Por Lucimara Leandro, para o TechTudo


Em meio à quarentena por conta do novo coronavírus e o trabalho de casa via home office, economizar energia pode fazer a diferença na hora de pagar a conta de luz. Para isso, existem diversas dicas que envolvem diminuir o consumo ou mudar seus hábitos no dia a dia, o que pode gerar dúvidas quanto ao que funciona de fato. A seguir, o TechTudo apresenta alguns mitos e verdades sobre o assunto para ajudar você a economizar no final do mês.

Chuveiro inteligente Nebia promete economizar até  41% de energia

Chuveiro inteligente Nebia promete economizar até 41% de energia

Quer comprar celular, TV e outros produtos com desconto? Conheça o Compare TechTudo

Deixar equipamentos na função stand by aumenta o consumo de energia

Verdade. Boa parte dos eletrônicos possuem o modo stand by (ou de espera). TV, console, cafeteira, micro-ondas, entre outros costumam ficar ligados à tomada o tempo todo. O que muita gente não sabe é que isso pode representar até 20% do seu gasto mensal com energia elétrica. Portanto, deixá-los desplugados pode ser uma boa ideia.

Outra alternativa para evitar esse desperdício é investir em tomadas inteligentes. Marcas como Xiaomi, Positivo e Pixel TI oferecem modelos do tipo no Brasil, que podem ser controlados por meio de um aplicativo para ligar ou desligar o fornecimento de energia. Portando, quando não estiver usando, fica mais fácil de "tirar" os aparelhos da tomada.

Tomadas inteligentes prometem ajudar a diminuir o consumo de energia — Foto: Divulgação/Positivo

Aparelhos com tensão 220 V consomem menos que os 127 V

Mito. O nível de tensão da rede elétrica não altera o valor da sua conta de luz. Observe que o cálculo feito pelas empresas é baseado em kW/h: portanto, o que determina quanto um aparelho eletrônico irá consumir de energia é a sua potência e o tempo de uso. A principal vantagem da tensão de 220 Volts é o custo da instalação da rede elétrica. Esse tipo de circuito possui um fluxo menor de corrente elétrica, o que permite a utilização de fios mais finos, mais baratos. Portanto, não vai fazer diferença nas tarifas mensais de luz.

Lâmpadas inteligentes são mais econômicas

Verdade. Em sua maioria com tecnologia LED, as lâmpadas inteligentes garantem mais luminosidade e menor consumo de energia elétrica. Além disso, o usuário consegue controlar a luz por aplicativos, sendo possível ligar ou desligar de forma remota, pelo celular. Algumas fabricantes, como Pixel TI e Philips Hue, já oferecem no Brasil sensores de presença que atuam junto às lâmpadas. Dessa forma, a iluminação funciona de acordo com a movimentação no cômodo, o que pode ser uma opção interessante para quem costuma esquecer de apagar a luz ao sair do quarto ou da sala, por exemplo.

As lâmpadas inteligentes podem ser grandes aliadas para diminuir o consumo de energia em casa — Foto: Divulgação/Philips

Deixar o carregador do celular conectado à tomada não gasta energia

Mito. Apesar de não parecer, deixar o carregador do smartphone conectado à tomada pode gerar um aumento na sua conta de energia. Seu consumo médio quando não está em uso fica em torno de 0,26 Watt. Quando um celular totalmente carregado está conectado no carregador, esse número pode chegar aos 5 Watts em alguns casos. Um único carregador ligado na tomada pode não representar um grande desperdício, mas em casas com mais pessoas, esse hábito deve significar pagar a mais na conta de luz. Portanto, vale a dica de tirar o carregador da tomada após o uso.

Uma vez plugados, os carregadores de celular consomem energia, mesmo sem estarem em uso — Foto: Filipe Garrett/TechTudo

A geladeira é um dos eletrodomésticos que mais consome energia

Verdade. Ao contrário de outros aparelhos eletrônicos que podem ser ligados apenas no momento de uso, a geladeira precisa ficar na tomada o tempo todo. Portanto, na hora de comprar um novo modelo, é importante escolher opções que tenham boa nota no selo da Procel.

