Internet

Por Ana Letícia Loubak, para o TechTudo


A Internet foi palco de uma série de polêmicas em 2019. Enquanto algumas chamam a atenção por seu caráter inusitado, como ocorreu quando a Amazon entregou urina para um cliente, outras promoveram debates sobre temas sérios, como racismo e sexismo. É o caso, por exemplo, da controvérsia envolvendo a busca de imagens do Google, que mostrou conteúdos pornográficos em pesquisas relacionando mulheres negras e educação.

O Instagram também não escapou das polêmicas neste ano. A rede social provocou uma verdadeira reviravolta em um caso envolvendo a partilha de uma herança milionária. Houve, ainda, muitas discussões envolvendo a ética no uso da tecnologia de reconhecimento facial como mecanismo de segurança. A seguir, confira ou relembre as dez maiores polêmicas da Internet em 2019.

Relembre: lista recapitula as dez maiores polêmicas na Internet em 2019 — Foto: Pond5 Relembre: lista recapitula as dez maiores polêmicas na Internet em 2019 — Foto: Pond5

Relembre: lista recapitula as dez maiores polêmicas na Internet em 2019 — Foto: Pond5

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1. Pornografia na busca do Google

Pesquisa no Google retorna imagens de sexo explícito — Foto: Reprodução/TechTudo Pesquisa no Google retorna imagens de sexo explícito — Foto: Reprodução/TechTudo

Pesquisa no Google retorna imagens de sexo explícito — Foto: Reprodução/TechTudo

A ferramenta de pesquisas do Google foi o centro de uma grande polêmica em outubro, quando usuários perceberam que a expressão “mulher negra dando aula” retornava conteúdo pornográfico na busca por imagens. A empresa pediu desculpas "àqueles que se sentiram impactados e ofendidos" e disse que estava investigando o problema. Não muitos dias depois, contudo, internautas notaram que outras combinações envolvendo mulheres e educação também traziam imagens de sexo explícito.

2. Viúva que perdeu herança milionária

Uma polêmica envolvendo o Instagram causou uma reviravolta no julgamento do processo de herança do cantor francês Johnny Hallyday. Usando as fotos publicadas pelo roqueiro na rede social, os filhos dos primeiros casamentos do astro conseguiram provar que o pai passara a maior parte dos seus dias na França, e não nos Estados Unidos, como alegara a viúva Laeticia Hallyday. Com isso, eles ganharam o direito a partilhar a herança milionária deixada pelo cantor, que havia nomeado a esposa como única herdeira da fortuna.

3. Câmera espiã

Proposta de aliar reconhecimento facial e segurança pública gera polêmicas em Londres — Foto: Reprodução/iStock Proposta de aliar reconhecimento facial e segurança pública gera polêmicas em Londres — Foto: Reprodução/iStock

Proposta de aliar reconhecimento facial e segurança pública gera polêmicas em Londres — Foto: Reprodução/iStock

A polêmica em torno da tecnologia de reconhecimento facial, empregue pela polícia como mecanismo de segurança pública, inflamou uma série de discussões na Europa neste ano. Em maio, por exemplo, um relatório divulgado pela Prefeitura de Londres demonstrou preocupação com a possibilidade de os softwares reforçarem ou perpetuarem racismo e preconceitos de gênero. Segundo o texto, ainda existem importantes questões éticas envolvidas na adoção da "câmera espiã" pela polícia.

4. App para espionar amigos no Instagram

Like Patrol: aplicativo para espionar amigos gerou polêmica no Instagram — Foto: Divulgação/Like Patrol Like Patrol: aplicativo para espionar amigos gerou polêmica no Instagram — Foto: Divulgação/Like Patrol

Like Patrol: aplicativo para espionar amigos gerou polêmica no Instagram — Foto: Divulgação/Like Patrol

O aplicativo Like Patrol elevou as possibilidades de stalking no Instagram a outro nível e gerou polêmica na Internet. A ferramenta fez sucesso após a extinção da aba 'Seguindo', em outubro, e trouxe de volta não apenas a exibição dos likes e perfis que o usuário seguiu, mas também um ranking com os maiores fãs da pessoa espionada. Disponível na App Store desde julho, o Like Patrol foi removido da loja em novembro por violação dos termos de serviço.

5. Amazon entregando urina

Amazon entrega urina para cliente e gera polêmica — Foto: Divulgação/Amazon Amazon entrega urina para cliente e gera polêmica — Foto: Divulgação/Amazon

Amazon entrega urina para cliente e gera polêmica — Foto: Divulgação/Amazon

Um caso inusitado envolvendo a Amazon chamou a atenção da Internet em maio. Um homem de Tuscumbia, no Alabama, comprou uma cortina de chuveiro e, ao abrir a caixa, encontrou um pote contendo a urina de uma mulher. Avisada sobre a confusão, a gigante do e-commerce pediu desculpas e providenciou a entrega da cortina. Não se sabe, porém, o que levou o pote a ser confundido com uma remessa.

