Por Victor de Abreu, para o TechTudo


Jogos como League of Legends (LoL), Mortal Kombat e Counter-Strike são sucesso nos esports e entre os gamers casuais. Os títulos, no entanto, têm diferentes classificações indicativas e, na maioria das vezes, não são aconselhados para crianças. Confira, a seguir, cinco games competitivos que são proibidos para crianças pelo Ministério da Justiça Brasileiro e veja o argumento para a classificação. As informações estão disponíveis no portal oficial do governo.

Mortal Kombat

Mortal Kombat 11 será mais brutal que suas versões anteriores — Foto: Divulgação/NetherRealm Studios Mortal Kombat 11 será mais brutal que suas versões anteriores — Foto: Divulgação/NetherRealm Studios

Mortal Kombat 11 será mais brutal que suas versões anteriores — Foto: Divulgação/NetherRealm Studios

Desenvolvido inicialmente pela Midway Games, Mortal Kombat surgiu em 1992 com uma proposta ousada e violenta. Os golpes e fatalities do jogo têm cabeças voando e jorram sangue nas telas dos videogames. Por conta disso, Mortal Kombat se tornou uma franquia tomado por polêmicas. Por outro lado, os games têm um público fiel e são um dos mais tradicionais no cenário competitivo.

Os jogos da franquia têm classificação indicativa para maiores de 18 anos no Brasil, inclusive a versão do game que será lançada em 2019, o Mortal Kombat 11. Os games são definidos pelo Ministério da Justiça como conteúdos com "violência extrema".

Mortal Kombat 11 (2019): gameplay mostra fatality, personagens e mais

Mortal Kombat 11 (2019): gameplay mostra fatality, personagens e mais

Counter-Strike

CS:GO é o grande representante dos FPS no esporte eletrônico — Foto: Divulgação/Counter-Strike CS:GO é o grande representante dos FPS no esporte eletrônico — Foto: Divulgação/Counter-Strike

CS:GO é o grande representante dos FPS no esporte eletrônico — Foto: Divulgação/Counter-Strike

No começo dos anos 2000, Counter-Strike ganhou os holofotes dos fãs de FPS e invadiu as lan houses brasileiras. O jogo traz confrontos armados entre terroristas e contraterroristas e seu teor é motivo de controvérsia. Em 2008, por exemplo, o game teve suas vendas proibidas no Brasil por conta do mod "cs_rio". Segundo a Justiça, o mapa incitava a violência e o ódio entre a polícia e o tráfico. As vendas envolvendo o jogo só voltaram a ser permitidas no país no ano seguinte.

Hoje, a franquia continua com um número alto de players ativos e é um dos maiores nomes no cenário competitivo. Counter-Strike: Global Offensive, última versão da franquia, tem classificação indicativa de 16 anos, segundo o Ministério da Justiça. O governo brasileiro define o game como conteúdo com "violência".

League of Legends

Por incrível que pareça, LoL já foi citado em polêmicas de jogos violentos — Foto: Divulgação/Riot Games Por incrível que pareça, LoL já foi citado em polêmicas de jogos violentos — Foto: Divulgação/Riot Games

Por incrível que pareça, LoL já foi citado em polêmicas de jogos violentos — Foto: Divulgação/Riot Games

O MOBA League of Legends (LoL) também não é liberado para todas as idades. Apesar de não trazer lutas como MK ou tiros como o CS, o game simula uma batalha campal entre seus campeões. Como o jogo não traz violência explícita, sua classificação indicativa não é tão dura quanto as dos títulos anteriores: LoL não é recomendado para menores de 12 anos. O governo brasileiro define o game como conteúdo com "violência".

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Call of Duty

Call of Duty enfrentou muitas polêmicas, mas vai se firmando em um competitivo sólido — Foto: Divulgação/Treyarch Call of Duty enfrentou muitas polêmicas, mas vai se firmando em um competitivo sólido — Foto: Divulgação/Treyarch

Call of Duty enfrentou muitas polêmicas, mas vai se firmando em um competitivo sólido — Foto: Divulgação/Treyarch

Outra franquia de jogos que é alvo de controvérsias é Call of Duty. O franquia coloca os usuários em confrontos armados e, por isso, é recomendada apenas para maiores de 18 anos. A classificação se manteve inclusive em Call of Duty: Black Ops 4, último jogo da franquia. O Ministério da Justiça Brasileiro define o game como conteúdo com "Violência Extrema" e com "Drogas Lícitas".

Call of Duty vem conquistando seu espaço nos esportes eletrônicos. Hoje em dia, o game conta com a CWL Pro League e busca se aproximar cada vez mais dos principais nomes do FPS, como CS:GO e os Battle Royales.

Playerunknown's Battlegrounds

PUBG foi sucesso na Steam, e um dos responsáveis por popularizar o gênero de Battle Royale — Foto: Divulgação/PUBG Corp. PUBG foi sucesso na Steam, e um dos responsáveis por popularizar o gênero de Battle Royale — Foto: Divulgação/PUBG Corp.

PUBG foi sucesso na Steam, e um dos responsáveis por popularizar o gênero de Battle Royale — Foto: Divulgação/PUBG Corp.

Playerunknown's Battlegrounds (PUBG) é um dos jogos que mais popularizou o gênero Battle Royale. Apesar de também ser um jogo de tiro, PUBG apresenta uma classificação indicativa um pouco menor, sendo para maiores de 16 anos. O governo brasileiro define o game como conteúdo com "violência".

Vale destacar que PUBG foi banido na China. Ao lado de outros jogos, como Fortnite e Paladins, o game foi considerado inapropriado para o público. A razão do banimento foi conteúdo vulgar, violência e sangue apresentados em seu gameplay.

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