Jogos de aventura

Por Bruno Magalhães, para o TechTudo


Donkey Kong é a popular franquia do gorila da Nintendo. Quando o assunto é jogos de plataforma, é impossível não lembrar da Nintendo e do seu icônico catálogo de séries. Donkey Kong, assim como Super Mario Bros., foi um dos grandes responsáveis por marcar a infância de muitos jogadores e é um nome forte no gênero ainda hoje em dia.

Um dos grandes responsáveis pela sua popularidade no início foi certamente o estilo gráfico que, embora tenha sofrido alterações com o passar dos anos, fez uma estreia que se sobressaiu em relação aos concorrentes na década de 90. Para entender um pouco de como a franquia evoluiu ao longo dos anos, do Nintendinho ao Nintendo Switch, especialmente nos quesitos gráficos, o TechTudo organizou a lista a seguir.

Donkey Kong: confira a evolução dos gráficos da franquia da Nintendo — Foto: Reprodução/YouTube Donkey Kong: confira a evolução dos gráficos da franquia da Nintendo — Foto: Reprodução/YouTube

Donkey Kong: confira a evolução dos gráficos da franquia da Nintendo — Foto: Reprodução/YouTube

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A cada novo lançamento, além de retoques no visual, os jogos da franquia Donkey Kong também apostavam em mecânicas inéditas de gameplay. Isso rendeu novos personagens jogáveis como Dixie e Kiddy Kong, vários animais aliados que serviam como montarias, tais como o rinoceronte Rambi, o sapo Winky e o peixe-espada Enguarde e muito mais.

1. Donkey Kong (1981)

A estreia de Donkey Kong no mundo dos jogos não ocorreu com um jogo de plataforma em que ele era um protagonista, mas sim um vilão. Lançado em 1981 para máquinas de fliperama e apenas em 1983 para Nintendinho, o jogo estrelava Jump Man, que era o Mario antes de se transformar no personagem que conhecemos hoje em dia, que tinha que resgatar a donzela Pauline que foi raptada pelo gorila. O herói tinha que desviar de barris, chamas e outros obstáculos que eram jogados pelo cenário vertical para, então, alcançar a donzela e passar de fase.

Donkey Kong era um vilão na sua estreia para arcades. — Foto: Divulgação/Nintendo Donkey Kong era um vilão na sua estreia para arcades. — Foto: Divulgação/Nintendo

Donkey Kong era um vilão na sua estreia para arcades. — Foto: Divulgação/Nintendo

Os gráficos 8-Bits são bastante simplórios com os olhos de hoje em dia, mas Donkey Kong já apresentava carisma mesmo nesta época e o jogo foi um dos maiores sucessos dos arcades.

2. Donkey Kong Country (1994)

Na geração 16-Bits com o Super Nintendo, a Rare foi a encarregada por produzir a trilogia Donkey Kong Country que levou o carismático gorila a um novo patamar. Muitos jogadores conheceram o personagem apenas com esta série de jogos e foram surpreendidos pela qualidade gráfica que era muito além de outros jogos de plataforma da época. Os personagens eram mais realistas graças a uma técnica que transformava modelos tridimensionais em sprites para serem utilizados no console. O jogo também foi o responsável por introduzir Diddy Kong como um personagem jogável e o icônico vilão King K. Rool, que roubou as milhares de bananas que eram o tesouro dos primatas.

Donkey Kong Country surpreendeu com belos gráficos e definiu o novo padrão dos jogos da série — Foto: Reprodução/Nerdist Donkey Kong Country surpreendeu com belos gráficos e definiu o novo padrão dos jogos da série — Foto: Reprodução/Nerdist

Donkey Kong Country surpreendeu com belos gráficos e definiu o novo padrão dos jogos da série — Foto: Reprodução/Nerdist

A trilogia Donkey Kong Country investiu inteiramente neste estilo gráfico e, até hoje, é considerada o ápice da franquia para muitos fãs.

