Por Soraia Barbosa, para o TechTudo


Grandes estúdios de games, que contam com times de desenvolvedores, podem criar jogos e franquias de muito sucesso. No entanto, não é o tamanho da equipe que faz um bom jogo. Games indie (independentes) normalmente têm equipes bastante reduzidas, e alguns são até mesmo feitos por apenas uma pessoa, como é o caso do grande fenômeno Minecraft, do popular simulador de fazenda Stardew Valley, ou do divertido game de exploração e aventura Spelunky.

Apesar de muitos jogos indie serem mais curtos e casuais, como Mainichi, há também os desenvolvedores que se dedicam por meses ou até anos para alcançar um resultado de alta qualidade. Eles conseguem competir com grandes nomes do mercado ou causar um grande impacto cultural. Veja a seguir uma seleção com os melhores jogos de todos os tempos feitos por apenas uma pessoa para plataformas como PlayStation 4 (PS4), Xbox One, Nintendo Switch e várias outras.

Hoje um imenso sucesso com uma grande equipe por trás, o Minecraft original foi criado por apenas um desenvolvedor — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

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Iconoclasts (Joakim Sandberg)

Em Iconoclasts o jogador controla Robin, uma mecânica que sempre quer ajudar os seus amigos — Foto: Divulgação/Konjak

O jogo de ação e plataforma Iconoclasts teve o seu desenvolvimento iniciado em 2010 sob o nome Ivory Springs. O seu criador Joakim "Konjak" Sandberg trabalhou nele durante oito anos, para criar um jogo que misturasse a narrativa e riqueza do mundo de jogos como Metroid Fusion e Monster World IV, com personagens tão carismáticos quanto os de Final Fantasy IX. Em 2018, o game saiu para PlayStation 4 (PS4), PS Vita, PC e Nintendo Switch e recebeu ótimas avaliações da crítica pelo seu estilo que remetia ao Metroidvania, assim como pela trama emocionante.

Lone Survivor (Jasper Byrne)

Lone Survivor traz uma narrativa cheia de segredos em um sinistro ambiente 2D — Foto: Divulgação/Steam

Lone Survivor é um jogo de terror pós-apocalítico que se passa em mundo onde os humanos foram infectados por um vírus e transformados em perigosos mutantes. Um dos diferenciais do título são as alucinações do personagem, que deixam o jogador em dúvida sobre o que é real e o que não é. Para criar o jogo, Jasper Byrne se inspirou nas tramas de David Lynch, entregando uma história cheia de mistério e focada nos seus personagens. Segundo Byrne, a parte mais difícil do desenvolvimento de Lone Survivor foi divulgar o jogo sem entregar nenhum segredo para o público.

Mainichi (Mattie Brice)

Mainichi é simples no seu gameplay, mas tem uma história altamente emocional — Foto: Divulgação/Mattie Brice

Lançado para PC em 2012, Mainichi é um jogo curto mas com uma história muito emocionante. Nele, o jogador assume o papel de Brice, uma mulher transgênero que está passando pelas dificuldades de se identificar em um mundo cheio de preconceitos. Criado por Mattie Brice, o jogo foi pensado a partir de experiências pessoais da desenvolvedora. Depois da revelação final da história, os jogadores podem iniciar outra jornada para encontrar os seus segredos em uma versão levemente diferente do dia jogado anteriormente. Mas, no fim, o jogador percebe que a repetição é apenas uma alegoria sobre a vida da protagonista e as constantes ameaças que ela sofre dia após dia.

Minecraft (Markus Persson)

Minecraft é um jogo para toda a família onde você pode explorar o mundo com amigos — Foto: Divulgação/Mojang

O desenvolvedor Markus "Notch" Persson estava trabalhando em RubyDung, um jogo de construção nos moldes de Dwarf Fortress, quando conheceu Infiniminer e se encantou com o seu conceito. Então, Notch decidiu criar um jogo nos mesmos moldes, mas em primeira pessoa, ambientado em um mundo de fantasia e aproveitando alguns recursos de RubyDung. Esse novo jogo se tornou Minecraft. Nele, os jogadores devem sobreviver criando abrigos, cultivando fazendas e até mesmo explorando cavernas em um mundo todo composto por blocos. Um dos seus maiores atrativos são as infinitas possibilidades de exploração. O jogo saiu para PC em 2009 e hoje já está disponível para inúmeras plataformas de mesa e mobile.

