Redes sociais

Por Gabrielle Ferreira, para o TechTudo


O Facebook é uma das maiores marcas em valor de mercado, conhecida por ser proprietária de vários serviços populares, como o Facebook, Instagram e WhatsApp. Entretanto, nem sempre os programas lançados pela empresa são bem-sucedidos, e terminam descontinuados por razões diversas, como baixa adesão de usuários ou polêmicas de privacidade. Entre os projetos falhos do Facebook estão aplicativos como o Notify e Direct do Instagram, que não conquistaram a aprovação de seus poucos usuários.

Já o Facebook Beacon foi finalizado após denúncias de violação de privacidade, levando a companhia a pagar uma multa milionária à Justiça. Na lista a seguir, reunimos sete produtos do Facebook que não deram certo ao longo da trajetória de 15 anos da empresa.

O Facebook Inc. é uma das maiores companhias do ramo digital e é dona dos gigantes Facebook, WhatsApp e Instagram — Foto: Tainah Tavares/TechTudo O Facebook Inc. é uma das maiores companhias do ramo digital e é dona dos gigantes Facebook, WhatsApp e Instagram — Foto: Tainah Tavares/TechTudo

O Facebook Inc. é uma das maiores companhias do ramo digital e é dona dos gigantes Facebook, WhatsApp e Instagram — Foto: Tainah Tavares/TechTudo

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1. Notify

O Facebook Notify foi lançado em novembro de 2015, e inicialmente estava disponível apenas para aparelhos iPhone (iOS). O app funcionava como um hub de notícias e conteúdos na tela de bloqueio do celular. O Notify dava acesso rápido às noticias mais relevantes do momento, baseadas em uma lista de interesses criada pelos próprios usuários. O Facebook era o responsável por selecionar as notícias, sem a possibilidade de se inscrever diretamente em feeds, de forma parecida com o Moments do Twitter.

O serviço foi um completo fracasso, com apenas cerca de 63 mil downloads, de acordo com a empresa de monitoramento digital Sensor Tower. Pouco se ouviu falar do Notify durante sua breve existência, se tornando um dos maiores fracassos do Facebook. A funcionalidade foi descontinuada pouco tempo depois, tendo parte de seus serviços sendo transferidos e acoplados a outros programas da empresa, como o Messenger.

Notify era o app de notícias do Facebook — Foto: Divulgação/Facebook Notify era o app de notícias do Facebook — Foto: Divulgação/Facebook

Notify era o app de notícias do Facebook — Foto: Divulgação/Facebook

2. Deals

O Facebook Deals foi lançado em em abril de 2011 e foi descontinuado logo depois de quatro meses em funcionamento. O serviço de cupons de desconto funcionava de maneira semelhante ao famoso Groupon, com uma lista de ofertas de estabelecimentos próximos ao usuário, com base no GPS do dispositivo. Era possível conferir cupons de descontos e compartilhar as ofertas com outros amigos do Facebook. Para validar o cupom, bastava realizar um check-in a partir da conta do Facebook.

Seu diferencial era que os próprios comerciantes definiam os valores de seus cupons de desconto, dando total liberdade ao estabelecimento. Entretanto, a funcionalidade não deu certo como a companhia planejava. Disponível apenas em alguns países, como Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Itália, Espanha e Inglaterra, o serviço foi muito criticado pelos usuários e chegou ao fim em agosto de 2011.

Facebook Deals oferecia cupons de descontos em estabelecimentos — Foto: Divulgação/Facebook Facebook Deals oferecia cupons de descontos em estabelecimentos — Foto: Divulgação/Facebook

Facebook Deals oferecia cupons de descontos em estabelecimentos — Foto: Divulgação/Facebook

3. App Direct do Instagram

A ideia inicial era criar um app separado para o Direct e, posteriormente, retirar a opção de chat do aplicativo principal — assim como acontece com o Facebook e o Messenger. Disponibilizado para Android e iPhone, o serviço foi lançado em apenas seis países em 2017, sem ter chegado ao Brasil até a data de término. A justificativa para a criação do Direct era usar o aplicativo apenas para o envio de imagens e mensagens de forma privada, enquanto o Instagram serviria para compartilhar conteúdos com seus seguidores de forma mais pública.

O aplicativo acabou sendo uma réplica da seção Direct do próprio app principal, sem acrescentar nenhuma função diferenciada, o que levou os usuários a criticar sua separação. Com tamanha reprovação, o serviço nunca saiu da fase de testes e nunca foi disponibilizado em outros países. O Direct chegou ao seu fim no início de 2019.

