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Por Bruna Telles, para o Techtudo


Counter-Strike (CS) foi um dos jogos responsáveis por impulsionar o crescimento dos esports. Sucesso entre os jogadores casuais nas lan houses, o jogo nasceu a partir de um modo de Half-Life criado por Minh "Gooseman" Le e Jess "Cliffe" Cliffe, e foi lançado em 2000 pela Valve. No competitivo do CS 1.6, o Brasil fez história com times como a MIBR, e jogadores como Lincoln "fnx" Lau. Confira, a seguir, os cinco jogadores que mais lucraram com CS 1.6, segundo o site Esports Earnings. Vale lembrar que nessa época os torneios de esportes eletrônicos ainda davam prêmios mais baixos quando comparados aos valores atuais.

5) Bruno "ellllll" Ono

Bruno "ellllll" Ono fez história com a MIBR do CS 1.6, e hoje é coach da paiN Gaming no CS:GO — Foto: Divulgação/paiN Gaming

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Ao todo, Bruno "ellllll" Ono ganhou US$ 30,2 mil (R$ 126,1 mil) nos torneios de Counter-Strike e, por isso, é o quinto brasileiro que mais lucrou no game. O jogador integrou times clássicos como g3nerationX e a primeira formação da MIBR. Ele foi campeão do ESWC Brazil (2007), shgOpen (2007), WCG Pan-American Championship (2006) e do ESWC 2006. Além da carreira no CS, Bruno competiu na cena de Counter-Strike: Source, novamente com a MIBR. O jogador migrou para Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO) em 2013 e desde 2018 atua como coach. Atualmente, ele é técnico do time da paiN Gaming.

4) Bruno "bit" Lima

Bruno "bit" Lima é um dos nomes de destaque do CS 1.6, que atualmente joga pela Team One — Foto: Divulgação/Instagram Bruno "bit" Lima

Bit também integrou a formação da MIBR no CS 1.6, e junto com Ono venceu os títulos do ESWC, WCG e shgOpen. Ao todo, o brasileiro faturou US$ 32,2 mil (R$ 134,3 mil) nos torneios de Counter-Strike. Ainda no CS 1.6, bit também jogou pela Complexity Gaming e foi campeão da IEM V American Championship em 2010. O jogador também teve uma breve passagem pelo CS: Source, e migrou para o CS:GO em 2013. Na versão mais recente, bit defendeu times como Keyd Stars, 100 Thieves e Luminosity. Atualmente, ele joga no time de CS:GO da Team oNe.

3) Renato "nak" Nakano

O capitão Renato "nak" Nakano em ação na Pro League Odense 2018 — Foto: Divulgação/ESL

Nak também jogou pela MIBR do CS 1.6 e esteve nos títulos do ESWC, WCG e shgOpen. O jogador também fez parte da formação da Complexity vencedora da IEM V, e ao todo faturou US$ 36,9 mil (R$ 153.7 mil) nos torneios de Counter-Strike. Nak também passou pelo CS: Source e migrou para o CS:GO em 2015, como coach da Luminosity. Atualmente o jogador defende a RED Canids, depois de ter passado pela Sharks Esports e ter ficado em 12° lugar na ESL Pro League Season 8. Com a Sharks, nak venceu a Superliga 2017.

2) Lincoln "fnx" Lau

fnx e nak foram os grandes nomes anunciados para equipe de CS:GO da RED Canids este ano — Foto: Divulgação/RED Canids Kalunga

Fnx passou pelos times de CS 1.6 da MIBR, g3nerationX, Complexity e paiN Gaming. Ao todo, o brasileiro faturou US$ 37,5 mil (R$ 156.4 mil) em torneios, tendo vencido a IEM III American Championship (2008) e o ESWC 2006 com a MIBR. Após passar pelo CS: Source, fnx migrou para o CS:GO em 2013, fazendo história em alguns momentos de 2016. Pela Luminosity, ele venceu o primeiro Major do Brasil no CS:GO e protagonizou um belo ace contra a Fnatic nas finais do Intel Extreme Masters (IEM) Katowice. Além disso, fnx venceu a ESL: One Cologne pela SK Gaming ainda em 2016. Fnx retornou ao competitivo em agosto de 2019 como jogador da RED Canids.

1) Raphael "cogu" Camargo

Raphael "cogu" Camargo teve uma carreira bem sucedida no CS 1.6, embora marcada pelas idas e vindas do competitivo — Foto: Reprodução/Facebook Raphael "Cogu" Camargo

Cogu é outro nome importante do CS brasileiro. Ele passou pela MIBR e g3nerationX, e venceu a LatinCup 2004, CPL Brazil e Chile (2005), digiLAB 2006, além doe outros títulos citados anteriormente. Ele é o brasileiro que mais faturou no CS 1.6, com a soma de US$ 38,2 mil (R$ 159,4 mil), sendo um dos nomes de maior destaque do país no jogo. Cogu foi eleito melhor jogador de CS 1.6 das Américas e ganhou uma homenagem no mapa Inferno. O jogador migrou para o CS:GO em 2012, e passou por times como paiN, INTZ e Falkol e-Sports, onde até agosto de 2019 atuou como coach.

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