Por Isabela Cabral, para o TechTudo


A Amazon é, atualmente, a marca mais valiosa do mundo, ultrapassando gigantes como Apple e Google. De acordo com o ranking BrandZ, desenvolvido pela agência de pesquisa de marketing Kantar, empresa vale US$ 315,5 bilhões, o equivalente a mais de R$ 1,2 trilhão, e subiu duas posições em relação ao ano passado. Em pouco mais de duas décadas de existência, a marca mudou o cenário global do varejo online, atuando em diversas áreas.

Criadora do leitor de e-books de maior sucesso no mundo, a fabricante lidera os mercados de computação na nuvem e de dispositivos domésticos inteligentes, além de investir em serviços de entrega de comida e até exploração espacial. Confira a seguir oito fatos curiosos sobre a Amazon.

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Amazon no Brasil: perguntas e respostas

Amazon no Brasil: perguntas e respostas

1. Nomes como “Cadabra” e “Relentless” foram considerados

Quando Jeff Bezos, hoje um dos homens mais ricos do planeta, fundou a Amazon em 1995, outros nomes foram cogitados para batizar sua nova empresa. A primeira opção, na verdade, era “Cadabra”, baseado na expressão “Abracadabra”, usada por mágicos. Ele desistiu da ideia depois de seu advogado apontar que o nome soava como “cadáver” quando dito em voz alta.

Outra possibilidade era “Relentless”, que em português significa implacável. Apesar da escolha final ter sido Amazon, até hoje a URL "relentless.com" (sem aspas) redireciona para o site de Bezos.

2. O significado do logo

O conhecido logotipo atual da Amazon, utilizado desde 2000, tem pelo menos dois conceitos por trás. Abaixo do nome, a seta amarela que parece um sorriso representa a ideia de que a empresa está feliz em entregar qualquer coisa ao consumidor, em qualquer lugar. As caixas, inclusive, têm o sorriso estampado em destaque.

Além disso, é possível perceber que a seta sai da letra A e aponta para a letra Z no nome. A ideia é indicar que a Amazon vende de tudo – produtos de A a Z –, atendendo a todas as necessidades das pessoas.

Logo da Amazon traz referência à variedade de produtos oferecidos e ao prazer de atender o cliente — Foto: Reprodução/Amazon Logo da Amazon traz referência à variedade de produtos oferecidos e ao prazer de atender o cliente — Foto: Reprodução/Amazon

Logo da Amazon traz referência à variedade de produtos oferecidos e ao prazer de atender o cliente — Foto: Reprodução/Amazon

3. Falha dava dinheiro a usuários

Bem no início da empresa, ainda na década de 1990, foi detectado um erro de programação que permitia aos usuários receberem dinheiro da Amazon. Para enganar o e-commerce, bastava encomendar uma quantidade negativa de produtos. O site então “estornava” o valor no cartão de crédito do cliente. Vale ressaltar que o bug já foi corrigido há muito tempo.

4. No começo, só livros eram vendidos

Em um primeiro momento, a Amazon era apenas uma livraria virtual. Formado em ciência da computação e engenharia elétrica pela Universidade de Princeton, Jeff Bezos teve um investimento de US$ 300 mil (cerca de R$ 1,16 milhão, na cotação atual) de seus próprios pais para abrir a então startup, que começou na garagem de sua casa, em Washington.

Para lidar com todas as correspondências recebidas, o empresário instalou uma caixa de correios enorme, que até hoje pode ser vista em frente ao imóvel. A primeira venda realizada aconteceu em 3 de abril de 1995: foi o livro "Conceitos de Fluidos e Analogias Criativas”, de Douglas Hofstadter.