Instagram Direct, aplicativo de mensagens derivado da rede social de fotos — Foto: Gabrielle Lancellotti/TechTudo Instagram Direct, aplicativo de mensagens derivado da rede social de fotos — Foto: Gabrielle Lancellotti/TechTudo

Instagram Direct, aplicativo de mensagens derivado da rede social de fotos — Foto: Gabrielle Lancellotti/TechTudo

4. Credits

O Facebook Credits era o sistema de pagamento em que os usuários poderiam adquirir determinados conteúdos dentro da rede social por meio de vale-presentes obtidos em lojas físicas. Dessa forma, as empresas dentro da plataforma poderiam monetizar seus conteúdos oferecendo produtos em uma versão premium e paga. Com a ferramenta, não seria mais necessário realizar pagamentos via PayPal.

O serviço, lançado em 2011, foi rapidamente implantado nos jogos de maior sucesso da rede social da época, como FarmVille e Colheita Feliz. A nova forma de pagamento chegou a ser cotada como uma substituta em potencial do PayPal, se tornando a moeda oficial do Facebook. Entretanto, em 2012 o Facebook anunciou o fim do serviço, e o removeu por completo da rede social em setembro de 2013. Atualmente o Facebook decidiu investir em uma nova tentativa de criar uma moeda virtual, a Libra.

Credits foi a tentativa do Facebook de criar uma moeda virtual — Foto: Reprodução/Mashable Credits foi a tentativa do Facebook de criar uma moeda virtual — Foto: Reprodução/Mashable

Credits foi a tentativa do Facebook de criar uma moeda virtual — Foto: Reprodução/Mashable

5. Poke

Após uma tentativa frustrada da empresa de Mark Zuckerberg de comprar o Snapchat, a rede social tentou desbancar o aplicativo de fotos com uma nova plataforma chamada Facebook Poke. O Poke surgiu em 2012 para iPhone com a proposta de interagir com usuários do Facebook. Entre suas funcionalidades se encontrava a famosa "cutucada", que permitia chamar a atenção de amigos.

O Facebook Poke ainda permitia o compartilhamento de mensagens de texto, fotos e vídeos, que eram desapareciam 10 segundos após a mensagem ser aberta pelo destinatário. Entretanto, o serviço não recebeu tanta atenção do público geral e foi desativado 17 meses após seu lançamento, em maio de 2014.

O Facebook Poke permitia aos usuários cutucar amigos e compartilhar mensagens de forma privada — Foto: Divulgação/Facebook O Facebook Poke permitia aos usuários cutucar amigos e compartilhar mensagens de forma privada — Foto: Divulgação/Facebook

O Facebook Poke permitia aos usuários cutucar amigos e compartilhar mensagens de forma privada — Foto: Divulgação/Facebook

6. Beacon

O Beacon era uma ferramenta que fazia parte do sistema de publicidade do Facebook. O objetivo era enviar dados de usuários do Facebook a anunciantes para criar publicidade direcionada para o público e aumentar a receita de seus anúncios. O sistema se tornou controverso logo após seu lançamento, pois o serviço não permitia que os usuários escolhessem se queriam ou não compartilhar seus dados, o que resultou em queixas de invasão de privacidade.

O Facebook Beacon logo se tornou alvo de um processo coletivo na Justiça. Em 2009, diversos usuários entraram com um processo coletivo contra a empresa por violar os termos de privacidade prometidos pelo Facebook. A companhia se propôs então a destinar US$ 9,5 milhões para criar uma fundação especializada em privacidade de dados online e a encerrar as atividades do programa Beacon.

Rede de publicidade do Facebook sofreu ação coletiva por invasão de privacidade — Foto: Reprodução/Facebook Rede de publicidade do Facebook sofreu ação coletiva por invasão de privacidade — Foto: Reprodução/Facebook

Rede de publicidade do Facebook sofreu ação coletiva por invasão de privacidade — Foto: Reprodução/Facebook

7. Facebook Phone

Em 2013, o Facebook lançou um celular próprio em conjunto com a HTC. O HTC First ficou conhecido mundialmente como Facebook Phone e foi o primeiro e único dispositivo lançado pela dupla. O aparelho Android possuía uma interface única chamada Facebook Home, inspirada no formato da própria rede social. Anteriormente a companhia já havia falhado em lançar o aplicativo do Home, e foi fortemente criticado por seus usuários.

Apesar da forte aposta colocada sobre o aparelho devido à grande popularidade da marca, apenas 15 mil unidades foram vendidas no mês de lançamento. A baixa procura levou a HTC a abaixar o valor de venda do telefone, passando de US$ 99,00 para apenas US$ 0,99 por unidade. A principal reclamação se deu pela péssima qualidade da câmera e pela interface pouca convidativa e de difícil entendimento.

HTC First foi um smartphone lançado em conjunto com o Facebook — Foto: Divulgação/HTC HTC First foi um smartphone lançado em conjunto com o Facebook — Foto: Divulgação/HTC

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