Por Wallace Nascimento, para o TechTudo


O WhatsApp coleciona algumas polêmicas. O app de mensagens mais usado do Brasil já sofreu bloqueios em escala nacional e foi acusado até mesmo de interferir nas eleições presidenciais por conta das "fake news", as notícias falsas que se espalham nas redes. Em outros países, o aplicativo também foi alvo de preocupação de autoridades, por exemplo, quando a Momo se popularizou por ligar para crianças de madrugada, e nos casos de linchamento que aconteceram na Índia devido à boatos em grupos do app. Relembre, a seguir, cinco polêmicas que envolvem o WhatsApp.

WhatsApp [marca] — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo WhatsApp [marca] — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo

WhatsApp [marca] — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo

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1. Bloqueio do WhatsApp em 2015

Em um bloqueio cercado por mistério, o WhatsApp ficou fora do ar por 48 no Brasil em 2015. Usuários das operadoras Vivo, TIM, Claro e Oi ficaram sem utilizar o aplicativo através das redes móveis por conta de uma medida cautelar imposta pela 1ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo, após um pedido do Ministério Público.

Com base no Marco Civil da Internet, a decisão foi tomada pois o aplicativo não atendeu uma determinação da Justiça em julho do mesmo ano. Como o processo criminal correu sob sigilo, o autor da ação e mais detalhes não foram informados. Procurado, na época, o Facebook decidiu não se pronunciar. Uma multa foi determinada em caso de descumprimento da decisão.

Usuários ficaram impedidos de enviar ou receber mensagens em 2015 — Foto: Reprodução/TechTudo Usuários ficaram impedidos de enviar ou receber mensagens em 2015 — Foto: Reprodução/TechTudo

Usuários ficaram impedidos de enviar ou receber mensagens em 2015 — Foto: Reprodução/TechTudo

2. Bloqueio e prisão por se recusar a fornecer dados em 2016

Em situação semelhante ao caso anterior, o mensageiro também ficou fora do ar no país por 24 horas em maio de 2016, dessa vez por conta de uma determinação da Justiça de Sergipe. A diferença é que, neste caso, não só as empresas de telefonia móvel (TIM, Oi, Vivo, Claro e Nextel) precisavam impedir o uso do app, mas também as responsáveis pela banda larga (via Wi-Fi).

O bloqueio ocorreu após um pedido de medida cautelar da Polícia Federal porque o mensageiro não cumpriu uma decisão judicial anterior, que exigia o compartilhamento de informações úteis para uma investigação criminal. Naquele mesmo ano, Diego Jorge Dzodan, vice-presidente do Facebook na América Latina, chegou a ser preso em São Paulo por se recusar a fornecer os dados.

Diego Dzodan, vice-presidente do Facebook para América Latina, foi preso em 2016 após a rede social se recusar a fornecer dados à Justiça — Foto: Reprodução/Facebook Diego Dzodan, vice-presidente do Facebook para América Latina, foi preso em 2016 após a rede social se recusar a fornecer dados à Justiça — Foto: Reprodução/Facebook

Diego Dzodan, vice-presidente do Facebook para América Latina, foi preso em 2016 após a rede social se recusar a fornecer dados à Justiça — Foto: Reprodução/Facebook

3. Limite de encaminhamentos após episódio de violência

Em julho de 2018, a equipe do WhatsApp decidiu fazer alterações em seu mecanismo de encaminhamentos. A modificação ocorreu depois que uma série de boatos levaram a diversas mortes na Índia, país com mais de 200 milhões de usuários ativos diariamente. Na ocasião, mais de 20 pessoas foram mortas após mensagens falsas sobre supostos traficantes que sequestravam e vendiam crianças. Episódios de agressão também foram registrados.

Com a mudança, usuários da Índia passaram a poder repassar um conteúdo para, no máximo, cinco pessoas ou grupos — limite de até 20 pessoas no restante do mundo, inclusive no Brasil. O app informou apenas que a intenção era "melhorar a segurança e a privacidade no WhatsApp", sem mais detalhes.

WhatsApp passou a mostrar quando mensagem havia sido encaminhada — Foto: Paulo Alves/TechTudo WhatsApp passou a mostrar quando mensagem havia sido encaminhada — Foto: Paulo Alves/TechTudo

WhatsApp passou a mostrar quando mensagem havia sido encaminhada — Foto: Paulo Alves/TechTudo

4. WhatsApp da Momo

Também este ano foi a vez de uma outra figura causar polêmica entre usuários da rede social no mundo todo: o WhatsApp da Momo. O assunto ganhou projeção mundial quando jornais de língua espanhola noticiaram em julho que, por meio de um tipo de corrente, crianças e adolescentes eram estimuladas a salvar na agenda de contatos um número do Japão (+81). Em seguida, a Momo, nome dado ao suposto ser maligno, passaria a conversar com elas.

O mais aterrorizante, de acordo com relatos, era a foto assustadora usada no perfil. Apesar de parecer uma mulher, foi descoberto que a imagem se tratava de uma escultura de um artista japonês. Durante o episódio, segmentos da imprensa levantaram a possibilidade do número ser um chatbot, robô virtual programado para responder mensagens como se fosse uma pessoa.

Escultura no Japão serviu de base para foto de perfil da personagem Momo — Foto: Reprodução / Internet Escultura no Japão serviu de base para foto de perfil da personagem Momo — Foto: Reprodução / Internet

Escultura no Japão serviu de base para foto de perfil da personagem Momo — Foto: Reprodução / Internet

5. Fake news no WhatsApp em período eleitoral

O WhatsApp foi apontado como o principal meio usado para a divulgação de notícias falsas, as "fake news", entre seus usuários. Em outubro deste ano, em meio ao segundo turno da corrida presidencial brasileira, o mensageiro removeu centenas de milhares de contas do aplicativo. Rastreados com ajuda de um filtro capaz de identificar spams, os perfis — que incluem números de empresas de Internet — eram suspeitos de disparar notícias falsas em massa, referentes às Eleições 2018.

O anúncio surgiu logo após o jornal Folha de São Paulo denunciar um esquema de contratação ilegal de disparos de mensagens contra o Partido dos Trabalhadores (PT) por meio do WhatsApp. Na ocasião, o serviço de mensagens declarou "levar a denúncia a sério e tomar medidas legais".

WhatsApp baniu suários suspeitos de espalhar notícias falsas — Foto: Reprodução/Twitter WhatsApp baniu suários suspeitos de espalhar notícias falsas — Foto: Reprodução/Twitter

WhatsApp baniu suários suspeitos de espalhar notícias falsas — Foto: Reprodução/Twitter

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