Por Tiago M. Chamuinho, para o TechTudo


As redes Wi-Fi estão sujeitas a problemas que podem derrubar a conexão e atrapalhar a experiência de usuários em uma casa ou escritório. As causas de interferência vão desde uma faixa de frequência sobrecarregada até a presença de água ou itens básicos como vidros e espelhos no ambiente. Felizmente, existem diversas formas de evitar esse tipo de situação.

Entre as soluções estão a mudança de posição do roteador, a busca pelo melhor canal de operação e até alguns improvisos que podem ser feitos sem custos. Confira a seguir nove dicas para resolver problemas com sua conexão Wi-Fi.

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Veja soluções práticas para resolver problemas com sua rede Wi-Fi — Foto: Divulgação/Intelbras Veja soluções práticas para resolver problemas com sua rede Wi-Fi — Foto: Divulgação/Intelbras

Veja soluções práticas para resolver problemas com sua rede Wi-Fi — Foto: Divulgação/Intelbras

1. Avaliar o posicionamento do roteador

A localização do aparelho é fundamental para uma eficiência satisfatória. Como a propagação das ondas é mais intensa para baixo e para os lados, busque o ponto mais centralizado e mais alto da residência – se for o caso, vale considerar inclusive andares superiores. Afastar objetos que possam causar interferência, como espelhos, telefones sem fio e microondas, também é efetivo.

Um bom posicionamento é essencial para melhor eficácia — Foto: Divulgação/Google Um bom posicionamento é essencial para melhor eficácia — Foto: Divulgação/Google

Um bom posicionamento é essencial para melhor eficácia — Foto: Divulgação/Google

2. Mudar o canal de transmissão

Os canais de transmissão são pequenas variações de frequência ao longo da difusão do sinal. Para efeitos práticos, funcionam como as raias de uma pista de atletismo: são caminhos paralelos de um percurso que dificultam uma possível interposição de rotas. Alterar o canal de transmissão do seu dispositivo pode significar uma melhora bastante perceptível, evitando assim as trilhas mais congestionadas.

3. Mudar a frequência

Uma maneira eficaz de corrigir uma rede inconstante é configurá-la para funcionar na faixa dos 5 GHz. Existem roteadores com função dual-band capazes de desempenhar o seu papel nas duas frequências. Embora cada uma possua sua peculiaridade, a de 5 GHz tem um espectro mais amplo, escapando da faixa ISM, banda não licenciada que opera em 2,4 GHz. No entanto, é comum encontrar modelos que trabalham apenas nessa faixa, sendo necessário buscar outras alternativas para melhorar o sinal Wi-Fi.

Exemplo de como funciona um roteador dual-band  — Foto: Divulgação/D-Link Exemplo de como funciona um roteador dual-band  — Foto: Divulgação/D-Link

Exemplo de como funciona um roteador dual-band — Foto: Divulgação/D-Link

4. Manter o aparelho atualizado

Assim como diversos outros eletrônicos, manter o firmware atualizado é indispensável para obter o melhor desempenho possível do roteador. As empresas buscam um aprimoramento constante de seus produtos por meio de software, e as versões mais recentes costumam trazer resultados positivos em relação à performance do aparelho. Muitas vezes essa função está programada automaticamente, mas alguns modelos mais antigos exigem a atualização manual.

5. Gerenciar os aplicativos que congestionam a conexão

A conexão pode ser prejudicada ainda pelo excesso de consumo de banda, isso por conta de softwares que exigem demais do serviço, como jogos online, streaming de música, vídeos e chamadas de voz.

Para controlar essas atividades, vale optar pelo QoS (Quality of Service), recurso presente em alguns roteadores. A função permite ao usuário gerenciar as prioridades da rede, controlando o volume de dados de acordo com a necessidade específica de cada dispositivo conectado ao Wi-Fi. Portanto, é possível direcionar uma fatia maior do sinal para uma smart TV rodando Netflix, evitando possíveis travamentos durante um filme ou série, por exemplo.

QoS permite determinar o que é prioridade dentro da sua rede — Foto: Reprodução/Yuri Hildebrand QoS permite determinar o que é prioridade dentro da sua rede — Foto: Reprodução/Yuri Hildebrand

QoS permite determinar o que é prioridade dentro da sua rede — Foto: Reprodução/Yuri Hildebrand

6. Melhorar a segurança para evitar invasores indesejáveis

Além dos cuidados básicos com a senha, tanto na hora de criar o código quanto ao fazer a troca periódica, é interessante dar preferência ao algoritmo de segurança WPA, mais seguro que o WEP. Outra medida que pode funcionar bem para evitar possíveis ataques de hackers ou simplesmente a conexão de terceiros é limitar a quantidade de aparelhos conectados por meio do MAC Address. A função evita tentativas de acesso sem registro prévio, mas também pode ser uma complicação, já que é necessário autorizar os equipamentos de forma individual.

7. Reiniciar o dispositivo regularmente

Planejar “reboots” é importante para o roteador, já que o funcionamento ininterrupto leva ao aquecimento do aparelho, comprometendo a conexão e reduzindo sua vida útil. Isso é necessário porque o dispositivo armazena dados em sua memória, e são sujeitos a bugs que originam erros no sistema. A medida pode ser tomada em momentos de menor uso de Internet, ao dormir ou ao sair de casa.

8. Improvisos

Superfícies espelhadas são um exemplo de material que atrapalha a propagação do sinal de Wi-Fi, mas também podem funcionar para ampliar o mesmo, se utilizadas de maneira correta. Certas soluções simples, como o truque da latinha ou até uma folha de alumínio de cozinha são capazes de refletir as ondas, direcionando e ampliando a cobertura do sinal.

Lata de alumínio posicionada no roteador — Foto: Raquel Feire/TechTudo Lata de alumínio posicionada no roteador — Foto: Raquel Feire/TechTudo

Lata de alumínio posicionada no roteador — Foto: Raquel Feire/TechTudo

9. Instalar um repetidor de sinal

Esgotadas as alternativas para melhorar o sinal, vale pensar em comprar um repetidor. O dispositivo amplifica o sinal e, consequentemente, o alcance da rede. Também é possível utilizar um outro roteador como repetidor, o que pode ser uma forma interessante de reutilizar um dispositivo Wi-Fi antigo que não esteja sendo usado.

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