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Por Clara Fabro, para o TechTudo


O WhatsApp Pay representa uma nova modalidade para transferências de dinheiro entre os usuários do mensageiro, disponível para Android e iPhone (iOS). O serviço possui uma versão piloto na Índia, e pode chegar ao Brasil e a outros países até o final deste ano, de acordo com declaração feita na última semana por Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, companhia responsável pelo app de mensagens desde 2014.

Em reunião da empresa, Zuckerberg previu testar em breve o WhatsApp Pay no Brasil, devido ao grande número de usuários do país. A nova plataforma de serviços do WhatsApp surge como forma de expansão dos negócios do Facebook, que tem focado em novos modelos de transferência virtuais com a criação do Facebook Pay e da criptomoeda Libra. Confira, na lista abaixo, o que se sabe até agora sobre esta nova ferramenta e quais são as praticidades que podem ser trazidas por ela.

WhatsApp Pay: entenda função de pagamentos que deve ser testada no Brasil — Foto: Nicolly Vimercate/TechTudo

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1. O que é o WhatsApp Pay?

O WhatsApp Pay é uma nova modalidade de serviço disponibilizada pelo Facebook. A função permite que usuários efetuem pagamentos pelo aplicativo de mensagens, e tem como objetivo facilitar transferências bancárias. Em 2018, a novidade recebeu aprovação para período de testes na Índia, país que mais utiliza o mensageiro no mundo — são cerca de 200 milhões de usuários ativos diários no mensageiro.

As transações ocorreram por meio do sistema UPI (Unified Payments Interface ou Interface de Pagamentos Unificados, em tradução livre), e foram utilizadas por mais de um milhão de usuários. A maior dificuldade enfrentada pela empresa até agora compreende questões de licença. O UPI funciona por meio da National Payments Corporation of India, empresa que possibilita as transações financeiras no país.

WhatsApp ofereceria transferências financeiras sem cobrança de taxas — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo

Contudo, a licença do WhatsApp Pay não foi aprovada na Índia ainda por motivos de regulamentação de dados de usuários e questões de privacidade, o que impede que o serviço seja utilizado em outros países por enquanto. Mas a promessa de Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, é que a modalidade chegue a países como Brasil, México e Indonésia nos próximos seis meses.

2. O WhatsApp Pay vem para o Brasil?

Segundo o site Economic Times, o lançamento do WhatsApp Pay foi confirmado por Zuckerberg em uma reunião realizada pela companhia na última quinta-feira (30), e promete trazer o serviço a território nacional nos próximos seis meses, já que o país possui grande número de usuários ativos no app.

O site especializado WABetaInfo já previra o teste da ferramenta no país em fevereiro do ano passado, e publicou no Twitter que o WhatsApp também implementou suporte ao serviço para usuários da Espanha, México e Reino Unido — além da Índia, único país onde o experimento foi efetivado até agora.

3. Qual a diferença entre Facebook Pay, WhatsApp Pay e Libra, a moeda virtual?

Além do WhatsApp Pay, o Facebook tem mostrado grande interesse em estabelecer formas próprias para pagamentos em outras plataformas da empresa. Nesse sentido, a companhia divulgou o Facebook Pay em novembro do ano passado, ferramenta de pagamentos do Facebook e Messenger, que até agora está disponível apenas nos Estados Unidos.

A plataforma de transferências do Facebook suporta a maioria das bandeiras de cartões de crédito e débito, além de aceitar também pagamentos via PayPal e Stripe. O Facebook Pay permite realizar transferências em dinheiro de pessoa para pessoa via Messenger, realizar compras em jogos, adquirir ingressos e participar de “vaquinhas” online, além de concluir compras em lojas selecionadas no Marketplace do Facebook. Não está claro se a plataforma aceitará a Libra, a criptomoeda do Facebook, mas os dois serviços serão independentes.

Facebook Pay é o serviço de pagamentos do Facebook — Foto: Divulgação/Facebook

A moeda virtual Libra foi anunciada pelo Facebook no início do segundo semestre de 2019, com lançamento previsto para o primeiro semestre deste ano. O objetivo da criação da criptomoeda, segundo Zuckerberg, é facilitar transações financeiras entre usuários que não possuem contas bancárias, sem a cobrança de taxas. A moeda será armazenada em uma carteira virtual chamada Calibra, de responsabilidade do Facebook e que estará disponível no Messenger e WhatsApp.

4. WhatsApp Pay pode ser alternativa para monetização do app

Era esperado que 2020 marcasse o início das publicidades no WhatsApp, já que o mensageiro deixou de cobrar a taxa anual de US$ 0,99 após ser adquirido pelo Facebook. Em 2018, especulou-se que o app começaria a exibir propagandas na função WhatsApp Status, ferramenta semelhante aos Stories do Instagram, rede social que também é propriedade do Facebook. Entretanto, a ideia de monetização por meio de propagandas foi abandonada pela companhia, segundo reportagem do Wall Street Journal.

Serviço do WhatsApp busca realizar transações sem sair do app — Foto: Tainah Tavares/TechTudo

Com o surgimento da modalidade de transferências no mensageiro, especula-se que o app obtenha uma porcentagem de lucro por cada transação realizada, algo similar ao que acontece com os lucros da Apple via Apple Pay: a cada transação realizada pela plataforma, a empresa da maçã obtém cerca de 0,15% de ganho líquido, o que representaria uma alternativa para monetização do aplicativo de mensagens no caso do WhatsApp.

5. Alternativas parecidas com o WhatsApp Pay no Brasil

Prevendo as transferências bancárias entre os usuários em apps de mensagens, bancos como Itaú e Bradesco passaram a compreender um sistema de transações por meio do teclado do celular. Correntistas podem ativar a opção de “Teclado” para realizar as ações bancárias sem necessariamente acessar o aplicativo do banco. Essa maneira de realizar transferências mostra praticidade, mas pode incluir taxas como TED ou DOC, o que foge da proposta do WhatsApp Pay.

Teclado do Bradesco permite fazer transferências sem abrir app do banco — Foto: Reprodução/TechTudo

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