Por Thaime Lopes, Para o TechTudo


PUBG Mobile, versão para dispositivos móveis Android e iPhone (iOS) do PlayerUnknown’s Battlegrounds, registrou em dezembro de 2019 a marca de 600 milhões de downloads. Com isso, o Battle Royale tornou-se o segundo jogo mais baixado do mundo inteiro no ano. A marca representa um crescimento de mais de 200 milhões de jogadores nos últimos 18 meses, fazendo com que o título se tornasse o mais lucrativo do gênero com valores acima de US$ 1 bilhão. Dessa forma, a versão mobile fica atrás apenas do concorrente Free Fire, que foi o jogo mais baixado no mesmo período. Confira a seguir outros quatro marcos importantes do PUBG Mobile em 2019.

PUBG Mobile é um dos grandes sucessos do gênero Battle Royale — Foto: Divulgação/Tencent

1. Lançamento e sucesso de Game for Peace

PUBG Mobile chegou a obter 70 milhões de jogadores ativos diariamente durante seu período de atividade na China antes de ser banido no país em maio deste ano. As leis chinesas inviabilizaram o jogo na região, o que forçou a Tencent a substituir o PUBG por um Battle Royale similar, chamado Game for Peace. A nova versão, com temática patriota e menos violência, faturou mais de US$ 14 milhões em 72 horas após seu lançamento e até dezembro esse valor já ultrapassava US$ 614 milhões, marcando novamente o sucesso da desenvolvedora no país asiático.

Tabela mostra crescimento significativo nos ganhos do PUBG após lançamento de Game for Peace — Foto: Reprodução/Sensor Tower

2. Lite chega ao Brasil

Em agosto de 2019 a versão mais leve do PUBG Mobile chegou a diversos países da América do Sul, inclusive o Brasil. Com 491 MB de tamanho, o Lite atende ao público que não possui um celular potente, já que os requisitos para rodar a versão são mais simples. Dentre as mudanças, o mapa do jogo foi diminuído, o máximo de players por partida caiu de 100 para 40 e um software para aperfeiçoar a mira em dispositivos com redes de internet mais lentas foi incluído. O gráfico e os efeitos sonoros do game, entretanto, são bem similares à versão original do PUBG Mobile.

Apesar de mais leve, versão Lite não afeta qualidade do jogo — Foto: Divulgação/Tencent

3. Banimento por hack

2019 foi o ano em que a Tencent mais investiu em banir jogadores que utilizam hacks no jogo. As novas medidas, que incluem um maior envolvimento da desenvolvedora com a comunidade para entender como e quando os hackers atuam, resultou em centenas de milhares de contas banidas. As ações da desenvolvedora refletem a preocupação da maioria dos jogos atuais em fornecerem um ambiente seguro para seus players e, segundo o site Polygon, mais de 300 pessoas que trabalham na companhia são 100% dedicadas ao sistema anti-hacks do game. Os jogadores também podem reportar situações de trapaça por meio de um sistema acessível inclusive durante as partidas.

Tabela mostra exemplos de motivos de banimento — Foto: Reprodução/Tencent

4. Números no competitivo

O PUBG Mobile Club Open (PMCO) é a principal competição do jogo e esse ano recebeu um alto número de espectadores para acompanhar as partidas via streaming. Entre as duas fases do torneio, as visualizações ultrapassaram a marca de um milhão, com transmissão traduzida para 15 idiomas diferentes. O valor do primeiro lugar no PMCO Fall Split, conquistado pela equipe da Indonésia Bigetron RA, também foi alto: US$ 205 mil, algo em torno de R$ 823 mil na cotação atual. O sucesso do competitivo foi tão grande que, para 2020, a Tencent anunciou a Liga Mundial com prêmios que ultrapassarão os US$ 5 milhões, equivalente a R$ 20 milhões em conversão direta.

Liga Mundial será dividida em duas etapas, com a primeira começando em maio de 2020 — Foto: Divulgação/Tencent

Mais do TechTudo