Por FIlipe Garrett, para o TechTudo


Os pen drives são acessórios que prometem facilidade para muita gente. Com esses dispositivos, o usuário pode transportar seus dados de forma prática entre aparelhos. No entanto, com são usados para manter backups de arquivos importantes ou até mesmo como unidades USB de resgate e restauração do sistema operacional com problemas, os pen drives podem acabar alvos de malwares.

Além disso, alguns cuidados são necessários para não danificar o acessório no dia a dia. Pensando nisso, o TechTudo reuniu seis coisas que você nunca deve fazer com o pen drive para evitar prejuízo e dor de cabeça.

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Confira seis práticas que podem causar danos ao seu pen drive e saiba como evitar — Foto: Filipe Garrett/TechTudo Confira seis práticas que podem causar danos ao seu pen drive e saiba como evitar — Foto: Filipe Garrett/TechTudo

Confira seis práticas que podem causar danos ao seu pen drive e saiba como evitar — Foto: Filipe Garrett/TechTudo

1. Remover o pendrive no meio de uma operação

Uma razão para que o Windows sempre solicite a remoção do pen drive com segurança é impedir que você retire o dispositivo do computador no meio de uma operação de gravação de dados. Há grande risco de perda de dados quando você retira o pen drive do USB durante esse processo. Se a perda de arquivos já é algo ruim, há ainda riscos de que a remoção constante e irregular do acessório cause danos irreversíveis às células que guardam informações.

2. Guardar arquivos descompactados

Manter pastas e arquivos compactados pode torná-los alvos mais difíceis para os vírus de pendrive — Foto: Luciana Maline/TechTudo Manter pastas e arquivos compactados pode torná-los alvos mais difíceis para os vírus de pendrive — Foto: Luciana Maline/TechTudo

Manter pastas e arquivos compactados pode torná-los alvos mais difíceis para os vírus de pendrive — Foto: Luciana Maline/TechTudo

Há grande chances de que você já tenha pego um vírus de computador por meio de um pen drive que acabou contaminado por um PC de um amigo, da escola ou até do seu local de trabalho. Uma forma eficiente de diminuir as dores de cabeça é procurar sempre manter seus arquivos pessoais em forma compactada na unidade, seja por meio dos formatos .RAR ou .ZIP. Compactados, seus arquivos se tornam menos propensos às infecções, tornando o processo de recuperação do pen drive mais simples e menos estressante.

3. Usar pen drives de inicialização para outra finalidade

É uma boa ideia evitar usar o pendrive bootável para guardar dados — Foto: Reprodução/Filipe Garrett É uma boa ideia evitar usar o pendrive bootável para guardar dados — Foto: Reprodução/Filipe Garrett

É uma boa ideia evitar usar o pendrive bootável para guardar dados — Foto: Reprodução/Filipe Garrett

Se você tem um drive com a imagem de recuperação do seu sistema operacional, ou mantém um pen drive bootável do Linux sempre à mão, evite guardar arquivos pessoais e de uso geral nessas unidades. A principal razão é que esses dispositivos costumam ser organizados em diversas partições e sistemas de arquivos diferentes, algo que pode confundir na hora de procurar o seu arquivo no emaranhado de partições usadas pelos discos inicializáveis do Linux.

4. Usar sistemas de arquivos restritos

Usar sistemas de arquivos universais permite usar o pendrive sem dificuldade em qualquer PC, TV ou mesmo console — Foto: Felipe Vinha/TechTudo Usar sistemas de arquivos universais permite usar o pendrive sem dificuldade em qualquer PC, TV ou mesmo console — Foto: Felipe Vinha/TechTudo

Usar sistemas de arquivos universais permite usar o pendrive sem dificuldade em qualquer PC, TV ou mesmo console — Foto: Felipe Vinha/TechTudo

Em linhas gerais, um sistema de arquivos é como um conjunto de regras que determina de que forma os dados serão guardados e encontrados dentro de uma determinada partição. Há sistemas de arquivos mais exclusivos, como os Ext4 usados pelo Linux, ou o NTFS do Windows; além de outros de uso mais geral, como os FAT32 e ExFAT.

O ideal é que você dê preferência aos dois últimos. Universais, eles são reconhecidos em diversos tipos de aparelhos como computadores, TVs e celulares, além de funcionar normalmente com qualquer sistema operacional que você use no PC.

5. Ultrapassar a vida útil

Pen drives têm vida útil generosa, mas limitada — Foto: Felipe Vinha/TechTudo Pen drives têm vida útil generosa, mas limitada — Foto: Felipe Vinha/TechTudo

Pen drives têm vida útil generosa, mas limitada — Foto: Felipe Vinha/TechTudo

Em geral, drives USB têm uma vida útil medida na casa dos 5.000 ciclos de gravação. Embora pareça pouca coisa, um drive simples com vida útil estimada para 3.000 ciclos só vai esgotar essa margem depois de quatro anos de uso, admitindo que você faça operações de gravação ao menos duas vezes por dia.

Se você tem um dispositivo especialmente antigo, pode ser importante conferir periodicamente a saúde da unidade com softwares de diagnóstico e evitar deixar arquivos importantes em algo arriscado de morrer pela idade. Essa precaução é especialmente importante se você costuma usar aplicativos tipo "portable", que rodam sem instalação, a partir do pen drive. Em geral, isso intensifica o desgaste do acessório.

6. Expor a umidade e calor

Molhou? Espere secar bem para tentar acessar o disco novamente — Foto: Barbara Mannara/TechTudo Molhou? Espere secar bem para tentar acessar o disco novamente — Foto: Barbara Mannara/TechTudo

Molhou? Espere secar bem para tentar acessar o disco novamente — Foto: Barbara Mannara/TechTudo

Pen drives usam componentes eletrônicos que, embora sejam resistentes, ainda são suscetíveis à ação dos elementos. Portanto, evite guardar o drive num lugar muito úmido, ou expô-lo ao calor e luz solar. Se você molhar o pen drive, por exemplo, deixe-o secar bem antes de tentar acessá-lo novamente. Você corre risco de provocar um curto-circuito e acabar queimando a porta USB do computador, caso ainda exista água na unidade.

Via Make Use Of (1 e 2), Premium USB, Flashbay, Lifehacker

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