Outra dica é regular o termostato da geladeira. Em dias frios ou quando o aparelho estiver mais vazio, o ideal é ter uma refrigeração média ou até mínima. Deixe as opções de resfriamento máximo e turbo para os dias mais quentes ou quando tiver acabado de fazer compras, por exemplo. Colocar uma comida quente direto na geladeira também deve representar um consumo maior, já que o motor vai precisar de maior força para regular a temperatura.

Alguns modelos oferecem controle de temperatura e permitem visualizar o interior da geladeira sem abrir a porta — Foto: Aline Batista/TechTudo

Um hábito que aumenta o consumo de energia é abrir e fechar a porta constantemente. Neste ponto, a tecnologia pode ser uma aliada, já que existem diversas opções de geladeiras inteligentes no mercado, que permitem ao usuário ver a parte de dentro com maior facilidade. Apesar de mais caros, refrigeradores desse tipo trazem recursos inteligentes que podem funcionar via aplicativo e prometem uma boa economia de energia, caso das geladeiras smart de LG e Samsung, entre outras marcas.

Passar roupas aos poucos gasta menos energia

Mito. O aquecimento constante do ferro é o que mais consome energia. Por isso, ao invés de passar poucas peças em dias alternados, o indicado é acumular uma quantidade maior de roupas e passar tudo de uma vez. Mas, vale lembrar que a economia de energia é baixa e não deve levar a uma grande diferença na conta de luz. Portanto, fica a critério de cada um ligar o ferro mais ou menos vezes por semana.

Ferro de passar inteligente garante mais eficiência que modelos tradicionais — Foto: Divulgação/Philips Walita

De acordo com o Inmetro, ferros a vapor consomem mais energia por conta do número de vezes que o termostato é acionado. Ou seja, quanto maior a quantidade de vapor, maior será consumo de energia. Dessa forma, o ideal é optar por modelos que tenham seletor de volume de vapor. Também é indicado ajustar a temperatura do ferro de acordo com o tipo de tecido que estiver passando. Ferros a vapor inteligentes são uma boa opção para não queimar uma peça de roupa, além de ajudarem a economizar energia.

O ar-condicionado em temperatura ambiente consome menos

Verdade. A temperatura ideal para regular o ar-condicionado é em torno de 23°C, o que deve ser suficiente para manter o cômodo refrigerado e pode reduzir até 50% dos gastos. Números abaixo disso, mesmo em dias quentes, não significam um resfriamento mais rápido, e sim uma sobrecarga do aparelho – levando a um consumo maior.

Também é importante prestar atenção na potência do equipamento e o tamanho do local onde ele será instalado. Um aparelho de 21.500 BTUs vai gastar mais energia, mas é indicado para lugares de até 25 m². Ou seja: um ar-condicionado menos potente em cômodos desse porte vai acabar consumindo ainda mais energia para chegar à temperatura desejada.

Ar-condicionados com tecnologia Inverter e funções inteligentes prometem consumir até 70% menos — Foto: Divulgação/Samsung

Uma maneira de economizar é apostar em modelos com tecnologia Inverter. Eles são capazes de diminuir a rotação do compressor quando a temperatura é alcançada, mas sem desligar o equipamento. Aparelhos desse tipo prometem economizar até 70% de energia em relação aos eletrodomésticos comuns.

Para evitar erros, utilize o aplicativo calculadora de BTU, disponível para celulares Android. Assim, é possível saber com mais precisão quantos BTUs um ar-condicionado precisa ter para refrigerar o ambiente de maneira eficiente.

Eletrodomésticos vão ficar mais em conta com a pandemia? Dê sua opinião no Fórum do TechTudo

Mais do TechTudo