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Por Clara Fabro, para o TechTudo


Os assistentes virtuais estão cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas. Eles permitem fazer buscas rápidas, perguntar sobre o clima e saber que horas começa o nosso programa de TV favorito. Porém, alguns cuidados são necessários quando utilizamos esses serviços, já que assistentes virtuais como Siri, da Apple, Cortana, da Microsoft, Alexa, da Amazon e a Google Assistente podem te escutar a todo momento, e até mesmo armazenar informações sigilosas.

O TechTudo preparou uma lista com dicas do que não fazer próximo a esses aparelhos, além de selecionar algumas perguntas que também não devem ser feitas. Confira, abaixo, alguns dos comandos e questões que devem ser evitadas ao utilizar um assistente virtual.

Lista reúne tópicos que não devem ser abordados utilizando assistentes virtuais — Foto: Marvin Costa/TechTudo

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1. Pedir ajuda no caso de emergências

Um estudo conduzido por uma universidade canadense concluiu que os assistentes virtuais são pouco úteis se usados em casos de emergências. A pesquisa testou as assistentes Siri, Cortana, Alexa e Google Assistente por meio de 123 perguntas sobre primeiros socorros. As perguntas incluíam temas como infartos, sangramento no nariz e envenenamento, segundo artigo publicado no periódico médico inglês The BMJ.

O estudo concluiu que a Alexa e o Google Assistente obtiveram os melhores resultados, compreendendo as perguntas e dando respostas úteis em 90% dos casos. Já as respostas entregues pela Siri e Cortana não puderam ser calculadas por serem insatisfatórias. Portanto, se você presenciar um caso de emergência médica, a melhor opção ainda é ligar para as entidades prestadoras desse tipo de serviço. Números de telefone das centrais da Polícia Militar, 190, Corpo de Bombeiros, 193, e do SAMU, 192, podem ser úteis em situações de risco.

Ser agressivo com assistentes virtuais pode impactar o relacionamento com pessoas reais — Foto: Divulgação/Microsoft

2. Ordenar a assistente de forma rude

Segundo informações da BBC, um estudo da companhia ChildWise concluiu que crianças que crescem acostumadas a "dar ordens" a assistentes virtuais e podem ficar agressivas ao lidar com pessoas no futuro. Pensando nisso, a Alexa, assistente virtual da Amazon, e a Google Assistente têm encorajado crianças a usarem palavras como "por favor" e "obrigado", oferecendo como recompensa respostas mais agradáveis e gentis para quem usar as "palavras mágicas".

Dois em cada cindo adolescentes e adultos usam a Internet para fazer pesquisas relacionadas a sexo e saúde sexual — Foto: Ana Marques/TechTudo

3. Perguntar sobre sexo e saúde

Uma pesquisa neozelandesa conduzida pela Universidade de Otago chegou à conclusão de que é melhor fazer uma busca no Google sobre temas relacionados a sexo e saúde sexual, do que fazer perguntas diretamente às assistentes virtuais Siri e Google Assistente. Segundo a pesquisa, dois entre cinco adolescentes e adultos usam ferramentas de busca na Internet para pesquisar sobre assuntos relacionados a sexo.

Por esse motivo, os autores da pesquisa decidiram seguir com o estudo, avaliando as respostas sobre sexo entregues pelos assistentes virtuais. As perguntas mais comuns sobre saúde sexual foram feitas na busca do Google e aos assistentes Siri e Google Assistente. O estudo concluiu que as buscas diretas do Google foram as que mais informavam em cerca de 70% dos casos. O Google Assistente ficou logo atrás com 50% de respostas confiáveis, seguido pela Siri com 32%.

Alexa compreende e responde a comandos — Foto: Divulgação/Amazon

4. Ofender a assistente virtual

Os assistentes virtuais são programados para não xingarem e não aceitarem ofensas. Os "palavrões" ou "palavras feias" não são pronunciadas, e assistentes como a Siri até convencem estar magoados quando são ofendidos. Segundo informações do site australiano ABC net, pesquisas mostram que as relações entre pessoas e computadores são abusivas, e o fato que relaciona esse mau comportamento pode ser frustração e outras emoções, o que é preocupante.

A maneira como falamos com os "robôs virtuais" pode impactar a forma como lidamos e interagimos com as pessoas ao nosso redor, por isso, é preciso cuidado. Além disso, assistentes como Alexa têm mudado a perspectiva de respostas quando o assunto é assédio, após atualizações da fabricante. Antes, a assistente respondia às perguntas machistas com respostas gentis como "obrigada pelo feedback" e "é legar de sua parte dizer isso", mas, agora, responde com frases como "eu não vou responder isso" e "não sei que resposta você esperava."

Assistentes virtuais se envolvem em escândalos de privacidade, então é questionável fazer perguntas pessoais a elas — Foto: Isadora Díaz/TechTudo

5. Fazer perguntas muito pessoais

Há suspeitas de que assistentes virtuais podem escutar o ambiente onde estão todo o tempo, e não só no momento em que são solicitados. Portanto, fazer perguntas pessoais ou conversar sobre assuntos privados próximo aos aparelhos pode ser perigoso. O problema está na forma de armazenamento de informações desses assistentes, que ficam guardados na nuvem e podem ser compartilhados com outras companhias.

Além disso, empresas como a Apple já confessaram contratar pessoas reais para realizar transcrições dos áudios entre os assistentes virtuais, de forma a melhorar a precisão de suas buscas. A Alexa, por exemplo, armazena todos os comandos de voz, mesmo que o usuário ordene a exclusão do histórico. Por esse motivo, não é recomendável que se compartilhe informações pessoais com Siri, Alexa, Cortana e Google Assistente, principalmente para preservar sua privacidade.

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