Máquinas de cartão

Por Yuri Hildebrand, da Redação


O Carnaval é celebrado de diversas maneiras pelo Brasil. Para curtir os bloquinhos, é importante tomar alguns cuidados, principalmente na hora de comprar uma cerveja ou lanche, por exemplo. Isso porque um pequeno descuido pode acabar com a alegria do dia, e resolver o problema pode ser ainda mais cansativo, já que os bancos não abrem no Carnaval. Pensando nisso, o TechTudo entrevistou o analista de segurança da Kaspersky Thiago Marques e listou algumas dicas para evitar golpes em pagamentos via cartão físico, celular com NFC e QR Code durante o feriado.

Pagamentos digitais podem ser uma forma interessante de evitar golpes, mas é importante ter cuidado — Foto: Marvin Costa/TechTudo Pagamentos digitais podem ser uma forma interessante de evitar golpes, mas é importante ter cuidado — Foto: Marvin Costa/TechTudo

Pagamentos digitais podem ser uma forma interessante de evitar golpes, mas é importante ter cuidado — Foto: Marvin Costa/TechTudo

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Identificar o cartão

Na hora de pagar qualquer coisa no meio da rua, é importante manter seu cartão sempre à vista. Atualmente, modelos de bancos digitais como Nubank, Banco Inter, Next, Credicard e Banco Original, por exemplo, seguem padrões parecidos, o que pode confundir o usuário. Além da cor e do desenho, há casos em que os números ficam apenas na parte de trás do cartão.

O Nubank lançou recentemente uma hashtag incentivando as pessoas a colarem adesivos em seus cartões para facilitar a identificação. Dessa forma, golpistas teriam maior dificuldade na hora de trocar um cartão pelo outro, prática que acontece quando o cliente fica distraído.

Cartões do Nubank têm padrão que pode confundir usuários — Foto: Dvulgação/Nubank Cartões do Nubank têm padrão que pode confundir usuários — Foto: Dvulgação/Nubank

Cartões do Nubank têm padrão que pode confundir usuários — Foto: Dvulgação/Nubank

Thiago Marques, analista da Kaspersky, lembra que, o simples acesso ao número do cartão, sua data de validade e seu código de segurança, é suficiente para realizar compras online. Dessa forma, é importante ficar atento não apenas ao item em si, mas também ao que está acontecendo ao redor, além de acompanhar as transações pelo aplicativo para reconhecer possíveis cobranças indevidas. Quanto mais rápido o usuário percebe situações como essa, mais rápido medidas podem ser tomadas a respeito.

Ficar atento à máquina

De acordo com o especialista, também é importante analisar bem o lugar e a maquininha que será utilizada na compra. Locais suspeitos ou pouco confiáveis exigem maior cautela por parte do consumidor para evitar inserir o cartão em modelos adulterados. Apesar disso, Thiago reforça que o fato de um aparelho estar velho ou mal conservado não indica fraude: "Normalmente a alteração é interna, e é muito difícil para o usuário identificar essa mudança". De qualquer forma, vale atentar a possíveis modificações externas, como um segundo teclado ou algo do tipo.

Também é interessante conhecer alguns modelos que podem estar sendo usados durante o Carnaval. Esses aparelhos têm como objetivo facilitar as vendas por parte de pequenos e médios comerciantes, e também ajuda bastante o consumidor durante eventos na rua, por exemplo. Entre as maquininhas que podem ser encontradas durante o Carnaval estão a Minizinha e a Moderninha Plus, da PagSeguro, a Pop, da Credicard, e a SuperGet Mobile, da Getnet, empresa ligada ao Santander.

Moderninha Plus é uma das máquinas de cartão que podem ser encontrados facilmente pelas ruas brasileiras no Carnaval — Foto: Divulgação/PagSeguro Moderninha Plus é uma das máquinas de cartão que podem ser encontrados facilmente pelas ruas brasileiras no Carnaval — Foto: Divulgação/PagSeguro

Moderninha Plus é uma das máquinas de cartão que podem ser encontrados facilmente pelas ruas brasileiras no Carnaval — Foto: Divulgação/PagSeguro

Conferir o valor antes de pagar

Conferir o valor antes de pagar pode ser algo básico, mas durante o Carnaval essa prática nem sempre é seguida devidamente. Mesmo em meio à festa, é muito importante verificar a tela da maquininha para evitar surpresas no futuro. Portanto, caso o aparelho tenha um visor muito escuro ou apagado por algum motivo, é preferível pagar no dinheiro ou, se for o caso, procurar outro vendedor que aceite cartão.

Caso a ideia seja utilizar o celular na compra, por aproximação, vale ainda conferir o valor que foi pago na mesma hora. Isso pode ser feito em diversos aplicativos, como Apple Pay, Google Pay e Samsung Pay. A dica também vale para pagamentos por QR Code, via Ame Digital, PicPay e Mercado Pago, por exemplo.

Desligar o NFC ou desabilitar o pagamento por contato nos cartões

Um golpe que é bastante possível em grandes aglomerações é o de aproximar a máquina preparada para receber um pagamento por aproximação do bolso de uma pessoa distraída. Caso um cartão habilitado ou celular com NFC ligado esteja ali, compras de até R$ 50 podem passar sem pedir nenhum tipo de senha ou validação.

