Notebooks

Por Filipe Garrett, para o TechTudo


A Semana do Consumidor promete ser o momento certo para comprar um novo notebook. O Compare TechTudo, por exemplo, aponta diversos descontos em modelos de marcas como Dell, Samsung, Lenovo e Acer. Os laptops atendem a diversos tipos de usuário e podem variar bastante de preço, o que pode causar certa dúvida na hora de comprar. Pensando nisso, o TechTudo reuniu sete dicas com a ajuda do líder da área de PCs da Intel, Ricardo Ferraz, para ajudar o leitor a escolher o notebook ideal.

Cinco dicas importantes antes de comprar um notebook

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1. Definir uma faixa de preço

A primeira coisa a se fazer antes de começar a procurar um novo notebook é saber até quanto o usuário está disposto a pagar. A medida é importante porque não apenas reflete uma disciplina financeira, como também dá uma ideia do tipo de computador desejado.

Orçamento que você dispõe ajuda a determinar o tipo de notebook que você pode comprar — Foto: Pedro Vital/TechTudo Orçamento que você dispõe ajuda a determinar o tipo de notebook que você pode comprar — Foto: Pedro Vital/TechTudo

Orçamento que você dispõe ajuda a determinar o tipo de notebook que você pode comprar — Foto: Pedro Vital/TechTudo

Pessoas com orçamentos mais apertados, de até R$ 2 mil, por exemplo, devem buscar modelos de entrada, com hardware e recursos mais simples. Já quem puder pagar um pouco mais pode procurar por laptops intermediários e até alguns de linha premium, mas um pouco mais antigos. De qualquer forma, PCs com certa idade podem continuar capazes de oferecer boa performance e recursos de qualidade, como telas com resolução superior, por exemplo.

De R$ 4 mil para cima, o consumidor já encontra notebooks mais caros, que são equipados com peças de hardware mais atuais e contam com benefícios importantes. Dessa forma, é possível encontrar produtos com SSDs, placas de vídeo dedicadas de melhor performance, maior quantidade de memória RAM, entre outros aspectos.

2. Tela e resolução

Muita coisa depende da tela, e é muito importante atentar a esse ponto. O display é sua fonte principal de interação com o computador, já que é por meio dele que o computador se comunica com você. Atualmente, existem três grandes faixas de dimensões de tela utilizadas por fabricantes no Brasil: 13,3 polegadas, para notebooks mais compactos e portáteis, 14 polegadas, comuns em modelos intermediários e de entrada, e, por fim, 15,6 polegadas, presente em todas as faixas de preço.

Telas variam em tamanho e resolução: resolução maior contribui para entretenimento e produtividade, mas pode custar mais caro — Foto: Divulgação/Dell Telas variam em tamanho e resolução: resolução maior contribui para entretenimento e produtividade, mas pode custar mais caro — Foto: Divulgação/Dell

Telas variam em tamanho e resolução: resolução maior contribui para entretenimento e produtividade, mas pode custar mais caro — Foto: Divulgação/Dell

Ter uma tela grande deve fazer diferença sobretudo em casos de alta resolução. Isso porque a área do display será melhor aproveitada, rendendo imagens de qualidade e também textos, ícones e recursos de interface com maior definição. No mercado brasileiro, a maioria dos notebooks se dividem entre resolução HD (1366 x 768 pixels) e Full HD (1920 x 1080 pixels), mas há excessões como o Dell XPS 13, com telas 4K e o MacBook Pro, que traz modelos entre 4K e Quad HD.

Por fim, um último critério nesse quesito é a presença ou não de sensibilidade ao toque. Há quem não goste da característica em computadores, mas a função pode ser interessante na hora de trabalhar com Windows 10. Portanto, é uma questão de preferência, levando em conta que notebooks 2 em 1 com touchscreen costumam ser mais caros.

3. Como escolher o processador?

Nos notebooks, assim como nos desktops, o consumidor encontra opções de Intel e AMD, principalmente. As duas marcas oferecem alternativas competitivas, mas escolher entre ambas pode ser um pouco confuso para usuários menos experientes ou quem não acompanha seus ciclos de produtos.

Quanto mais recente o processador, melhor a performance — Foto: Divulgação/AMD Quanto mais recente o processador, melhor a performance — Foto: Divulgação/AMD

Quanto mais recente o processador, melhor a performance — Foto: Divulgação/AMD

Para facilitar, é importante entender a hierarquia nos modelos. No caso da AMD, os processadores se dividem entre os Athlon, de entrada e usados em computadores simples, e os Ryzen 3, Ryzen 5 e Ryzen 7. Já no caso da Intel, a escada vai dos Celeron e Pentium, voltados para laptops básicos, e chega aos Core i3, Core i5, Core i7 e Core i9.

Além disso, os processadores variam muito de geração para geração, com cada sucessiva nova família de chips oferecendo ganhos de performance relevantes. Em geral, a nomenclatura do modelo entrega a geração a que ele pertence. Um Core i7 8565U, por exemplo, é um chip de oitava geração, assim como o Core i7 1065G7 é um processador de décima geração da Intel. Da mesma forma, o Ryzen 5 3500U é um processador da terceira geração da AMD. O truque é observar os primeiros números e, quanto maior, mais recente a geração de chips.

