Por Isabela Cabral, para o TechTudo


Os primeiros anos do século XXI foram cheios de inovações e mudanças importantes para o mundo da tecnologia. A internet cresceu, os computadores se tornaram mais potentes e novos acessórios surgiram ou se popularizaram. No Brasil, muitas pessoas passaram a ter acesso ao universo digital, tanto em casa quanto nas lan houses.

Os PCs dos anos 2000 eram bem diferentes dos atuais, e não apenas com relação a sistema operacional e programas. Confira a seguir seis itens que eram indispensáveis para os computadores da época.

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Um computador top de linha da HP em 2008 — Foto: Divulgação / HP Um computador top de linha da HP em 2008 — Foto: Divulgação / HP

Um computador top de linha da HP em 2008 — Foto: Divulgação / HP

1. Webcam

Em uma época sem smartphones para fazer chamadas de vídeo, se você quisesse ter uma videoconferência, precisaria de uma webcam. A pequena câmera de resolução duvidosa costumava ficar em cima ou ao lado do monitor, apontando para o rosto do usuário. O acessório, que transmitia imagens via internet, ficou especialmente popular com a inclusão de chamadas de vídeo no MSN Messenger e em bate-papos online. Era muito comum perguntas como “tem cam?” em conversas por aí.

Webcam era acessório comum no topo dos monitores dos anos 2000 — Foto: Divulgação/Logitech Webcam era acessório comum no topo dos monitores dos anos 2000 — Foto: Divulgação/Logitech

Webcam era acessório comum no topo dos monitores dos anos 2000 — Foto: Divulgação/Logitech

Também era possível aproveitar e tirar umas fotos em frente ao computador para postar no Orkut, já que nem todo mundo tinha uma câmera digital. Havia webcams de diversas cores e formatos, com diferentes níveis de qualidade. O dispositivo passou a ser vendido por grandes marcas e se espalhou ao longo dos anos 2000, mas o primeiro modelo foi lançado em 1994: a QuickCam, feita pela Connectix Corporation, que captava imagens em 320 x 240 pixels com 16 tons de cinza.

2. Leitor de CDs e DVDs

Nos anos 2000, um computador sem a capacidade de ler e gravar CDs tinha pouca utilidade. CD-Rs e CD-RWs eram necessários para visualizar arquivos de música, por exemplo, ou abrir e salvar dados. Enquanto os disquetes saíam de cena e os pen drives começavam a surgir, o CD era o protagonista em termos de armazenamento móvel. Os DVDs, com maior espaço disponível, também estavam lá. Era possível inclusive ouvir o barulho que o leitor ou gravador fazia quando um disco era inserido – em caso de problema, esse ruído podia inclusive ser uma forma de perceber.

Leitor e gravador de CD e DVD estavam em quase todo computador na década passada — Foto: Divulgação Leitor e gravador de CD e DVD estavam em quase todo computador na década passada — Foto: Divulgação

Leitor e gravador de CD e DVD estavam em quase todo computador na década passada — Foto: Divulgação

A ascensão de alguns dispositivos e serviços, porém, foi reduzindo cada vez mais o uso dos discos compactos. Com o compartilhamento de músicas em MP3 na web, os CDs se tornaram obsoletos e uma indústria inteira precisou se reformular. O mesmo caminho seguiu o DVD, a partir da popularização dos filmes e séries online. Quanto à função de armazenamento, os discos foram substituídos por pen drives, mais práticos e com maior capacidade, além dos serviços na nuvem, um pouco mais tarde.

3. Entrada para disquete

Os disquetes já estavam caindo em desuso na década passada, mas muitos computadores ainda eram vendidos com um leitor para eles. Crianças e adolescentes de hoje talvez nem conheçam o antigo método de armazenamento de dados portátil na forma de um quadrado de plástico. Criado nos anos 1970, o disquete teve várias versões ao longo do tempo, mas o último modelo comum foi o de 3,5 polegadas. Cabiam 1,44 MB em cada um deles, tamanho inferior a um único arquivo de música atual, por exemplo.

