Por Paulo Alves, para o TechTudo


O Firefox, um dos principais navegadores do mundo, acumulou várias curiosidades interessantes ao longo de seus 17 anos de vida. A mais recente delas é a descoberta de um filtro de sites pornô na seção de portais mais acessados pelo browser, que ganhou repercussão recentemente. Na prática, a função esconde os sites "18+" que o usuário costuma ver e evita que alguém descubra este hábito com facilidade.

O Firefox foi lançado em 2002 como um projeto derivado do código do Netscape. Desde então, já ganhou 64 versões diferentes com melhorias de funcionalidades, desempenho e design, mantendo-se entre os preferidos dos usuários ao lado de rivais como o Google Chrome. Veja, a seguir, cinco fatos pouco conhecidos sobre o programa da Mozilla.

Navegador Firefox possui fatos curiosos; conheça na lista a seguir — Foto: Marvin Costa/TechTudo Navegador Firefox possui fatos curiosos; conheça na lista a seguir — Foto: Marvin Costa/TechTudo

Navegador Firefox possui fatos curiosos; conheça na lista a seguir — Foto: Marvin Costa/TechTudo

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1. Sites pornô não aparecem na seção de mais acessados

O navegador, desde 2014, impede que sites adultos sejam exibidos na tela inicial. Isso quer dizer que, mesmo que um site como o Pornhub, por exemplo, seja acessado com frequência, ele não aparece entre os sugeridos ao abrir uma nova aba no Firefox. O assunto, porém, nunca havia sido abordado pela Mozilla: não houve anúncio de uma suposta função de privacidade, por exemplo. O assunto ganhou popularidade na última semana, quando um usuário do fórum Reddit notou a função.

Os usuários podem pensar que o objetivo do filtro seria evitar situações constrangedoras no local de trabalho, espaços públicos ou ao compartilhar o computador com alguém. Segundo o desenvolvedor Kevin Ghim, no entando, as razões são comerciais. O recurso foi criado originalmente como um meio de atrair patrocinadores para os atalhos de sites mais acessados da tela inicial. A ideia era oferecer uma solução para que marcas não tivessem sua imagem disputando espaço com pornografia. Mais tarde, a venda de publicidade nesse modelo não decolou, mas o filtro de conteúdo adulto permaneceu.

Tela com sites mais acessados não exibe links adultos — Foto: Divulgação/Mozilla Tela com sites mais acessados não exibe links adultos — Foto: Divulgação/Mozilla

Tela com sites mais acessados não exibe links adultos — Foto: Divulgação/Mozilla

2. Experimentos com publicidade

Apesar de não ter fins lucrativos, a Mozilla vem tentando encontrar uma maneira de monetizar o Firefox, como demonstra o exemplo acima. A maneira mais frequente é por meio de anúncios, que já chegaram a aparecer nas telas de nova aba, nos menus e outras áreas do navegador. No entanto, nunca de maneira definitiva: links de propaganda surgem por um tempo para alguns usuários, e depois somem.

Segundo a Mozilla, os anúncios são experimentos e recompensas pelo uso do navegador. A verdade é que a comunidade nunca aceitou a existência de banners e links promocionais no programa, que é conhecido por ser um dos mais adotados por usuários de software livre, além de padrão em distribuições Linux.

Firefox pode mostrar anúncios para alguns usuários — Foto: Reprodução/VentureBeat Firefox pode mostrar anúncios para alguns usuários — Foto: Reprodução/VentureBeat

Firefox pode mostrar anúncios para alguns usuários — Foto: Reprodução/VentureBeat

3. Mascote tem origem em um tipo de panda

Apesar do nome Firefox (“raposa de fogo”) indicar o contrário, o mascote do navegador não é, necessariamente, uma raposa. A Mozilla nunca entrou em detalhes sobre o assunto, mas a ilustração que aparece na logo do programa pode ser entendida também como um Panda Vermelho, animal conhecido pelo nome de Firefox.

A dúvida em torno da logo existe há muito tempo, mas, ao menos desde 2014, a Mozilla vem dizendo que o panda é, também, um dos mascotes da empresa. Nos fóruns de discussão, o consenso é de que o nome tem origem no panda, mas o ícone é uma raposa. Por enquanto, porém, não há resposta oficial.

Mascote do Firefox pode ser raposa ou panda vermelho — Foto: Divulgação/Mozilla Mascote do Firefox pode ser raposa ou panda vermelho — Foto: Divulgação/Mozilla

Mascote do Firefox pode ser raposa ou panda vermelho — Foto: Divulgação/Mozilla

4. Foco na privacidade

O Firefox foi lançado como um derivado do Netscape e foi, aos poucos, ganhando fama pelas funções de privacidade, entre elas o "Do Not Track". Na medida em que questões envolvendo dados pessoais se tornaram mais sensíveis ao público, essa característica foi sendo também mais valorizada pelos usuários. Em 2012, a Mozilla foi reconhecida como a Empresa de Internet mais Confiável para Privacidade segundo uma pesquisa divulgada no Data Privacy Day de 2013.

Atualmente, o Firefox conta com um navegador para celular chamado Firefox Focus, que é feito para deixar a menor quantidade possível de rastros de navegação na web, com recurso integrado de limpeza de histórico automático.

Firefox Focus é versão para celular com mais recursos de privacidade integrados — Foto: Aline Batista/TechTudo Firefox Focus é versão para celular com mais recursos de privacidade integrados — Foto: Aline Batista/TechTudo

Firefox Focus é versão para celular com mais recursos de privacidade integrados — Foto: Aline Batista/TechTudo

5. Começou bem, mas nunca chegou no topo

O Firefox alcançou milhões de usuários no primeiro ano de lançamento e logo ocupou as primeiras posições entre os principais navegadores do mundo. No entanto, nunca chegou na primeira colocação. Enquanto o programa de código aberto crescia em número de usuários, até meados de 2009, o mais popular era o Internet Explorer. Em seguida, o browser da Microsoft perdeu terreno e cedeu o posto de primeiro do ranking para o Google Chrome.

Segundo o W3Counter, o navegador do Google lidera o mercado desde 2012, enquanto o Firefox alcançou, no máximo, o segundo lugar. Atualmente, o Chrome lidera com folga, presente em cerca de 63% dos computadores, enquanto o app da Mozilla aparece em 6,2% dos desktops, na quarta colocação.

Firefox nunca foi o navegador mais usado do planeta — Foto: Reprodução/W3Counter Firefox nunca foi o navegador mais usado do planeta — Foto: Reprodução/W3Counter

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