Jogos de ação

Por Rafael Monteiro, para o TechTudo


Monster Hunter completou no dia 11 de março 15 anos de uma trajetória que passou pelos mais variados consoles. Após seu lançamento no PlayStation 2, a série encontrou um inesperado sucesso com o público japonês no PSP e mais tarde passou um tempo como exclusivo das plataformas Nintendo. A franquia voltou ao seu legado multiplataforma com o lançamento de Monster Hunter World em 2018 para PlayStation 4, Xbox One e um pouco depois no PC. O game se tornou o mais vendido da série com mais de 10 milhões de unidades e quebrou recordes da desenvolvedora Capcom. Confira todos os títulos da série:

Monster Hunter (2004 - PS2)

O game que deu início à série de caçadas chegou para o PlayStation 2 em uma época que games online ainda engatinhavam. O mais curioso era que o jogador não subia de nível, eram as armas e armaduras que determinavam sua força, e para criá-las era preciso caçar monstros cada vez mais poderosos.

Era possível jogar offline, porém, no modo online com outros três amigos as recompensas eram melhores e essa se tornou a marca registrada da série. No Japão o game recebeu ainda um pacote de expansão chamado Monster Hunter G com versões diferentes de alguns monstros e outros extras.

Monster Hunter não chamou tanta atenção no PlayStation 2 mas encontrou um grande público no PSP no Japão — Foto: Reprodução/iFuun

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O primeiro game teve uma boa recepção mas pode-se dizer que o fenômeno começou quando o jogo foi relançado em 2005 no Japão como Monster Hunter Freedom para o PSP. O público japonês costuma preferir plataformas portáteis ao invés de consoles e apesar de o Nintendo DS dominar o mercado na época, Monster Hunter Freedom encontrou um grande público no PSP e virou uma febre por lá.

Monster Hunter 2 (2006 - PS2)

Após a série começar a ganhar fama, Monster Hunter 2 teve um bom sucesso também no PlayStation 2 e definiu o que jogadores poderiam esperar de uma continuação da série. Vários dos monstros do primeiro game retornaram para serem caçados, e várias novas criaturas foram adicionadas.

Monster Hunter 2 trouxe novos monstros e o retorno dos antigos como uma ótima sequência no PS2 e depois PSP — Foto: Reprodução/GameZone

Com eles, obviamente vieram novas armas e armaduras, mas também uma novidade com itens que podiam ser melhorados. O game também repetiu o sucesso no PSP como Monster Hunter Freedom 2 em 2007 e ganhou uma versão melhorada chamada Monster Hunter Freedom Unite para PSP em 2008 e iOS (iPhone e iPad) em 2014.

Monster Hunter Frontier (2007 - Xbox 360, PC)

Em 2007, no Japão, a Capcom lançou Monster Hunter Frontier Online, um MMORPG para PC com base na série Monster Hunter tradicional. A jogabilidade é basicamente a mesma de outros jogos da franquia, obviamente com novas criaturas para caçar e novas armas e armaduras para criar. Um problema que dificultou que ele se expandisse para outros países é que o game exigia o pagamento de uma assinatura mensal, um modelo não muito popular para MMOs.

Monster Hunter Frontier trazia a jogabilidade tradicional de Monster Hunter em uma estrutura de MMORPG — Foto: Reprodução/Monhang

O game ganhou uma versão para o Xbox 360 em 2010, porém, o console da Microsoft não é muito popular no Japão. Em 2013 houve uma grande atualização tanto para a versão PC quanto Xbox 360, sob o nome de Monster Hunter Frontier G, além de novas versões para PlayStation 3, Wii U e posteriormente para o PS Vita em 2014. Finalmente, em 2016, o game saiu também no PlayStation 4 com o nome de Monster Hunter Frontier Z.

Monster Hunter Tri (2009 - Nintendo Wii)

Foi uma grande surpresa para fãs das plataformas da Sony quando veio o anúncio de Monster Hunter Tri (3) para o Nintendo Wii. Depois da era de sucesso do PlayStation 2, a plataforma da Nintendo com controles de movimento se tornou a mais vendida no Japão e no resto do mundo, enquanto o PlayStation 3 tinha dificuldades de achar público pelo seu alto preço. Fazia sentido para a Capcom fazer tal mudança.

