Navegadores

Por Ana Letícia Loubak, para o TechTudo


O Google Chrome é um dos navegadores mais populares da Internet. Lançado em 2008, o browser já ultrapassou a marca de dois bilhões de instalações ativas, segundo o site The Verge. Alguns aspectos de seu funcionamento, no entanto, ainda causam dúvidas entre os usuários. O modo anônimo é completamente privado? O Chrome consome muita memória RAM? O Google consegue rastrear as atividades dos usuários pelo navegador? Descubra, na lista a seguir, o que é mito e o que é verdade sobre tudo o que é falado a respeito do Google Chrome.

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1. Chrome consome muita memória RAM

Google Chrome roda cada aba, extensão e plugin em processos separados — Foto: Reprodução/Google Books

Verdade. O navegador foi projetado para armazenar cada plugin, extensão e aba em processos separados no sistema operacional do usuário. A ideia dos desenvolvedores era evitar que o Chrome precisasse ser inteiramente reiniciado em caso de problemas. Com esse sistema de isolamento, se o navegador tem sete abas abertas e algum site trava, por exemplo, apenas uma aba para de funcionar, deixando todas as outras seis operando normalmente.

A praticidade, porém, tem um preço: múltiplos processos rodando ao mesmo tempo consomem uma boa quantidade de memória RAM do computador. Outros navegadores, como Opera e Firefox, também seguem esse método de armazenar cada aba em um processo diferente, mas a maioria é baseada na estrutura de código aberto do Chromium.

2. Google consegue monitorar as atividades dos usuários pelo Chrome

Verdade, mas com ressalvas. Desde a versão 69 do browser, quando alguém acessa a conta em serviços do Google (Gmail ou YouTube, por exemplo) pelo navegador, este automaticamente faz o login do usuário também no Chrome. Assim, os dados de navegação podem ser enviados para o buscador sem autorização explícita da pessoa. A função, no entanto, pode ser facilmente desabilitada, o que tira o controle do navegador sobre a entrada e saída em contas do Google.

É possível desativar o controle do Chrome sobre as atividades na Internet e em apps — Foto: Reprodução/Ana Letícia Loubak

Quem preferir o login automático devido à praticidade da integração também pode desabilitar o monitoramento do Chrome. Para isso, basta entrar na página “Minha Conta” (myaccount.google.com), acessar a seção “Dados e Personalização” e, em “Controles de Atividade”, desligar a chave ao lado de “Atividade da Web e de apps”.

3. Chrome é o navegador mais usado no mundo

Google Chrome é o browser mais popular do mundo — Foto: Melissa Cruz/TechTudo

Verdade. De acordo com ranking divulgado pelo site W3Counter em julho, o Google Chrome é o browser mais popular, respondendo por mais da metade (55,4%) do tráfego na Internet. O navegador é seguido pelo Safari (12,5%), Internet Explorer e Edge (8,6%) e Firefox (6,5%). Com apenas 2,8%, o Opera (2,8%) ocupa a última posição da lista.

4. O modo anônimo é totalmente privado

Modo anônimo do Chrome não impede a coleta de dados por empresas terceiras — Foto: Reprodução/Fernando Telles

Mito. Navegar pela janela anônima impede que o histórico de navegação seja armazenado no Google Chrome, evitando que anúncios personalizados de acordo com as buscas e interesses do usuário sejam exibidos em todos os sites visitados. No entanto, um estudo já provou que o uso desse modo não impede o rastreamento de informações por parte de empresas terceiras. Ainda assim, a opção é válida para encontrar passagens aéreas mais baratas e usar duas contas de um mesmo serviço ao mesmo tempo.

5. Chrome carrega YouTube mais rápido que concorrentes

Chrome tem API exclusiva que acelera carregamento de vídeos no YouTube — Foto: Barbara Mannara/TechTudo

Verdade. O site do YouTube abre cinco vezes mais rápido no Chrome do que no Firefox e em outros navegadores. A acusação foi feita por Chris Peterson, gerente de programação técnica da Mozilla, empresa responsável pelo Firefox, no Twitter. Segundo ele, isso acontece porque o Google desenvolveu o YouTube com uma API (interface de programação de aplicação) específica, disponível apenas no Chrome, o que prejudica a velocidade de carregamento do site nos concorrentes.

A solução, de acordo com Peterson, é instalar uma extensão chamada "YouTube Classic", que leva os usuários a uma versão anterior do portal de vídeos, mas que é mais rápida do que a atual

6. Atualizações são feitas a cada seis semanas

Chrome Platform Status mostra progresso das versões em desenvolvimento — Foto: Reprodução/Chrome Platform Status

Verdade, mas com ressalvas. O Chrome é desenvolvido em código aberto, o que significa que qualquer um pode baixar as atualizações beta do browser. Já no que diz respeito às versões estáveis, os updates costumam ser lançados a cada seis semanas. O Chrome 73, por exemplo, foi lançado em 12 de março, e o Chrome 74 foi lançado em 23 de abril, exatas seis semanas depois. Algumas vezes, porém, é necessário um período um pouco maior para fazer os ajustes das novidades: é o caso do Chrome 76, liberado dois meses após seu antecessor.

Quem estiver curioso sobre o progresso do desenvolvimento da próxima atualização pode visitar o site Chrome Platform Status (chromestatus.com/features/schedule). Além de trazer informações sobre as versões que estão sendo testadas, a plataforma também mostra quando a versão atual se tornou estável.

7. Chrome cataloga sites não-seguros

A presença da letra "S" após a sigla "HTTP" indica que o site é seguro — Foto: Reprodução/Google

Verdade. O Google Chrome marca sites HTTP que coletam senhas ou informações de cartão de crédito como inseguros desde 2017. Em seguida, o navegador passou a emitir o alerta “site não seguro” sempre que o usuário digitava algo em qualquer campo de texto.

Em julho de 2018, porém, com o lançamento da versão 68, o browser passou a catalogar toda e qualquer página que usa conexões HTTP com o selo “não seguro”, independente de qualquer ação do usuário. O objetivo da iniciativa é estimular os desenvolvedores de páginas da web a usar o protocolo HTTPS, que fornece criptografia de ponta-a-ponta entre o servidor do site e o computador, tornando a troca de dados mais segura.

Via Google (1 e 2), Make Use Of, W3Counter e The Verge

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