Por Barbara Mannara, Para o TechTudo


A Boston Dynamics é uma empresa conhecida por criar diversos tipos de robôs. Um dos modelos que mais chamam atenção é o robô cachorro, que anda sobre quatro patas e parece ter saído de um filme de ficção científica. Eles são capazes de reconhecer e segurar objetos com a força adequada, além de poderem andar em qualquer tipo de solo.

No dia a dia, eles podem guardar a louça em casa, trazer latinhas ou até encarar missões mais inusitadas, como explorar terrenos de difícil acesso ou correr em velocidades acima de 30 km/h. A seguir, o TechTudo separou seis tarefas curiosas que um cachorro robô pode fazer.

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Robôs podem fazer muito mais do que você imagina; confira lista curiosa — Foto: Divulgação/BostonDynamics Robôs podem fazer muito mais do que você imagina; confira lista curiosa — Foto: Divulgação/BostonDynamics

Robôs podem fazer muito mais do que você imagina; confira lista curiosa — Foto: Divulgação/BostonDynamics

1. Reconhecer formas com precisão

Os cachorro robô e demais estilos projetados pela Boston Dynamics são capazes de "enxergar" diferentes objetos. A versão mais compacta, chamada SpotMini, é um robô de quatro pernas projetado com percepção de 3D Vision System. Esse seria o modelo mais "caseiro", já que é mais compacto e tem estrutura metálica mais leve, com altura de 84 cm e peso de 30 kg. O robô é capaz de identificar espaços, passar por debaixo de mesas, entender a profundidade do ambiente e até identificar objetos em suas diferentes proporções.

Robô compacto consegue analisar espaços e formas com precisão — Foto: Divulgação/BostonDynamics Robô compacto consegue analisar espaços e formas com precisão — Foto: Divulgação/BostonDynamics

Robô compacto consegue analisar espaços e formas com precisão — Foto: Divulgação/BostonDynamics

Há também a versão mais robusta: o Spot Classic, com altura de 94 cm e peso de 75 kg. O robô também anda sobre quatro pernas e possui uma visão ainda mais avançada, graças ao 360 scanning LIDAR, que deixa a percepção do ambiente ainda mais completa e ampla, com dimensão do ângulo completo. Ele consegue andar precisamente pelos espaços, sobe com facilidade terrenos íngremes em diferentes solos e até aguenta empurrões sem ser derrubado. Sua visão mais esférica permite esse equilíbrio melhor em condições mais adversas do que a edição Mini.

Spot é a versão maior com identificação de terreno e objetos — Foto: Divulgação/BostonDynamics Spot é a versão maior com identificação de terreno e objetos — Foto: Divulgação/BostonDynamics

Spot é a versão maior com identificação de terreno e objetos — Foto: Divulgação/BostonDynamics

2. Segurar ou carregar objetos em casa

O robô de quatro patas SpotMini também encara funções domésticas interessantes para quem já pensou em ter essa tecnologia em casa. Nos testes da Boston Dynamics, uma das versões é projetada com uma pinça metálica e sua estrutura lembra até um dos dinossauros de Jurassic Park. Ele é capaz de segurar objetos com precisão e pode até guardar a louça lavada, colocar copos na pia, jogar latinhas fora ou levantar garrafas, sem amassar ou quebrar as peças.

Robôs podem identificar objetos com precisão — Foto: Divulgação/BostonDynamics Robôs podem identificar objetos com precisão — Foto: Divulgação/BostonDynamics

Robôs podem identificar objetos com precisão — Foto: Divulgação/BostonDynamics

Além disso, a versão Mini é capaz de carregar peso de até 14 kg. Já seu irmão maior, o Spot Classic, pode levantar até 45 kg. Quando estiver mais avançada e disponível para venda, a tecnologia poderá ajudar os usuários a carregar objetos ou sacolas pesadas em casa ou na rua, por exemplo. O Mini tem um sistema de movimentação eletrônica, que é mais silencioso, enquanto o Spot Classic é projetado com sistema hidráulico. Vale lembrar que ambos funcionam por carga elétrica.

3. Correr bem rápido (cerca de 32 km/h)

Quando o assunto é velocidade, o cachorro-robô dá espaço para o gato robô. É isso mesmo: o modelo WildCat é considerado pela empresa o robô quadrúpede mais rápido do mundo. Ele é capaz de alcançar uma velocidade de até 32 km/h mantendo o equilíbrio e usando uma marcha de "galope" semelhante à de um cavalo. Inclusive, é possível se inclinar em curvas para manter a direção, tração e equilíbrio.

WildCat é o uadrúpede robô mais rápido do mundo — Foto: Divulgação/BostonDynamics WildCat é o uadrúpede robô mais rápido do mundo — Foto: Divulgação/BostonDynamics

WildCat é o uadrúpede robô mais rápido do mundo — Foto: Divulgação/BostonDynamics

O modelo tem altura de 1,17m e é bem robusto, pesando 154 kg, atuando com sistema hidráulico. A visão é equipada com sensores Terrain Scanning Laser, que permite reconhecer terrenos e ambientes. Para alcançar a velocidade, a carga é tonificada com queima de methanol, em vez de usar apenas a bateria elétrica, importante também para manter o ritmo e força.

