Por Ana Letícia Loubak, para o TechTudo


Entre os milhares de aplicativos disponíveis para Android e iPhone (iOS), há alguns que geram controvérsias devido à sua proposta ou modo de funcionamento. Em geral, esses programas acabam sendo banidos pela Google Play Store e pela App Store. Após repercussões negativas, é comum também que os próprios desenvolvedores removam o software das lojas. Certos apps, no entanto, permanecem disponíveis para download mesmo tendo causado polêmicas, como o Sarahah e o FaceApp. Nas linhas a seguir, o TechTudo preparou uma lista com alguns exemplos de plataformas que deram o que falar e continuam no ar.

Alguns aplicativos polêmicos continuam disponíveis para download em lojas oficiais — Foto: Reprodução/Rodrigo Fernandes

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1. Down

Down é aplicativo para encontros sexuais com amigos do Facebook — Foto: Divulgação/Down

O aplicativo de relacionamento Down (antigo Bang With Friends) gerou polêmica ao permitir que o usuário indicasse com quais amigos do Facebook gostaria de fazer sexo. O funcionamento do app é simples: basta conectá-lo à rede social para que ele mostre uma lista com todos os contatos, divididos entre homens e mulheres. Em seguida, é só marcar "Down" nos contatos com quem você gostaria de ter uma relação estritamente sexual.

Em 2013, o aplicativo tirou o foco do sexo, expandiu suas funções e incorporou a etiqueta "Date" para sinalizar as pessoas com as quais o usuário está interessado em ter um encontro romântico. Apesar de polêmico, o Down é discreto: as pessoas marcadas só saberão disso se o interesse for recíproco, e nada é postado no mural do Facebook. O app está disponível para iPhone (iOS).

2. Lei Seca RJ

Lei Seca RJ conta com a colaboração de motoristas para indicar pontos de fiscalização na capital carioca — Foto: Divulgação/Lei Seca RJ

O Lei Seca RJ é um aplicativo gratuito e independente que mapeia, em tempo real, quase toda blitz na cidade do Rio de Janeiro. Disponível para iPhone (iOS) e celulares Android, o app se baseia no perfil @LeiSecaRJ, que acumula mais de 1,7 milhão de seguidores no Twitter, e conta com a colaboração de motoristas para compartilhar a localização dos pontos de fiscalização. Com isso, os motoristas que beberam antes de dirigir podem evitar os policiais. A controvérsia do app é que ele ajuda infratores a escaparem das multas. Apesar disso, o Lei Seca RJ permanece nas lojas oficiais da Apple e do Google.

3. Sarahah

Conheça o Sarahah, novo app de mensagens anônimas

Conheça o Sarahah, novo app de mensagens anônimas

O aplicativo de mensagens anônimas Sarahah foi lançado em 2017 e logo se tornou febre nos Estados Unidos, ultrapassando gigantes como YouTube e Instagram em número de instalações. Embora o objetivo da plataforma fosse ajudar as pessoas a identificar aspectos que poderiam melhorar suas relações interpessoais a partir de críticas e feedbacks construtivos, o Sarahah acabou sendo usado para a prática de cyberbullying. Protegidos pelo anonimato e pela ausência de direito de resposta na plataforma, usuários mal-intencionados aproveitaram o mensageiro para propagar mensagens agressivas e discurso de ódio. Em 2018, o app foi retirado da App Store, mas ainda está disponível para download na Google Play Store.

4. FaceApp

FaceApp oferece filtros que simulam como seria o rosto de uma pessoa na juventude e na velhice — Foto: Marvin Costa/TechTudo

Após virar febre na Internet em 2017, o aplicativo FaceApp voltou a fazer sucesso por conseguir um resultado convincente ao mostrar como o usuário ficaria na velhice. Em julho, a ferramenta de edição, que também conta com filtros para deixar o rosto mais jovem e "mudar de sexo", chegou a figurar no primeiro lugar da lista de mais baixados da App Store e da Google Play Store.

A principal polêmica se deu devido à vaga política de privacidade do FaceApp, que permite o uso abusivo das fotografias por parte da empresa. O texto prevê uma licença "perpétua e irrevogável" para que a companhia faça o que quiser com as fotos, sejam elas envelhecidas ou não. Na última sexta-feira (30), o Procon-SP aplicou multas milionárias à Apple e ao Google por não apresentarem a versão em português dos termos de uso do app em suas lojas.

Outro assunto delicado a respeito da plataforma é seu histórico de acusações de racismo. Quando foi lançado, o FaceApp possuía um filtro de "embelezamento" que clareava o tom de pele dos usuários, causando resultados inusitados em pessoas negras.

5. FalaFreud

FalaFreud causou polêmica no Conselho Federal de Psicologia — Foto: Divulgação/FalaFreud

A proposta do aplicativo FalaFreud é oferecer aconselhamento psicológico online a um preço acessível. Com duração de 45 minutos, a primeira sessão de terapia no app custa R$ 29,99, valor bem abaixo dos R$ 118,18 fixados pelo Conselho Federal de Psicologia como preço médio dos honorários da categoria.

Embora tenha sido bem avaliado pelos usuários, o FalaFreud causou polêmica entre os integrantes do Conselho e a comunidade acadêmica brasileira. Após o episódio, o aplicativo passou a adotar o termo "terapeutas", em vez de "psicólogos", para se referir aos profissionais, mas garante que todos eles passam por um criterioso processo seletivo. O FalaFreud está disponível para iPhone (iOS) e celulares Android.

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