As batalhas submersas eram a grande novidade de Monster Hunter Tri — Foto: Reprodução/SuperPhillip Central

Assim como em Monster Hunter 2, vários monstros retornavam em Tri, porém, o destaque ficou para uma grande novidade que foi adicionada: batalhas aquáticas. A adição de monstros submersos, como Lagiacrus que estampa a capa, deu uma boa variedade ao game além de trazer novos desafios estratégicos ao lutar embaixo d'água. Vale ressaltar que os gráficos eram bem bonitos e detalhados para os padrões do Nintendo Wii.

Este foi o game da série que teve mais versões alternativas. No Japão ele saiu para PlayStation 3 e PSP em 2010 com o nome de Monster Hunter Portable 3rd, já que a série "Monster Hunter Freedom" era apenas o nome ocidental. Mais tarde, em 2011, nas terras japonesas o game foi relançado como Monster Hunter 3 Ultimate para Wii U e Nintendo 3DS, os quais saíram no ocidente em 2013.

Monster Hunter Diary: Poka Poka Airou Village (2010 - PSP)

Lançado apenas no Japão, este estranho game para PSP era focado na vida dos companheiros "Felyne" de Monster Hunter, criaturas inteligentes com aparência que lembra a de gatos. O game se divide em duas seções de jogabilidade. Inicialmente é como um jogo social no qual o usuário personaliza seu avatar, sua casa e realiza tarefas para recrutar novos Felynes para sua vila. A segunda parte é como uma partida de Patapon, na qual os Felynes andam por cenários e enfrentam monstros enquanto o jogador os lidera. O game ganhou também uma versão para Nintendo 3DS em 2015.

Monster Hunter Diary: Poka Poka Airou Village tinha bastante charme mas não foi lançado no ocidente — Foto: Divulgação/Capcom

Monster Hunter Dynamic Hunting (2011 - iOS)

A primeira empreitada da Capcom em dispositivos mobile veio com Monster Hunter Dynamic Hunting, um game que consegue um estranho equilíbrio entre os valores da série e uma experiência mais simples para smartphones. O usuário escolhe diretamente qual monstro icônico da série quer enfrentar em um combate um contra um, como se fosse um jogo de luta, porém, nos mesmos moldes da jogabilidade tradicional da franquia.

Monster Hunter Dynamic Hunting conseguia pegar o espírito da série e traduzi-lo bem para dispositivos iOS — Foto: Reprodução/AppAddict

Monster Hunter Online (2013 - PC)

O segundo MMORPG baseado na série, Monster Hunter Online (MHOnline) foi criado através de uma parceria entre Capcom e Tencent com foco no público da China. Apesar de semelhante a Frontier em conceito e de utilizar parte de seu conteúdo, trata-se de um jogo muito diferente. MHOnline é gratuito, não utiliza o sistema de assinatura, e conta com áreas e monstros exclusivos.

Monster Hunter Online é um MMORPG gratuito focado no público da China, mas jogadores ocidentais podem jogá-lo com auxílio de uma tradução de fãs — Foto: Reprodução/Kanata Monster Hunter Online

Os gráficos do game são especialmente bonitos por usar a CryEngine da Crytek para gerar seus visuais, a mesma engine da série Crysis. Apesar do foco no público chinês, o game não bloqueia jogadores de outros países, porém, também não possui suporte a outros idiomas. A Tencent no entanto incentiva que usuários interessados usem traduções feitas por fãs para jogar o game.

Monster Hunter 4 Ultimate (2014 - Nintendo 3DS)

O quarto jogo da série foi o primeiro a se manter completamente fiel a uma plataforma e apenas teve versões para o Nintendo 3DS. A jogabilidade permaneceu em sua maior parte similar aos anteriores, mas com um maior foco no cenário das batalhas. Jogadores ganharam a capacidade de escalar e se posicionarem em locais favoráveis para atacar os monstros e até montar neles. As criaturas por sua vez também estão cientes do cenário e reagem de acordo. Um passo para trás no entanto é que não há mais batalhas submersas como em Tri.

Monster Hunter 4 trouxe novidades para a franquia com maior importância para os cenários, mas abandonou as batalhas submersas — Foto: Divulgação/Capcom

Monster Hunter Spirits (2015 - Fliperama)

Lançado exclusivamente no Japão, Monster Hunter Spirits é um fliperama que funciona com cartas específicas de Monster Hunter e exige pouca interação direta do jogador. Ao passar as cartas em um leitor no gabinete do fliperama, o jogador pode invocar armas e monstros para lutar ao seu lado contra outras criaturas maiores. Há também cartas de evolução e o jogador ganha novas cartas ao vencer as batalhas. O game foi lançado também para Android e iOS no Japão e ganhou uma sequência com mais cartas no ano seguinte chamada Monster Hunter Spirits 2: Triple Soul.

