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Por Bruno Magalhães, para o TechTudo

Divulgação/Bethesda

No decorrer de 2018, foram testemunhadas muitas apostas inusitadas por parte das mais diversas empresas no mundo dos games. Como este é um setor que preza pela criatividade e principalmente pela capacidade de chamar a atenção do consumidor, muitas produções podem desempenhar mais ou menos do que o esperado. Todavia, quando um projeto chama a atenção de muitos jogadores em sua etapa de produção e não entrega tudo aquilo o que era estimado, o impacto negativo também pesa muito mais.

Com as festas de final de ano chegando, vamos recapitular os 10 jogos se revelaram como grandes decepções quando chegaram às mãos do jogador:

Fallout 76

Fallout é inegavelmente uma das franquias mais populares no gênero de RPG de tiro em primeira pessoa em mundo aberto. Quando Fallout 76 foi anunciado pela Bethesda sob a premissa de retratar a origem das guerras nucleares da série, os fãs criaram muitas expectativas, mas a aposta em uma experiência completamente online, a ausência de NPCs e os múltiplos bugs e problemas de servidor quando o jogo foi lançado geraram muita controversa e sujaram a imagem do game.

Fallout 76 teve uma repercussão negativa entre os fãs da série. — Foto: Divulgação/Bethesda

The Quiet Man

Um dos jogos mais curiosos apresentados pela Square Enix durante a E3 2018, The Quiet Man também fez jus ao nome com um lançamento que não chamou a atenção. Disponível desde novembro para PC e PS4, o game de ação em terceira pessoa tem uma decisão de design questionável que faz com que o jogo inteiro não tenha áudio, como se o jogador acompanhasse tudo sob a perspectiva do protagonista surdo. Todavia, isso acontece mesmo durante as cutscenes e o jogo não tem suporte a legendas para que seja possível entender o que está acontecendo na história, o que torna a experiência confusa; o sistema de combate também não é tão interessante quanto deveria ser.

Metal Gear Survive

Metal Gear Survive é a primeira aposta da franquia sem o envolvimento de Hideo Kojima após a sua saída da Konami. Apenas isso já era um motivo para que o seu lançamento fosse rejeitado pelos fãs, mas Metal Gear Survive ainda trabalha com microtransações e reaproveita muitos elementos de Metal Gear Solid V: The Phantom Pain, mas em um jogo de defesa de território que poderia ser lançado apenas como um DLC, e não como um jogo à parte.

Metal Gear Survive peca ao construir uma identidade própria e distancia ainda mais os fãs da série. — Foto: Divulgação/Konami

Dissidia Final Fantasy NT

Dissidia Final Fantasy é uma franquia de luta em arena 3D que reúne heróis e vilões de múltiplos jogos da série Final Fantasy, da Square Enix. Após mais de sete anos sem receber atualizações, Dissidia Final Fantasy NT traz a experiência dos arcades japoneses aos PlayStation 4 para a alegria de todos que jogaram na época do PSP, mas com decisões questionáveis: o jogo agora assume um formato de três contra três, deixando as partidas poluídas visualmente e dificultando o processo de matchmaking para partidas online, já que este jogo tem uma premissa que não chama a atenção de um grande público.

Devido a isso, Dissidia Final Fantasy NT lançou praticamente morto e a sua escassez de conteúdo offline não supriu a baixa performance de vendas, já que seu foco era exatamente a jogatina online.

Shaq Fu: A Legend Reborn

O renascimento de uma figura que é conhecida por protagonizar “o pior jogo de luta da história” não poderia ser muito diferente. Shaq Fu: A Legend Reborn segue agora um estilo de briga de rua, mas seu visual genérico e gameplay simplista não chamam a atenção, ainda mais quando há uma aposta muito mais convidativa no gênero como é o caso de Castle Crashers, Dragon’s Crown Pro ou a coletânea Capcom Beat em’ Up Bundle.

Tachado de "o pior jogo de luta da história", Shaq Fu recebeu uma sequência sob os moldes dos games de briga de rua — Foto: Divulgação/Mad Dog Games

Agony

Agony é um jogo de terror que tinha potencial pela sua premissa de colocar o jogador sobre o controle de alma perdida em meio ao inferno, mas os seus ambientes excessivamente escuros, jogabilidade confusa e movimentação nada intuitiva não tornam o game divertido. As suas falhas técnicas também são um convite ao jogador para abandonar a jornada.

A má execução da premissa de Agony torna a jogatina cansativa e desmotiva o jogador. — Foto: Reprodução/Tais Carvalho

Sea of Thieves

Sea of Thieves é um jogo com um potencial enorme e realmente agradou os jogadores quando foi lançado: é possível se juntar a uma tripulação de até quatro amigos e se aventurar pelos mares, cuidando de vários pormenores que cercam o ato de navegar, explorando ilhas, concluindo missões e participando de batalhas contra outros jogadores em pleno mar.

Sea of Thieves é muito divertido com amigos, mas pode ficar sem graça com muita rapidez. — Foto: Divulgação/Microsoft

Todavia, não demorou muito para que as pessoas começassem a sentir falta de novidades e, embora a desenvolvedora Rare tenha atualizado o jogo posteriormente com pacotes de expansão gratuitos, a demora para que isso acontecesse foi o suficiente para que muitos deixassem de dar atenção, e ainda assim não parece ter sido o suficiente para que as sessões sejam menos monótonas.

State of Decay 2

State of Decay 2 foi uma das principais bandeiras da Microsoft para promover o Xbox One neste ano de 2018. Apesar da grande expectativa que estava em torno do game, ele foi lançado com problemas de performance mesmo no Xbox One X e com um aspecto de dá a impressão de que foi lançado às pressas. Por mais que o game seja divertido de ser jogado com amigos, que é o seu verdadeiro foco, não demora muito para ficar repetitivo e, hoje em dia, já não se ouve falar muito sobre ele.

State of Decay 2 é um dos exclusivos da Microsoft para Xbox One e Windows 10. — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

One Piece: Grand Cruise

Assim como acontece como muitos jogos voltados à realidade virtual, One Piece: Grand Cruise consiste apenas em uma demonstração de tecnologia. O objetivo basicamente é contra-atacar os disparos de navios inimigos, enfrentar criaturas marítimas ou até mesmo testemunhar confrontos contra grandes vilões da obra, mas isso está muito longe do que os fãs esperavam. O jogo não permite a exploração de ambientes e o seu sistema é simples demais, especialmente se compararmos com experiências completas em realidade virtual como é o caso de Resident Evil 7.

Little Witch Academia: Chamber of Time

Little Witch Academia: Chamber of Time fez um ótimo papel ao adaptar o universo da série animada a um jogo, tanto nos seus visuais como também na fidelidade às personagens e à atmosfera da obra. É possível explorar toda a academia de Luna Nova e conversar com múltiplos personagens, mas apenas essas, por incrível que possa parecer, são as partes divertidas do jogo.

Os momentos de exploração de dungeon têm uma jogabilidade repetitiva e pouca criatividade nos seus estilos, desencorajando o jogador a continuar a seguir na história. Muitos fãs da série animada estavam empolgados graças aos trailers que tinham sido divulgados, mas o produto final é desinteressante.

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