Papers, Please (Lucas Pope)

Papers, Please se passa em um país fictício em guerra com Republia, país que apareceu no game The Republia Times criado por Pope — Foto: Divulgação/Steam

Lucas Pope havia deixado a Naughty Dog e queria trabalhar em jogos menores quando começou a pesquisar sobre inspetores de passaportes e imigração. O trabalho cheio de tensão e repetitividade deu origem à ideia do game, que também pegou um pouco de inspiração no cinema. Papers, Please coloca o jogador no papel de um oficial de imigração em uma país fictício chamado Arstotzka. Além de exigir muita atenção dos jogadores, ele também tem momentos tensos e decisões difíceis para o oficial, que está sempre sob o constante risco de ter descontos no seu pagamento.

River Raid (Carol Shaw)

Clássico do Atari, River Raid ainda hoje é lembrado com carinho pelos gamers — Foto: Reprodução / VintageComputing.com

Programado por Carol Shaw, River Raid é um clássico lançado para o Atari 2600 em 1982. Shaw é uma pioneira na programação de games e, enquanto trabalhava para a Activision, ela desenvolveu sozinha River Raid. O game foi um grande sucesso, vendendo um milhão de cópias e recebendo premiações de melhor jogo de ação. Nele, os jogadores controlam um jato de combate que deve sobrevoar um rio enquanto desvia de obstáculos e atira em aeronaves inimigas. O jogo é do tipo “infinito”, se encerrando apenas quando o jato do jogador bate, fica sem gasolina ou é destruído pelos oponentes.

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Spelunky (Derek Yu)

Spelunky é uma ótima pedida para quem curte games de exploração — Foto: Dilvugação/Steam

Para criar Spelunky, Derek Yu se inspirou essencialmente na série de jogos Super Mario. Mas ao conhecer o seu estilo visual e gameplay também notamos as claras influências de La-Mulana, Rick Dangerous e Spelunker. Neste dungeon crawler com elementos de roguelike, os jogadores controlam um personagem que deve explorar lugares cheios de perigos para coletar tesouros. O gameplay desafiador fica ainda mais complicado com os save points escassos. Spelunky foi lançado originalmente em uma versão grátis no PC e depois ganhou um remake para diversas plataformas, entre elas, Xbox 360, PlayStation 3 (PS3), PS Vita, PlayStation 4 (PS4) e PC.

Stardew Valley (Eric Barone)

Stardew Valley invoca o que havia de melhor no clássico Harvest Moon e expande com algumas novidades — Foto: Divulgação/Steam

Eric "ConcernedApe" Barone começou a trabalhar no jogo Stardew Valley em 2011 durante a sua graduação em ciência da computação. Buscando ter mais chances de ingressar na indústria de games, ele decidiu criar um jogo inspirado na aclamada franquia de fazenda Harvest Moon. Mas o jovem estudante não se contentou em apenas criar um clone, incorporando no jogo elementos de outros games como Minecraft e Terraria. Em 2016, Stardew Valley foi lançado para PC, PlayStation 4 (PS4) e Xbox One se tornando um grande sucesso. Posteriormente ele também ganhou ports para Nintendo Switch e PS Vita e para celulares Android e iOS (iPhone).

Thomas Was Alone (Mike Bithell)

Thomas Was Alone aposta em um estilo mais minimalista — Foto: Divulgação/Steam

O conceito de Thomas Was Alone surgiu em 2010 durante uma maratona de programação. Depois de ver o jogo pronto, o seu criador, Mike Bithell, quis criar uma versão mais completa do game, com narração e trilha sonora. Com apenas 5 mil libras, Bithell conseguiu concluir o seu jogo. Em Thomas Was Alone, o jogador deve guiar um grupo de retângulos em diferentes níveis, cada um com as suas próprias habilidades. O jogo foi lançado para PC em 2012 e depois para PS3, PS Vita, Xbox One, PS4, Wii U e dispositivos móveis. Ele teve uma excelente recepção e vendeu mais de 1 milhão de cópias.

Undertale (Toby Fox)

O mundo de Undertale é habitado por diferentes monstros, alguns sinistros, outros bem simpáticos — Foto: Divulgação/TobyFox

Para criar Undertale, Toby Fox se inspirou nos jogos da sua infância, entre eles os RPGs Earthbound, Super Mario RPG e Mario & Luigi: Superstar Saga. Undertale ficou em desenvolvimento por três anos, depois de ter ultrapassado as suas metas de financiamento em cerca de 1022%. No título, o jogador controla uma criança que cai no Underground, um lugar habitado por diferentes monstros, e deve encontrar uma forma de voltar para casa. As escolhas feitas a cada gameplay transformam a história e desafios a serem enfrentados, garantindo diversas experiências e muitas horas de jogo.

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