O Japão recebeu dois fliperamas de Monster Hunter que funcionavam com cartas colecionáveis — Foto: Reprodução/Monster Hunter Fandom e Arcade Belgium

Monster Hunter Explore (2015 - iOS, Android)

Mais um jogo da série exclusivo do Japão, Monster Hunter Explore (que mais tarde foi renomeado Smart antes de ser fechado) trazia uma experiência realmente divertida que usava a franquia como base. No game, o usuário "explorava" ilhas que funcionam como menus para apresentar diversas quests, algumas contra monstros mais fracos da série.

Monster Hunter Explore usava bem a jogabilidade da série em uma estrutura mais acessível para dispositivos mobile — Foto: Reprodução/Mustplay

Ao entrar em uma dessas missões, a ação muda para a jogabilidade tradicional de Monster Hunter, mas adaptada para telefones. Normalmente os jogos dão menos atenção para confrontos com monstros menores mas em Explore as quests contra monstros pequenos acabam por levar aos grandes confrontos.

Monster Hunter Generations (2015 - 3DS)

Inicialmente Generations parece apenas mais um game tradicional da série Monster Hunter com todo o seu sistema de armas, armaduras e monstros de sempre, porém ele trouxe grandes mudanças na jogabilidade. O caçador agora pode usar golpes especiais chamados "Hunting Arts" para causar dano, ganhar atributos bônus ou se curar.

Monster Hunter Generations apresentou uma jogabilidade mais ativa e cheia de golpes especiais — Foto: Reprodução/PCMag

Há também um novo sistema chamado "Hunting Styles" no qual o usuário pode personalizar seu estilo de jogar, como carregar mais Hunting Arts, se focar em golpes aéreos ou em contra-ataques. Pela primeira vez na série também é possível jogar com um Felyne. O game ganhou uma versão para o Nintendo Switch em 2017 chamada Monster Hunter Generations Ultimate.

Monster Hunter Stories (2016 - 3DS)

Um spin-off inusitado da série, Monster Hunter Stories é um RPG tradicional mais focado em sua história e em batalhas de turno. A grande diferença é que dessa vez o jogador não é um caçador e sim um "Rider", alguém que adestra os monstros além de lutar contra eles. O sistema de batalha utiliza uma mecânica semelhante a pedra, papel e tesoura com Power, Speed e Technique. Cada tipo de golpe é eficiente contra outro e cabe ao jogador prever os movimentos de seu oponente para derrubá-lo.

Monster Hunter Stories é um RPG mais tradicional focado na história e em subir de nível com seus monstros — Foto: Reprodução/Nothing But Geek

A história segue os passos de Lute (ou outro nome que o jogador queira dar) conforme ele tenta impedir que uma força maléfica chamada Dark Blight domine todos os monstros. Os gráficos eram bem bonitos para o Nintendo 3DS. O jogo inspirou uma série animada chamada Monster Hunter Stories: Ride On e recentemente em 2018 ganhou versões para dispositivos Android e iOS.

Monster Hunter World (2017 - PS4, Xbox One e PC)

O mais recente sucesso da franquia quebrou todas as expectativas da Capcom e foi responsável por trazer vários novos fãs para a série. Monster Hunter World tenta ser mais acessível para o jogador que não acompanhou os outros games e oferece também muitas novidades. Para começar, as áreas do jogo não são mais separadas, agora é um único mundo conectado, apesar de que não se deve confundi-lo com um game de mundo aberto.

Monster Hunter World levou a franquia a novas alturas com novidades nas caçadas e mais acessibilidade para jogadores iniciantes — Foto: Reprodução/DualShockers

Para encontrar os monstros, o jogador pode seguir rastros de pegadas e montar estratégias elaboradas. É possível usar um novo item chamado Mantle para se esconder dos monstros com camuflagem, colocar armadilhas para prendê-los, usar uma nova corda com gancho chamada Slinger para jogar coisas no monstro ou se locomover.

Os cenários podem ser usados a seu favor como em Monster Hunter 4, porém com mais profundidade, como partes interativas que ajudam na batalha. Algumas vezes há também outros monstros na área e o jogador e é possível incitar um conflito entre eles para enfraquece-los. Uma grande novidade do game é que este foi o primeiro capítulo da série com lançamento simultâneo no mundo todo, enquanto anteriormente ele sempre costumava sair um ano antes no Japão.

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