6. Reconhecimento facial e prisões

Em mais um capítulo de polêmicas envolvendo a adoção da tecnologia de reconhecimento facial pela polícia, a Universidade de Essex, em Londres, descobriu que o mecanismo leva a um volume relevante de erros de identificação. Após terem acesso a seis testes, pesquisadores da instituição relataram que, de 42 pessoas sinalizadas pelo software de reconhecimento facial, 22 foram detidas. Destas, apenas oito eram procuradas pela justiça. Ainda segundo os acadêmicos, a maior parte dos erros aconteceu em decorrência da pressa que a polícia tinha em abordar os suspeitos antes da checagem de dados.

7. ImageNet Roulette

Site usa inteligência artificial para classificar fotos e causa polêmica — Foto: Reprodução/Filipe Garrett Site usa inteligência artificial para classificar fotos e causa polêmica — Foto: Reprodução/Filipe Garrett

Site usa inteligência artificial para classificar fotos e causa polêmica — Foto: Reprodução/Filipe Garrett

A lista de polêmicas envolvendo inteligência artificial (IA) é extensa. Em setembro, o ImageNet Roulette, projeto artístico que usa a tecnologia para categorizar rostos de pessoas a partir de fotos, levantou debates acalorados ao classificar fotos de pessoas de etnias diversas com termos ofensivos de cunho racista. A palavra “homem”, por exemplo, pode estar relacionada a termos como “criminoso” na mesma medida em que pode estar vinculada a “atleta” ou “médico”. A questão, no entanto, é que as chances de a IA classificar um homem como ladrão aumentam se ele não for branco.

8. 'OK' vira símbolo de ódio

Fotos com sinal de 'OK' são removidas do Instagram após gesto entrar para a lista de símbolos de ódio — Foto: Divulgação/Emojipedia Fotos com sinal de 'OK' são removidas do Instagram após gesto entrar para a lista de símbolos de ódio — Foto: Divulgação/Emojipedia

Fotos com sinal de 'OK' são removidas do Instagram após gesto entrar para a lista de símbolos de ódio — Foto: Divulgação/Emojipedia

Tradicionalmente empregue como sinônimo de aprovação ou de que está tudo bem, o sinal de 'OK' com as mãos entrou para a lista de símbolos de ódio em outubro, após ser apropriado por grupos extremistas. O gesto, que também é um emoji popular, passou a ser usado como expressão da supremacia branca e, por isso, foi censurado pelo Instagram. Desde 10 de outubro, a rede social deleta fotos de usuários que reproduzem o sinal de OK. A medida tem o objetivo de combater o discurso de ódio no ambiente online.

9. Twitter e fake news

Ferramenta do Twitter é alvo de polêmica que envolve fake news — Foto: Helito Beggiora/TechTudo Ferramenta do Twitter é alvo de polêmica que envolve fake news — Foto: Helito Beggiora/TechTudo

Ferramenta do Twitter é alvo de polêmica que envolve fake news — Foto: Helito Beggiora/TechTudo

O idealizador do botão "Retweet" do Twitter, Chris Wetherell, confessou ter se arrependido de criar a ferramenta de interatividade. Isso porque o recurso foi apontado como um dos propulsores da viralização de fake news nas redes sociais. Antes do botão de Retweet, quando um usuário queria republicar um post, tinha que fazê-lo manualmente, copiando e colando o texto. Com a automatização do processo e a consequente praticidade na disseminação do conteúdo, a leitura se tornou mais dinâmica e a ação ficou mais impulsiva e menos reflexiva, o que abriu caminho para a divulgação massiva de notícias falsas.

10. YouTube e homofobia

YouTube criou polêmica com homofobia nos Estados Unidos — Foto: Rodrigo Fernandes/TechTudo YouTube criou polêmica com homofobia nos Estados Unidos — Foto: Rodrigo Fernandes/TechTudo

YouTube criou polêmica com homofobia nos Estados Unidos — Foto: Rodrigo Fernandes/TechTudo

Em junho, o YouTube esteve no centro de uma polêmica por se recusar a remover vídeos homofóbicos e racistas. O jornalista Carlos Maza, que é gay e latino descendente de cubanos, reportou ao portal uma série de vídeos em que o comediante Steven Crowder faz piadas sobre sua sexualidade e raça, mas nunca obteve resposta. Após postar no Twitter um compilado com todas as falas ofensivas do humorista, ele conseguiu chamar a atenção do YouTube, que disse que iria investigar o caso. Após a análise, porém, a empresa alegou que os comentários de Crowder não violam as políticas da plataforma. O posicionamento recebeu críticas nas redes sociais.

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