Segurança

Por Marcela Franco, para o TechTudo


O número de usuários de stalkerware, aplicativo para espionar namorado(a), aumentou de 40.386, em 2018, para 67.500 em 2019, segundo relatório publicado nesta terça-feira (25) pela empresa de segurança Kaspersky. A pesquisa analisou as ameaças cibernéticas que atacaram celulares em 2019, de acordo com dados fornecidos por usuários dos aplicativos da fabricante russa. Os números indicam duas tendências: o crescimento de espionagem sem consentimento por stalkerwares e de roubo de dados bancários por cavalos de Troia. Confira na lista a seguir as cinco principais ameaças de segurança a celulares em 2019 e saiba como se proteger delas.

Veja quais foram as ameças mais comuns em 2019, segundo o relatório da Kaspersky — Foto: Pond5

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1. Uso de espião cresce

O número de vítimas de aplicativos stalkerwares aumentou de 40.386, em 2018, para 67.500, em 2019. O software disponibiliza a terceiros dados pessoais de usuários, como mensagens e a localização do celular. Os aplicativos de rastreamento mais sofisticados podem coletar quase todos os arquivos do dispositivo atacado, como fotos, telefonemas, textos e registro de teclas.

Stalkerwares são proibidos no Google Play, contudo eles podem ser encontrados nos sites de desenvolvedores e em portais de procedência duvidosa, o que aumenta o risco de brechas de segurança e golpes. É preciso prestar atenção a sinais importantes, como uso excessivo de dados móveis e consumo demasiado de bateria, para descobrir se o seu celular está sendo espionado por alguém.

Uso de app espião cresce em 2019 com stalkerware — Foto: Reprodução/Kaspersky Lab

2. Novas formas de roubar dados bancários

Em 2019 foi detectado um novo método para interceptar dados bancários para aplicá-los em golpes financeiros. Até então, o roubo de informações de correntistas pelo celular acontecia por meio de transferências via mensagens SMS ou pela criação de páginas falsas de banco para obter os dados necessários. Contudo, o trojan bancário detectado pela Kaspersky em 2019 interceptava os dados bancários a partir da manipulação de aplicativos de Internet Banking.

O ataque é aplicado a partir do envio de uma notificação push no celular que seria supostamente do banco. O usuário acessa a aba para entrar no aplicativo e tem o smartphone infectado. O malware explora a ferramenta de acessibilidade para ter acesso total ao celular e movimentar o dinheiro da conta bancária de maneira remota. É importante acessar aplicativos bancários apenas por dados móveis para evitar vulnerabilidades de redes Wi-Fi, e instalar um antivírus no celular para proteger o sistema.

Aplicativos de banco para celular são seguros, mas é preciso tomar alguns cuidados com trojans bancários — Foto: Rodrigo Fernandes/TechTudo

3. A detecção de trojans bancários diminuiu

Apesar da descoberta de um novo trojan bancário, o número de instalação de ameaças do tipo diminuiu. A queda se deve à campanha de distribuição do Trojan Asacub, que despencou em abril do ano passado. Os países com mais vítimas desse app malicioso foram Rússia, África do Sul, Austrália e Espanha.

4. Número de vítimas de adware se mantém

Embora a quantidade de vítimas de adware tenha se mantido em 2019 em relação ao ano anterior, o número de instalação da ameaça teve um aumento considerável de 440.098 para 764.265 detecções, em 2019. Essa é a ameaça mais comum e o grande número de vítimas acontece porque, como o app não costuma ter funcionalidades além de exibir anúncios, a vítima exclui a ameaça e o código malicioso é neutralizado do celular.

O Google tem tomado ações mais ofensivas sobre aplicativos do tipo adware. A empresa removeu, na última semana, quase 600 apps da loja do Android, que tinham mais de 4,5 bilhões de downloads, sob a suspeita de exibirem anúncios em excesso no celular de usuários. A publicidade considerada "disruptiva" pelo Google costuma afetar a usabilidade do smartphone e exibir pop-ups mesmo quando o app está fechado.

Google Play pode abrigar aplicativos maliciosos — Foto: Rodrigo Fernandes/TechTudo

5. Aplicativos maliciosos se infiltram na Google Play Store

Criminosos se aproveitam da confiança de usuários na Play Store para infiltrar aplicativos maliciosos na loja e, assim, atingir um maior número de vítimas. O CamScanner é um caso de destaque de apps maliciosos: o programa apresentava uma biblioteca de publicidade com componente malicioso, apesar de cumprir a finalidade do app de escanear documentos com a câmera do celular. Apesar dos relatos, a instalação de aplicativos maliciosos pela Play Store diminuiu em 2019, quando comparada com 2018.

Contudo, vale tomar cuidado ao baixar aplicativos no celular. É possível reconhecer se o app em questão é seguro ou não com alguns pontos. Conferir a avaliação e comentários de usuários, ver a frequência de atualização, e pesquisar mais informações sobre a fabricante são algumas das dicas para se proteger na hora de baixar apps.

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