4. Subir escadas

Subir escadas não parece ser um desafio para os cachorros robôs. O modelo mais compacto, SpotMini, caminha sobre quatro patas e consegue ter mobilidade suficiente para subir degraus rapidamente por conta de sua projeção de movimentação elétrica. Ele é totalmente elétrico e pode durar cerca de 90 minutos com a carga de bateria, dependendo das ações executadas.

SpotMini consegue subir escadas com suas quatro patas — Foto: Divulgação/BostonDynamics SpotMini consegue subir escadas com suas quatro patas — Foto: Divulgação/BostonDynamics

SpotMini consegue subir escadas com suas quatro patas — Foto: Divulgação/BostonDynamics

A versão mini herda toda o sistema de mobilidade de seu irmão mais velho, Spot. Ele inclui um conjunto de sensores com câmeras estéreo de ambiente, câmeras de profundidade que ajudam na mobilidade, sensores de posição e força nos membros. O SpotMini é o robô mais silencioso que a companhia de tecnologia já construiu e pode até andar em ambientes residenciais internos.

5. Aguentar bastante peso

O robusto BigDog consegue erguer até 150 kg de peso para provar sua força. Com um metro de altura, o robô é movido com engenharia de gasolina, o que provém mais força de tração. Ele consegue andar em ambientes adversos, usando quatro patas articuladas, capazes de absorver o choque de impacto e armazenar energia para cada passo. Existe um sistema interno que processa, em conjunto com os sensores, uma melhor locomoção para manter o equilíbrio, apesar do peso.

BigDog consegue aguentar até 150kg de peso, mesmo em terrennos difíceis — Foto: Divulgação/BostonDynamics BigDog consegue aguentar até 150kg de peso, mesmo em terrennos difíceis — Foto: Divulgação/BostonDynamics

BigDog consegue aguentar até 150kg de peso, mesmo em terrennos difíceis — Foto: Divulgação/BostonDynamics

Mesmo com a carga extra, o BigDog opera a 10 km/h, sobe inclinações de até 35 graus, atravessa pedregulhos, anda em trilhas e caminha na neve ou na água. Os sensores para locomoção incluem força articulada, contato com o solo, giroscópio e um sistema de visão estéreo, capaz de escanear o terreno. Além disso, há monitoramento de pressão hidráulica, temperatura do óleo, funções do motor e carga da bateria. Por sua finalidade robusta, o projeto foi financiado pelo programa RCTA do Laboratório de Pesquisa do Exército norte-americano.

6. Explorar lugares difíceis

Quando o assunto é mobilidade em terrenos difíceis, a Boston Dynamic desenvolveu um robô compacto, mas que surpreende com suas seis patas. O RHex atua com bateria e mobilidade elétrica, e consegue andar por terrenos irregulares. Suas seis patas são controladas independentemente para se adaptar e impulsionar melhor no ambiente. O robô consegue atravessar áreas rochosas, lama, terreno com areia, vegetação, trilhos de trem e até escadas.

RHex consegue andar em terrenos difíceis — Foto: Divulgação/BostonDynamics RHex consegue andar em terrenos difíceis — Foto: Divulgação/BostonDynamics

RHex consegue andar em terrenos difíceis — Foto: Divulgação/BostonDynamics

Essa tecnologia pode ser interessante para pesquisas, evitando arriscar os profissionais, ou até para análise de campo para resgates. Além disso, as câmeras frontais e traseiras dão uma visão dos arredores da RHex. A carcaça é totalmente selada, o que permite andar em ambientes úmidos ou com lama sem danificar o equipamento.

Extra: pular e dar cambalhotas (versão humanoide)

Saindo um pouco do universo de robôs de quatro patas, vale conhecer a versão de duas pernas (chamada de humanoide), capaz de movimentações surpreendentes. O robô Atlas tem estrutura com 1,5 m de altura e pesa 75 kg. Ele também é alimentado por carga de energia elétrica e vem com stereo Vision, o que proporciona uma percepção completa do espaço. Nos testes divulgados pelo centro de tecnologia, o Atlas foi capaz de pular caixotes em diferentes alturas, como é feito nos populares treino de crossfit.

Atlas consegue dar pulos e cambalhoras para trás com perfeição — Foto: Divulgação/BostonDynamics Atlas consegue dar pulos e cambalhoras para trás com perfeição — Foto: Divulgação/BostonDynamics

Atlas consegue dar pulos e cambalhoras para trás com perfeição — Foto: Divulgação/BostonDynamics

O mais surpreendente, no entanto, está na sua capacidade de dar cambalhotas para trás (chamado popularmente de "mortal"), mantendo o equilíbrio no final da ação. O Atlas também consegue se movimentar em diferentes terrenos internos ou externos, mesmo com desnível, e ainda pode abrir portas. Ele é mantido sobre duas pernas com mobilidade para agachar e caminhar, e tem também dois membros superiores (braços) que permitem levantar peso de até 11 kg.

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