Quanto mais recente a geração, maior a eficiência e a performance do processador — Foto: Filipe Garrett/TechTudo Quanto mais recente a geração, maior a eficiência e a performance do processador — Foto: Filipe Garrett/TechTudo

Quanto mais recente a geração, maior a eficiência e a performance do processador — Foto: Filipe Garrett/TechTudo

Há também dados técnicos brutos, como velocidade e quantidade de núcleos, que podem ajudar na hora de escolher. O ideal é observar esses dois dados ao mesmo tempo, uma vez que um dual-core de 2,5 GHz de velocidade pode ser mais lento que um quad-core de 1,6 GHz, principalmente se eles pertencerem a gerações diferentes.

Quanto mais núcleos e threads o processador tiver, mais coisas o chip poderá processar ao mesmo tempo, fator que tem impacto decisivo na performance. E isso muitas vezes fica mais perceptível do que a própria velocidade máxima.

4. Precisa de placa de vídeo?

Notebooks não têm uma placa de vídeo de fato, que você pode remover ou trocar no futuro, como acontece em desktops. Os portáteis, na verdade, usam processadores gráficos soldados na placa-mãe, mas a terminologia herdada dos computadores de mesa se manteve nos laptops. Então, ao considerar a presença de uma placa dedicada, lembre-se que você está, na verdade, pesquisando por um notebook com maior capacidade de processamento de vídeo.

Notebooks podem ter ou não placa de vídeo dedicada — Foto: Divulgação/Nvidia Notebooks podem ter ou não placa de vídeo dedicada — Foto: Divulgação/Nvidia

Notebooks podem ter ou não placa de vídeo dedicada — Foto: Divulgação/Nvidia

Há basicamente dois grandes grupos: com GPU integrada ao processador ou com chip gráfico dedicado. No primeiro grupo, os preços são mais baixos, mas a performance é inferior, já que essa solução atende à maioria dos usuários mas não deve ser suficiente para aplicações mais exigentes, como softwares de edição e jogos em geral. Já os produtos com placa dedicada, normalmente de Nvidia e AMD, prometem maior performance no geral, inclusive para rodar gamers, mas vêm equipando máquinas mais caras.

5. Quantidade de memória RAM

8 GB de RAM são suficientes para a maioria dos usuários — Foto: Filipe Garrett/TechTudo 8 GB de RAM são suficientes para a maioria dos usuários — Foto: Filipe Garrett/TechTudo

8 GB de RAM são suficientes para a maioria dos usuários — Foto: Filipe Garrett/TechTudo

Não são todos os notebooks que permitem adição ou troca da memória RAM. Por conta disso, é importante saber se o produto desejado tem a peça soldada na placa ou não. Caso tenha, vale lembrar que o componente é insubstituível, e o melhor é procurar um modelo com a quantidade ideal não só para o momento presente, mas também para os anos seguintes.

Em linhas gerais, 8 GB no padrão DDR4 devem ser suficientes para o ciclo de vida de um laptop voltado para o dia a dia. Quem busca um PC mais avançado pode procurar por aparelhos com 16 GB, ou que tenham slots extra para instalar outros pentes de RAM no futuro.

6. HD, SSD ou nuvem?

Assim como outros componentes, cada tipo de tecnologia determina uma série de vantagens e desvantagens. Os HDs são mais sensíveis, mas possibilitam o armazenamento de grandes quantidades de arquivos, além de serem mais baratos e de fácil remoção nos notebooks.

Já os SSDs são mais resistentes a impactos e ao tempo, evitando a perda de informações em caso de queda. Apesar disso, têm capacidades menores e são mais caros. Outra restrição é que esse tipo de armazenamento pode vir soldado à placa, sendo impossível substituir ou realizar um upgrade.

HDs em geral têm maior capacidade e são mais baratos, SSDs são mais rápidos e caros — Foto: Filipe Garrett/TechTudo HDs em geral têm maior capacidade e são mais baratos, SSDs são mais rápidos e caros — Foto: Filipe Garrett/TechTudo

HDs em geral têm maior capacidade e são mais baratos, SSDs são mais rápidos e caros — Foto: Filipe Garrett/TechTudo

O armazenamento em nuvem, por sua vez, é uma tecnologia associada a um perfil muito específico de notebooks. Alguns modelos da Positivo, por exemplo, com quantidades baixas de espaço – entre 32 e 64 GB – oferecem programas na nuvem para guardar arquivos na Internet.

Esse tipo de solução também se manifesta em Chromebooks de entrada, e podem ser interessantes para quem vai usar o produto para navegar na Internet ou até estudar online. A alternativa deixa os computadores mais baratos, mas exige uma conexão estável para acessar os arquivos.

7. Interfaces, recursos e bateria

Variedade de interfaces, bem como a presença de portas USB-C, podem ser diferenciais importantes — Foto: Filipe Garrett/TechTudo Variedade de interfaces, bem como a presença de portas USB-C, podem ser diferenciais importantes — Foto: Filipe Garrett/TechTudo

Variedade de interfaces, bem como a presença de portas USB-C, podem ser diferenciais importantes — Foto: Filipe Garrett/TechTudo

Outros aspectos em notebooks também precisam ser considerados, como a seleção de portas e interfaces, o suporte a novas tecnologias e a duração de bateria. Para quem está buscando um laptop novo hoje, é importante ficar atento à presença de pelo menos uma porta USB-C, já que o conector está cada vez mais popular entre os dispositivos em geral.

Além disso, a presença de uma entrada HDMI, que permite ligar o PC a um projetor ou tela, e de recursos de imagem na tela, como padrão IPS ou HDR, que prometem melhorar a exibição, fazem a diferença. Uma boa autonomia, por sua vez, vai permitir o uso do computador em qualquer lugar, algo necessário em modelos de maior portabilidade.

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