair de casa — Foto: Divulgação Usuários do Waze conseguem saber se há trânsito na rota que vão usar antes mesmo de sair de casa — Foto: Divulgação

Usuários do Waze conseguem saber se há trânsito na rota que vão usar antes mesmo de sair de casa — Foto: Divulgação

8. Dropbox

Um disquete de 3,5 polegadas e capacidade de 1,44 MB era a opção mais acessível para se armazenar e transportar arquivos digitais nos anos 1990 e até o começo da década de 2000. Com o passar dos anos, surgiram outras opções, como CDs, ZipDrives e cartões de memória, mas qualquer pessoa com acesso a computadores teria sua pilha de disquetes guardada com o maior cuidado. Havia a possibilidade de que os arquivos fossem corrompidos e assim, todo trabalho era perdido.

O armazenamento de dados em nuvem oferecidos por serviços como o Dropbox são essenciais nos dias de hoje, pois economizam espaço físico — ninguém mais precisa de porta-disquetes — e oferecem gratuitamente 2 GB de memória, além do acesso fácil de diferentes dispositivos. A empresa foi fundada em 2007 e atingiu os 100 milhões de usuários em 2012, duplicados no ano seguinte.

Com o Dropbox, carregar disquetes, CDs, pendrives e afins saiu de moda definitivamente — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo Com o Dropbox, carregar disquetes, CDs, pendrives e afins saiu de moda definitivamente — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo

Com o Dropbox, carregar disquetes, CDs, pendrives e afins saiu de moda definitivamente — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo

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