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Por Gustavo Lima de Almeida, para o TechTudo


Jogos online competitivos, como League of Legends (LoL) e Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO), costumam ter diversos casos de toxicidade. Motivadas por frustrações dentro do jogo ou por insatisfação com os outros players, várias provocações passam dos limites ao reproduzirem preconceitos e ameaças. Esse mau comportamento também está presente entre pro players de esports, que são punidos quando reproduzem essas atitudes. Confira, a seguir, cinco jogadoras profissionais que foram banidas por toxicidade.

Jogadoras de esports já foram banidas permanentemente por ofensas durante campeonatos — Foto: Divulgação/Bully Hunters Jogadoras de esports já foram banidas permanentemente por ofensas durante campeonatos — Foto: Divulgação/Bully Hunters

Jogadoras de esports já foram banidas permanentemente por ofensas durante campeonatos — Foto: Divulgação/Bully Hunters

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Camila "Primata" Alves

Primata foi expulsa após desejar a morte de uma oponente — Foto: Reprodução/Riot Games Primata foi expulsa após desejar a morte de uma oponente — Foto: Reprodução/Riot Games

Primata foi expulsa após desejar a morte de uma oponente — Foto: Reprodução/Riot Games

O caso de Camila "Primata" Alves, jogadora de LoL, ocorreu em março de 2019 na final do Torneio Invocadoras. O campeonato é idealizado pela INTZ em parceria com o Projeto Sakuras e busca dar espaço para mulheres se destacarem no cenário competitivo do MOBA da Riot Games. Quando Shyz, uma jogadora do time inimigo, começou a passar mal e o jogo foi pausado, Primata se irritou com a demora e escreveu no chat da partida que "não tinha culpa da imunidade baixa dos adversários". No chat de voz do seu time, ela ainda disse: "tomara que morra também", enquanto suas companheiras pediam para que ela se acalmasse.

Como punição para o seu comportamento, Primata foi banida do campeonato e do Projeto Sakura como um todo, e foi proibida de disputar as finais do torneio, que acabaram sendo adiadas pelo mal súbito de Shyz. O time de Camila, Hamtaro Vem Aí, não tomou nenhuma punição.

Vitória "Vickgripe" Pires

Duas semanas antes da final do Torneio Invocadoras, a equipe da Hamtaro Vem Aí teve outro caso de toxicidade, dessa vez envolvendo a jogadora Vicky Gripe. Pouco depois da equipe se classificar para o campeonato, foram divulgados prints, nos quais a jogadora faz comentários racistas dentro do jogo e em servidores do Discord.

Após a INTZ e o próprio Projeto Sakura investigarem, a jogadora admitiu a culpa e foi afastada imediatamente do campeonato. O time Hamtaro Vem Aí não foi penalizado por conta das ofensas da jogadora terem acontecido antes de ela entrar no time, porém a equipe precisou buscar uma substituta rapidamente. Vitória admitiu a culpa e se desculpou em seu Twitter, mas desativou a conta da rede social logo depois.

Macaiyla

Macaiyla recebeu o banimento permanente de sua conta principal — Foto: Reprodução/Twitch TV Macaiyla Macaiyla recebeu o banimento permanente de sua conta principal — Foto: Reprodução/Twitch TV Macaiyla

Macaiyla recebeu o banimento permanente de sua conta principal — Foto: Reprodução/Twitch TV Macaiyla

Macaiyla é uma streamer americana que foi banida para sempre do League of Legends. Ela descobriu que foi punido durante uma transmissão ao vivo no dia 12 de novembro de 2019. Assim que entrou no jogo, ela recebeu a notificação do banimento e todos os espectadores puderam ver o histórico de mensagens com diversas ofensas.

A streamer também se envolveu em polêmicas com a Twitch TV em setembro do mesmo ano. Ela foi banida da plataforma por três dias após mostrar acidentalmente uma imagem contendo nudez na transmissão.

Diana "TR1GGERED" Ivanchenko

TR1GGERED participou da primeira equipe completamente feminina em uma liga competitiva — Foto: Reprodução/Vaevictis Esports TR1GGERED participou da primeira equipe completamente feminina em uma liga competitiva — Foto: Reprodução/Vaevictis Esports

TR1GGERED participou da primeira equipe completamente feminina em uma liga competitiva — Foto: Reprodução/Vaevictis Esports

TR1GGERED foi jogadora da Vaevictis eSports, o primeiro time com uma line up totalmente feminina da da LCL, a liga russa de League of Legends. A pro player recebeu uma punição diretamente da Riot Games e foi banida do jogo após ofender sua parceira de equipe Ankote. A jogadora foi denunciada por assédio, discriminação, humilhação e violação do código de ética proposta pela Riot Games.

Ela foi proibida de participar por dois jogos na semana quatro do campeonato, nos dias 16 e 17 de março, mas voltou ao elenco na semana seguinte. Como as ofensas ocorreram fora do ambiente competitivo e antes da pro player ter assinado contrato com a Vaevictis, a punição foi mais leve. Tanto TR1GGERED quanto a própria Vaevictis se desculparam publicamente pelo acontecimento.

Tatyana "Sindi" Gracheva

A jogadora Russa proferiu mensagens racistas para outro jogador — Foto: Divulgação/Fragbite A jogadora Russa proferiu mensagens racistas para outro jogador — Foto: Divulgação/Fragbite

A jogadora Russa proferiu mensagens racistas para outro jogador — Foto: Divulgação/Fragbite

Em maio de 2019, a jogadora Sindi foi banida pela Valve após ofender outro pro player. Na época, a atleta de CS:GO participava da equipe ACES Esports. Durante um jogo envolvendo vários jogadores profissionais nos servidores da FACEIT, uma discussão começou no chat da partida e Sindi disse ofensas de cunho racista para o jogador Noel "melonhead" Raki.

Melonhead tirou prints do chat e postou no Twitter em seguida. Sindi tentou se defender, mas recebeu um banimento de três dias da FACEIT somente como um aviso. A punição levantou críticas de vários fãs que julgavam o banimento como muito leve.

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