Por André Magalhães, para o TechTudo


Jogos como PlayerUnknown’s Battlegrounds (PUBG), League of Legends (LoL) e Fortnite também são famosos pelas suas skins. Poder mudar o aspecto visual de um personagem ou de suas armas é algo que agrada os jogadores, e se tornou uma fonte de renda para as desenvolvedoras, já que a compra de skins é uma das práticas mais comuns nos principais games online. Entretanto, algumas skins já causaram polêmica e até envolveram processos judiciais. Relembre, a seguir, cinco casos que ficaram famosos nas comunidades.

Bug de Halloween

Fantasia de leão do PUBG tinha bug com conotação sexual — Foto: Reprodução/Reddit salmonellakillaa Fantasia de leão do PUBG tinha bug com conotação sexual — Foto: Reprodução/Reddit salmonellakillaa

Fantasia de leão do PUBG tinha bug com conotação sexual — Foto: Reprodução/Reddit salmonellakillaa

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Recentemente, PUBG sofreu um grande problema com uma skin. A roupa Leo Jumpsuit, um traje de Leão, foi lançada no patch 4.3 como parte do evento de Halloween. Porém, um bug polêmico fazia com que a cauda da fantasia ficasse entre as pernas do personagem durante a queda do avião, trazendo uma conotação sexual.

O bug teve grande repercussão na comunidade gamer. Como resultado, a desenvolvedora PUBG Corp precisou remover a skin temporariamente e afirmou que irá reembolsar os pontos usados para os jogadores que já haviam adquirido a fantasia.

League of Legends e o ex-jogador Davids

A skin Lucian Atacante gerou polêmica pela semelhança com o ex-jogador Edgar Davids — Foto: Reprodução/Riot Games A skin Lucian Atacante gerou polêmica pela semelhança com o ex-jogador Edgar Davids — Foto: Reprodução/Riot Games

A skin Lucian Atacante gerou polêmica pela semelhança com o ex-jogador Edgar Davids — Foto: Reprodução/Riot Games

Durante a Copa do Mundo de 2014, a Riot Games lançou skins temáticas de futebol no LoL. Uma delas, chamada de Lucian Atacante, colocava o campeão com um uniforme de jogador de futebol. A fisionomia do personagem, acompanhada de dreadlocks e um óculos de sol, trouxe muitas comparações ao ex-jogador holandês Edgar Davids, popular por jogar utilizando óculos.

Essa semelhança foi notada, inclusive, pelo próprio Davids, que decidiu processar a Riot Games. Em dezembro de 2015, um advogado do ex-jogador escreveu uma carta pedindo para que parassem de usar a imagem. Em abril de 2016, os advogados fizeram um apelo e, em 2017, a corte decidiu que o ex-atleta havia vencido o caso. Como compensação, a empresa teve que destinar uma porcentagem do dinheiro adquirido nas vendas da skin para Edgar Davids.

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Overwatch e uma questão religiosa

A skin Devi, da personagem Symmetra, gerou uma reclamação de líder hinduísta — Foto: Reprodução/Blizzard A skin Devi, da personagem Symmetra, gerou uma reclamação de líder hinduísta — Foto: Reprodução/Blizzard

A skin Devi, da personagem Symmetra, gerou uma reclamação de líder hinduísta — Foto: Reprodução/Blizzard

Em 2016, um líder religioso chamado Rajan Zed, presidente da Sociedade Universal do Hinduísmo, enviou um comunicado pedindo para a Blizzard e a Activision removessem uma skin da personagem Symmetra, em Overwatch. A skin era inspirada na deusa Devi, uma figura importante no hinduísmo. De acordo com Zed, a personagem “trivializava uma das deusas mais reverenciadas do hinduísmo”, e sua utilização poderia ser “inapropriada e confusa”. A Blizzard não se manifestou sobre o caso na época.

Skins causando bugs em Fortnite

A skin Zoey precisou ser retirada por causa de um bug — Foto: Reprodução/Epic Games A skin Zoey precisou ser retirada por causa de um bug — Foto: Reprodução/Epic Games

A skin Zoey precisou ser retirada por causa de um bug — Foto: Reprodução/Epic Games

A skin Zoey foi adicionada em Fortnite durante a Temporada 4 do Battle Royale, entre maio e julho de 2018. Mas em outubro do mesmo ano, a Epic Games precisou retirar essa skin do jogo. Isso porque alguns jogadores descobriram que um bug fazia com que a skin ficava invisível para os outros competidores no mapa a partir de determinada distância.

Polêmica na China

Caveiras e sangue são censurados nos servidores chineses de CS:GO. — Foto: Reprodução/theScore esports Caveiras e sangue são censurados nos servidores chineses de CS:GO. — Foto: Reprodução/theScore esports

Caveiras e sangue são censurados nos servidores chineses de CS:GO. — Foto: Reprodução/theScore esports

A China, apesar de representar um grande público no mercado de games, é um país com muitas restrições aos conteúdos de jogos. Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO), por exemplo, só teve um servidor público no país cinco anos depois da estreia mundial, com algumas modificações. Uma das maiores mudanças foi que a cor do sangue foi trocada de vermelha para preta, e skins de armas que continham caveiras precisaram ser alteradas para robôs.

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