Por Leonardo Couto, para o TechTudo


O Brasil é, sem dúvidas, uma potência nos esports. O país é representando nos torneios de jogos eletrônicos há anos e fez história no competitivo do CS 1.6, jogo que era um verdadeiro fenômeno nas lan houses dos anos 2000. De lá para cá, os brasileiros ganharam mais espaço e títulos no cenário de jogos como Counter Strike: Global Offensive (CS:GO), Point Blank e Rainbow Six: Siege. Uma das vitórias mais recentes foi a conquista da CrossFire Stars 2018, pela Black Dragons e-Sports. Relembre, a seguir, cinco equipes do Brasil que venceram campeonatos internacionais e se firmaram como "as melhores do mundo".

Black Dragons (CrossFire)

Black Dragons e-Sports conquista o inédito título do CrossFire Stars de 2018. — Foto: Reprodução/Facebook Black Dragons e-Sports Black Dragons e-Sports conquista o inédito título do CrossFire Stars de 2018. — Foto: Reprodução/Facebook Black Dragons e-Sports

Black Dragons e-Sports conquista o inédito título do CrossFire Stars de 2018. — Foto: Reprodução/Facebook Black Dragons e-Sports

Em dezembro de 2018 a brasileira Black Dragons fez história ao conquistar o Crossfire Stars, evento mundial realizado em Nanjing, na China. Na ocasião, o time venceu os russos da ruLegends por 3-0, se sagrou campeão e faturou o prêmio de US$ 500 mil (cerca de R$ 1,9 milhão em conversão direta). O elenco vitorioso conta com Daniel "DANIMALz" Polidoro, Leonardo "nottzin" Dias, Thadeu "vianna1" Vianna, Wilian "wil" Bello e Adriano "adrF" Faria. Vale lembrar que a Black Dragons já havia ganhado um título internacional, o CrossFire Invitational 2017.

Team Liquid (Rainbow Six: Siege)

Team Liquid foi o primeiro time brasileiro a vencer a ESL Pro League de Rainbow Six — Foto: Divulgação/ESL Team Liquid foi o primeiro time brasileiro a vencer a ESL Pro League de Rainbow Six — Foto: Divulgação/ESL

Team Liquid foi o primeiro time brasileiro a vencer a ESL Pro League de Rainbow Six — Foto: Divulgação/ESL

Sob o comando de Leo “ziG” Duarte, a Team Liquid venceu a ESL Pro League Season 7, que teve finais realizadas em Atlantic City, nos Estados Unidos, em maio de 2018. Na ocasião, a organização americana com line up totalmente brasileira venceu a alemã PENTA Sports por 2-1. A premiação do título foi de US$ 75 mil (cerca de R$ 300 mil).

André "nesk" de Oliveira e ziGueira já tinham competido na final da Pro League quando vestiam a camisa da Black Dragon e-Sports, em 2017, mas perderam para a PENTA. A vitória veio em 2018, quando eles jogaram ao lado de Guilherme "gohaN" Alf, Luccas "Paluh" Molina e Thiago "xS3xyCake" Reis e trouxeram o inédito título mundial de R6 para o Brasil.

2Kill Gaming (Point Blank)

Equipe da 2Kill sagrou-se bicampeã do PBWC de 2018 — Foto: Divulgação/Ongame Equipe da 2Kill sagrou-se bicampeã do PBWC de 2018 — Foto: Divulgação/Ongame

Equipe da 2Kill sagrou-se bicampeã do PBWC de 2018 — Foto: Divulgação/Ongame

Em 2018 a 2Kill Gaming foi bicampeã mundial de Point Blank. A equipe brasileira sagrou-se como a melhor do mundo na categoria ao vencer os tailandeses da TokioStriker por 2-0 na MAX Arena, em São Paulo. Além do gosto de vencer em casa, o time conquistou o prêmio no valor de US$ 30 mil (cerca de R$ 115 mil). O primeiro título mundial da equipe foi conquistado em 2016 em Seul, na Coréia do Sul.

Luminosity Gaming, SK Gaming e MIBR (CS:GO)

FalleN e companhia comemoram conquista da ESL Pro League com a camisa da SK — Foto: Divulgação/ESL FalleN e companhia comemoram conquista da ESL Pro League com a camisa da SK — Foto: Divulgação/ESL

FalleN e companhia comemoram conquista da ESL Pro League com a camisa da SK — Foto: Divulgação/ESL

A equipe comandada por Gabriel “FalleN” Toledo é certamente a mais vitoriosa da história do esport do Brasil. O time, que vestiu a camisa da Luminosity Gaming, da SK Gaming e agora defende a MIBR (Made In Brazil), conquistou inúmeros campeonatos mundiais e manteve-se por quase dois anos no topo da cena.

A boa onda dos brasileiros começou em 2016, quando eles venceram os dois maiores torneios do ano no CS:GO: o Major da MLG Columbus e a ESL One: Colônia. Com o total dos dois prêmios, a equipe faturou o montante de US$ 1 milhão (R$ 3,85 milhões). Apesar de não repetir a boa campanha em Majors, a SK ganhou seis títulos relevantes em 2017.

As boas atuações renderam a Marcelo “coldzera” David o prêmio de melhor jogador de CS:GO por dois anos consecutivos (2016 e 2017). Em 2018, já na MIBR, a equipe brasileira passou por reformulações, teve uma queda no rendimento e ganhou somente um título.

MIBR (CS 1.6)

Cogu, KIKO, nak, ellllll e fnx em entrevista na ESWC 2006 — Foto: Reprodução/MIBR Cogu, KIKO, nak, ellllll e fnx em entrevista na ESWC 2006 — Foto: Reprodução/MIBR

Cogu, KIKO, nak, ellllll e fnx em entrevista na ESWC 2006 — Foto: Reprodução/MIBR

Em 2018, a MIBR voltou para o competitivo de CS:GO. Antes disso, no entanto, a tag já havia conquistado grandes títulos no CS 1.6. A equipe foi a primeira brasileira a ganhar um torneio internacional, em 2006. Comandado por Raphael “cogu” Camargo, o time derrotou os suecos da Fnatic por 16-6 e levou para casa US$ 52 mil (R$ 200 mil).

Apesar do título e da conquista de outros campeonatos, o alto custo de manter um time profissional fez com que a MIBR perdesse força no competitivo. Assim, em 2012 a equipe encerrou as atividades. A marcar voltou ao cenário em 2018, quando foi comprada pela Immortals.

Mais do TechTudo