Primeiro livro vendido pela Amazon foi 'Fluid Concepts and Creative Analogies'; hoje, empresa tem o Kindle, serviço para leitura de e-books — Foto: Reprodução/Barbara Mannara Primeiro livro vendido pela Amazon foi 'Fluid Concepts and Creative Analogies'; hoje, empresa tem o Kindle, serviço para leitura de e-books — Foto: Reprodução/Barbara Mannara

Primeiro livro vendido pela Amazon foi 'Fluid Concepts and Creative Analogies'; hoje, empresa tem o Kindle, serviço para leitura de e-books — Foto: Reprodução/Barbara Mannara

5. Richa com a Barnes & Noble

Ao mexer com o mercado de livros, a Amazon despertou a fúria de concorrentes mais tradicionais. Em 1997, a já centenária livraria americana Barnes & Noble processou a loja virtual alegando que o slogan usado por ela, “A maior livraria da Terra”, era falso. As duas partes acabaram fazendo um acordo na Justiça e a Amazon seguiu com seu slogan. O conflito entre as duas empresas, porém, não parou por aí.

Durante um jantar entre Bezos e os donos da Barnes & Noble, os executivos disseram que admiravam o novo empreendimento, mas que iriam lançar um site que destruiria a Amazon – como se sabe hoje, isso não aconteceu. Um dos empresários queria inclusive chamar a loja virtual de “Book Predator”, ou seja, “predador de livro”. Em outro episódio da richa, outdoors móveis foram colocados próximos a unidades da Barnes & Noble com a mensagem “Não encontrou o livro que você queria?” e o link para a Amazon.

6. Ex-funcionários de sucesso

O serviço de streaming Hulu foi fundado por um ex-funcionário da Amazon — Foto: Divulgação/Hulu O serviço de streaming Hulu foi fundado por um ex-funcionário da Amazon — Foto: Divulgação/Hulu

O serviço de streaming Hulu foi fundado por um ex-funcionário da Amazon — Foto: Divulgação/Hulu

Várias pessoas que trabalharam na Amazon saíram de lá para fundar seus próprios negócios bem-sucedidos. Um deles é Jason Kilar, responsável pelo serviço de streaming Hulu, que atualmente produz conteúdos famosos e premiados como The Handmaid’s Tale e Transparent. Outros exemplos incluem Charlie Cheever, que criou a plataforma de perguntas e respostas Quora, e Marc Lore, fundador da Jet.com, hipermercado online que acabou adquirido pela Walmart.

7. Armazéns controlados por robôs

Por conta do enorme volume de pacotes que circulam em seus centros de armazenamento diariamente, a companhia comprou em 2012 a Kiva System, uma firma que desenvolve tecnologia robótica. Para se ter uma ideia, em 2017, mais de 3 milhões de envios eram feitos por dia pela Amazon. Desde então, pelo menos 45 mil robôs autônomos ajudam os funcionários nas operações dos armazéns, coletando e transportando caixas e mais caixas.

Além dos robôs que auxiliam nos armazéns, a Amazon também tem planos para entregas autônomas no futuro — Foto: Divulgação/Amazon Além dos robôs que auxiliam nos armazéns, a Amazon também tem planos para entregas autônomas no futuro — Foto: Divulgação/Amazon

Além dos robôs que auxiliam nos armazéns, a Amazon também tem planos para entregas autônomas no futuro — Foto: Divulgação/Amazon

8. Números impressionantes

A marca mais valiosa do mundo é cheia de estatísticas extraordinárias. De acordo com dados de 2018, a Amazon vendeu US$ 524 bilhões, o que corresponde a 45% do e-commerce americano. O valor é muito superior às vendas da Walmart, Apple e Best Buy somadas. Levando em conta apenas as áreas de computação em nuvem e publicidade digital, as receitas foram, respectivamente, de US$ 25,6 bilhões e US$ 7,4 bilhões.

O site recebeu por mês cerca de 199 milhões de visitantes únicos. Nos Estados Unidos, a Amazon é responsável por 88,9% das vendas de e-books, 83,6% de e-readers e de 42% de livros físicos. Entre os serviços online pagos mensalmente, a Amazon Prime, com 100 milhões de assinantes, fica atrás apenas da Netflix, que tem 139 milhões. A gigante também tomou os mercados de roupas e calçados na internet, fazendo 35% das vendas.

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