Bancos digitais, como o Nubank, permitem desabilitar a função pelo aplicativo — Foto: Reprodução/Beatriz Cardoso Bancos digitais, como o Nubank, permitem desabilitar a função pelo aplicativo — Foto: Reprodução/Beatriz Cardoso

Bancos digitais, como o Nubank, permitem desabilitar a função pelo aplicativo — Foto: Reprodução/Beatriz Cardoso

No caso dos smartphones, o usuário pode simplesmente desligar a função ou configurar os aplicativos para pedir uma aprovação antes de realizar as transações. Também é possível fazer essa modificação em cartões físicos por meio dos respectivos apps. Mas, como nem sempre esse ajuste está evidente na interface do software, pode ser melhor evitar utilizar modelos do tipo durante os blocos de Carnaval.

Utilizar uma carteira

Segundo Thiago, um hábito que facilita golpes desse tipo é transportar cartões em capinhas finas ou plásticos como de cédulas de identidade, por exemplo. Os pagamentos por aproximação acontecem ao manter a maquininha bastante próxima do celular ou cartão, mas não é necessário encostar totalmente as superfícies. Sem estar em uma carteira, por exemplo, o item tem menos camadas de proteção física. "Dentro de uma carteira, você tem mais coisas que poderiam interferir nesse sinal. Mas só o cartão, no suporte plástico, facilita bastante esse tipo de ataque", afirma o especialista.

Atualmente, é possível encontrar diversos modelos de carteira com bloqueador de sinal, que impede as maquininhas de captarem o NFC do cartão. Existem modelos de diversos tipos e preços para comprar no Brasil, além de opções à venda por menos de R$ 20 em sites de importação.

Regular o limite disponível pelo aplicativo

Em alguns casos, é possível ajustar o quanto de limite fica disponível para ser usado; vale consultar seu banco a respeito — Foto: Reprodução/Helito Beggiora Em alguns casos, é possível ajustar o quanto de limite fica disponível para ser usado; vale consultar seu banco a respeito — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

Em alguns casos, é possível ajustar o quanto de limite fica disponível para ser usado; vale consultar seu banco a respeito — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

Outro ponto que pode ajudar a diminuir os riscos de golpes na hora de comprar é controlar o limite disponível no seu cartão de crédito, o que é possível em aplicativos de bancos digitais. Dessa forma, o risco de golpes diminui, já que a compra pode nem passar dependendo do valor disponível. Caso seu cartão seja de empresas tradicionais, como Bradesco, Itaú e Santander, por exemplo, vale consultar o banco para saber se é possível realizar esse tipo de ajuste no limite.

E o QR Code?

Pagamentos por QR Code, como Ame Digital, PicPay e Mercado Pago, podem ser um meio interessante de comprar no Carnaval. Além da oferta de cashback, esse tipo de serviço requer uma atenção maior do usuário, que fica com a responsabilidade de digitar o valor da compra. Dessa forma, como praticamente todo o processo é feito pelo consumidor, o risco de golpes é muito baixo.

Pagamentos por QR Code são uma forma segura de comprar – pelo menos, por enquanto — Foto: Divulgação/Ame Digital Pagamentos por QR Code são uma forma segura de comprar – pelo menos, por enquanto — Foto: Divulgação/Ame Digital

Pagamentos por QR Code são uma forma segura de comprar – pelo menos, por enquanto — Foto: Divulgação/Ame Digital

Thiago Marques afirma que, até o momento, nenhum tipo de fraude envolvendo essa modalidade foi encontrada, o que não significa que seja impossível. "O pagamento por QR Code é, no modo geral, uma forma de pagamento relativamente segura (...) Mas, nada nessa parte de tecnologia será 100%", completa o especialista. Vale a atenção redobrada do usuário ao digitar o valor, e também de quem está do outro lado, vendendo, para não receber menos pelo produto.

Qual é melhor?

Os pagamentos digitais, por meio de celular ou QR Code, têm uma vantagem importante, já que o consumidor pode acompanhar suas compras pelos respectivos aplicativos em tempo real e até incluir mais validações. De qualquer forma, o analista de segurança da Kaspersky atenta para outro problema: a segurança pública.

Pagamentos via dispositivos facilitam a vida do usuário, mas, em caso de roubo ou furto, a dor de cabeça pode não compensar — Foto: Divulgação/Apple Pagamentos via dispositivos facilitam a vida do usuário, mas, em caso de roubo ou furto, a dor de cabeça pode não compensar — Foto: Divulgação/Apple

Pagamentos via dispositivos facilitam a vida do usuário, mas, em caso de roubo ou furto, a dor de cabeça pode não compensar — Foto: Divulgação/Apple

O uso de dispositivos na hora de comprar pode até diminuir os riscos de golpes. Mas, em caso de furto ou roubo, a dor de cabeça pode ser maior. Por conta disso, a melhor dica continua sendo dar preferência ao dinheiro ou a cartões desabilitados para pagamentos por aproximação.

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