Oito em cada dez crianças a adolescentes brasileiros acessam a Internet. A navegação não supervisionada de jovens na rede pode oferecer perigos, como exposição a conteúdos adultos, contato com estranhos e download de malwares. Por isso, a maioria das plataformas e jogos online fazem restrição de idade para que menores não corram riscos. Por exemplo, WhatsApp, Instagram e Facebook têm classificações etárias entre 12 e 16 anos para começar a usar as redes sociais.
É dever dos responsáveis supervisionar as atividades online dos menores. Recursos como programas e apps de controle parental ajudam a administrar o que a criança pode acessar pela Internet. Também é importante ensinar ao adolescente como se proteger de perigos como programas maliciosos. Confira na lista a seguir algumas dicas para minimizar os danos às crianças na Internet.
Todos os dias milhares de crianças são expostas aos perigos da rede — Foto: Pond5
Quer comprar celular, TV e outros produtos com desconto? Conheça o Compare TechTudo
1. Navegar na Internet o dia todo
As crianças são as mais afetadas por um dos principais impactos negativos da Internet hoje em dia: o excessivo tempo em frente às telas. Esse excesso compromete diretamente o sono, o contato social e a alimentação.
Estudos mostram que crianças de 8 a 12 anos gastam uma média de 32 horas por semana online, sem o acompanhamento de adultos. 11% delas atendem aos critérios do diagnóstico de vício em videogames. O tempo ideal para essa faixa de idade é de 2 horas por dia, segundo recomendação da Academia Americana de Pediatria.
Tanto no computador quanto no celular, é possível monitorar o tempo que crianças e adolescentes passam na Internet. O Google Family Link e o AppLock, por exemplo, deixa definir limites de tempo de uso do smartphone, além de bloquear o aparelho durante a noite. Já o QualityTime mostra as horas gastas em cada aplicativo. Hoje em dia, Facebook e Instagram também revelam dados sobre o uso dos apps. Essas funções também estão disponíveis de forma nativa nas configurações do iPhone e em alguns aparelhos Android. Além disso, controle pode ser feito no PC e até nas configurações do roteador Wi-Fi de casa.
Acesso a Internet deve ser limitado para crianças — Foto: Thássius Veloso/TechTudo
2. Acessar plataformas proibidas para menores
Segundo uma pesquisa do TIC Kids Online Brasil, 43% das crianças brasileiras de 9 e 10 anos com acesso à Internet afirmam ter perfil em alguma rede social. Já entre os pré-adolescentes (entre 11 e 12 anos), esse número sobe para 68%. Se consideramos a média mundial, a porcentagem cresce ainda mais, chegando a 85%.
O Facebook, WhatsApp e o YouTube são as redes sociais mais populares entre as crianças de 8 a 12 anos, mundialmente. No entanto, idade legal para acessar a maioria desses sites é de 13 anos. Todas essas redes possuem regras rígidas quanto à sua classificação etária, e o descumprimento pode acarretar na exclusão e perda da conta. A idade mínima para acessar o Facebook e Instagram é de 12 anos. Já a do WhatsApp é de 16 anos em alguns países — no Brasil a classificação do app é livre.
Vale lembrar que alguns sites, jogos e aplicativos pedem a data de nascimento de seus usuários antes do primeiro acesso. A proibição do acesso a essas crianças é muito importante para sua proteção física e mental, uma vez que elas são suscetíveis a riscos online. Alguns sites famosos têm versão infantil separada para evitar que os menores acessem conteúdos de adulto, por exemplo: a Netflix Kids e o YouTube Kids — o que não dispensa o acompanhamento de um responsável na hora de usar a Internet.
Antes de baixar aplicativos e jogos procure sempre pela classificação etária indicada — Foto: Lucas Mendes/TechTudo
3. Publicar informações pessoais (endereço de casa, nome completo, escola onde estuda)
Segundo pesquisas recentes, 260 milhões de crianças ao redor do mundo estão sujeitas aos perigos da rede, e a tendência é que o número chegue a 390 milhões até 2020. Um desses riscos ocorre a partir da divulgação, por parte desses menores, de seu endereço residencial, da escola onde estuda, seu nome completo e o de seus pais e, também, seus números de telefone.
A Internet pode ser um lugar perigoso porque não há garantia de quem está do outro lado da tela. Devido à facilidade na criação de contas falsas, as redes sociais são os palcos preferidos de pedófilos e aproveitadores. Aconselhe sempre a criança a evitar fazer amizade online com pessoas que não conhece e também não postar suas informações pessoais ou combinar de encontrar alguém que só conhece virtualmente. Outra observação importante é evitar postar fotos nas quais as crianças apareçam com uniforme escolar. Afinal, a camiseta indica onde eles estudam e facilita a ação de possíveis criminosos.
É preciso ter cuidado para não publicar foto de crianças com uniforme escolar — Foto: Divulgação/Google
4. Participar de desafios na Internet sem a supervisão dos responsáveis
Cerca de 55% das crianças e pré-adolescentes que têm acesso à Internet acessam o YouTube. A plataforma conta com enorme quantidade de conteúdos voltados para essa faixa etária, e entre eles estão os chamados desafios virtuais. Eles consistem em vídeos que propõem jogos e atividades para serem reproduzidos, e chegam a atingir grandes níveis de popularidade em um curto espaço de tempo. Porém, nem sempre essas “brincadeiras” são saudáveis e seguras.
É o caso do desafio da “Baleia Azul”, que ficou muito popular a partir do Facebook, em que os participantes tinham que cumprir 50 desafios, sendo a ultima tarefa cometer suicídio. Estima-se que o jogo esteja relacionado à mais de cem casos de suicídio de adolescentes pelo mundo.
Para evitar que crianças e adolescentes participem desses jogos, é importante que os responsáveis estejam sempre de olho no histórico de navegação, tanto do computador quanto das redes sociais. Outra forma de segurança é possuir acesso às senhas das redes sociais dos menores de idade.
Desafios online podem esconder riscos — Foto: Eduardo Manhães/TechTudo
5. Fazer compras online sem supervisão
Responsáveis devem fiscalizar as compras online das crianças e adolescentes para saber a autenticidade do portal de e-commerce. Ao informar dados de cartão em sites não verificados e não confiáveis, os usuários podem cair em golpes por meio do roubo dessas informações.
Para se evitar tal situação é imprescindível que tenha sempre um responsável com a criança no momento da compra, e que de preferência seja um usuário mais experiente. Deve-se verificar sempre a procedência do site, conferir se é confiável e se o preço oferecido condiz com a realidade do produto a ser adquirido. Além do mais, nunca deixe menores terem acesso a cartões de crédito ou dados bancários. Uma boa dica é configurar as lojas de aplicativos para exigirem uma senha na hora de efetuar compras.
A Play Store é uma opção segura para quem deseja comprar jogos para as crianças — Foto: Reprodução/Google Play Store
Via Avast Blog e DQ Institute
YouTube e desafios: “desafio do aerosol” ou “desafio do desodorante” como evitar? Opine no Fórum do TechTudo.