3. Donkey Kong 64 (1999)

Na geração do Nintendo 64, a série Donkey Kong apostou inteiramente em gráficos tridimensionais com Donkey Kong 64, mas dividiu muitas opiniões, principalmente em razão do forte momento vivenciado pela série Donkey Kong Country. O jogo apresentava cinco personagens jogáveis: os já conhecidos Donkey Kong e Diddy Kong e os inéditos Lanky Kong, Tiny Kong e Chunky Kong. A perspectiva de jogabilidade era muito semelhante à de jogos como Super Mario 64, Conker Bad Fur Day e Banjo-Kazooie, que foram algumas das referências em jogos de plataforma 3D na época. Este foi o último jogo da série desenvolvido pela Rare, que agora é um estúdio da Microsoft.

Donkey Kong 64 bebeu da fonte de outros jogos de plataforma 3D da época. — Foto: Reprodução/Nintendo Donkey Kong 64 bebeu da fonte de outros jogos de plataforma 3D da época. — Foto: Reprodução/Nintendo

Donkey Kong 64 bebeu da fonte de outros jogos de plataforma 3D da época. — Foto: Reprodução/Nintendo

4. Donkey Kong Jungle Beat (2003)

Na geração do GameCube, Donkey Kong Jungle Beat foi lançado com uma premissa curiosa: jogar com o uso do periférico DK Bongos, que eram tambores utilizados para a movimentação do gorila com base em batuque. O jogo aproveitava o poder do console e era um incrível salto visual em relação ao Donkey Kong 64, tanto que era possível perceber a pelagem do protagonista. O jogo também teve um foco na força bruta do personagem, apresentando sequências de socos com efeitos exagerados que permanecem como uma das características da série ainda hoje.

Donkey Kong tinha uma pelagem mais realista e voltava ao estilo de plataforma tradicional em Jungle Beat. — Foto: Reprodução/Nintendo Donkey Kong tinha uma pelagem mais realista e voltava ao estilo de plataforma tradicional em Jungle Beat. — Foto: Reprodução/Nintendo

Donkey Kong tinha uma pelagem mais realista e voltava ao estilo de plataforma tradicional em Jungle Beat. — Foto: Reprodução/Nintendo

Posteriormente, o jogo foi lançado para Nintendo Wii sob a categoria "New Play Control!", que adaptava jogos do GameCube para uma nova forma de jogar no console com sensor de movimentos. Isso deu a oportunidade para muitas pessoas conhecerem o jogo, pois não tiveram o acessório DK Bongos na época do lançamento original.

5. Donkey Kong Country Returns (2010)

Após muitos anos participando apenas de outros jogos como convidado, Donkey Kong voltou à formula clássica com Donkey Kong Country Returns no Nintendo Wii. A ideia do jogo era apelar aos fãs da trilogia original do Super Nintendo com um jogo de plataforma digno do que havia de melhor na época — mas, agora, sem o uso de bongos. Os gráficos eram muito chamativos não apenas pelos modelos dos personagens, mas também por decisões de design que davam origem a fases em que os macacos cumpriam os objetivos sobre a luz do pôr do sol, de tal modo que era possível enxergar apenas as suas silhuetas.

Donkey Kong Country Returns apela diretamente aos fãs da trilogia do Super Nintendo. — Foto: Reprodução/Nintendo Donkey Kong Country Returns apela diretamente aos fãs da trilogia do Super Nintendo. — Foto: Reprodução/Nintendo

Donkey Kong Country Returns apela diretamente aos fãs da trilogia do Super Nintendo. — Foto: Reprodução/Nintendo

6. Donkey Kong Country: Tropical Freeze (2014 - 2018)

Aproveitando o sucesso de Donkey Kong Country Returns, a Nintendo desenvolveu uma sequência chamada Donkey Kong Country: Tropical Freeze que foi lançada originalmente para Wii U e, em 2018, para Nintendo Switch. Além de ser o ápice visual da franquia e um dos mais carismáticos de todos, o jogo também conta com a trilha sonora composta por David Wise, que foi o mesmo responsável pela trilogia do Super Nintendo. O jogo chama muita atenção pelo seu alto nível de desafio e foi muito bem recebido pelo público.

Sem abandonar a etiqueta "Country", Tropical Freeze é o jogo mais bonito da série Donkey Kong. — Foto: Reprodução/Nintendo Sem abandonar a etiqueta "Country", Tropical Freeze é o jogo mais bonito da série Donkey Kong. — Foto: Reprodução/Nintendo

Sem abandonar a etiqueta "Country", Tropical Freeze é o jogo mais bonito da série Donkey Kong. — Foto: Reprodução/Nintendo

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