Os 12 disquetes da imagem carregam um total de 17,28 MB, pouco mais de 1% da capacidade de um único pendrive de 16 GB — Foto: Filipe Garrett/TechTudo Os 12 disquetes da imagem carregam um total de 17,28 MB, pouco mais de 1% da capacidade de um único pendrive de 16 GB — Foto: Filipe Garrett/TechTudo

Os 12 disquetes da imagem carregam um total de 17,28 MB, pouco mais de 1% da capacidade de um único pendrive de 16 GB — Foto: Filipe Garrett/TechTudo

Mas há alguns anos, essa capacidade era suficiente para algumas pessoas guardarem documentos e fotos. Além disso, muitas usuários possuíam um acervo de disquetes dos anos 1990, inclusive para a instalação de programas e jogos. Com frequência, esses softwares vinham divididos em vários disquetes, já que um só não dava conta do volume total de informações.

4. Modem de Internet discada

Conectar-se à Internet antes da banda larga era uma tarefa que exigia um pouco de habilidade e muita paciência. Para acessar a rede, era necessário ter uma linha telefônica, que ficava indisponível durante o uso, um provedor pago e um modem. Esse componente, responsável por codificar e decodificar os dados em sinais de áudio, costumava vir instalado dentro do computador, mas nem por isso passava despercebido.

Internet discada exigia um modem dial up, geralmente embutido nos PCs — Foto: Divulgação / Trendware International Internet discada exigia um modem dial up, geralmente embutido nos PCs — Foto: Divulgação / Trendware International

Internet discada exigia um modem dial up, geralmente embutido nos PCs — Foto: Divulgação / Trendware International

Quando o usuário abria o programa do provedor e iniciava a conexão, a máquina fazia o característico barulho de discagem que ficou marcado até hoje nos ouvidos de quem viveu aquela época. A velocidade da navegação ficava muito abaixo dos padrões atuais, mas era normal esperar minutos para carregar uma página mais pesada ou até horas para baixar um álbum de música. Felizmente, a banda larga cresceu bastante durante a década e, em 2006, ultrapassou a Internet discada no Brasil.

5. Mouse com bolinha

Outro item que estava desaparecendo, mas ainda marcava presença em muitos computadores pessoais, era o mouse com esfera. Se hoje o mouse óptico, com um feixe de luz de LED como sensor de movimentos, é o padrão, antigamente havia uma bola emborrachada que fazia esse papel. Conforme o usuário movia o periférico, a esfera rolava e mexia duas rodinhas, uma no eixo vertical e outra no horizontal. Elas então traduziam o deslocamento em coordenadas para o cursor na tela.

Mouses usavam uma bolinha para registrar movimento — Foto: Reprodução/Wikipedia Mouses usavam uma bolinha para registrar movimento — Foto: Reprodução/Wikipedia

Mouses usavam uma bolinha para registrar movimento — Foto: Reprodução/Wikipedia

A bolinha de dentro do mouse exigia alguns cuidados de vez em quando. Exposta ao ambiente externo, ela acumulava sujeira e gordura. Portanto, quando o acessório começava a falhar, era necessário abrir e fazer uma limpeza. Para nosso alívio, esse trabalho todo acabou quando o mouse óptico apareceu e dominou o mercado de informática.

6. Caixinhas de som

Hoje não é mais tão comum usar o alto-falante do computador por muito tempo. Para escutar música alta ou assistir a um filme, por exemplo, há formas melhores de fazer isso, como usar uma caixa de som portátil ou uma TV com bom sistema de áudio. Quando é preciso escutar algo na máquina, existe uma fonte de som embutida, discreta, principalmente no caso dos notebooks.

Os desktop costumam ter caixinhas de som colocadas ao lado do monitor — Foto: Divulgação / Logitech Os desktop costumam ter caixinhas de som colocadas ao lado do monitor — Foto: Divulgação / Logitech

Os desktop costumam ter caixinhas de som colocadas ao lado do monitor — Foto: Divulgação / Logitech

Mas nos anos 2000 era muito comum ter duas caixinhas de som em cima da mesa do computador, posicionadas uma de cada lado do monitor. Elas eram conectadas ao gabinete por plugues P2 e também possuíam entrada para fones de ouvido e microfone. Em geral, essas caixinhas não costumavam ter um som muito bom.

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