Battle Royale

Por Leandro Eduardo, para o TechTudo


PlayerUnknown’s Battlegrounds (PUBG) é um Battle Royale disponível para download no PC (Steam), PlayStation 4 (PS4), Xbox One, e em versão mobile para celulares Android e iPhone (iOS). O jogo foi lançado em 2017 e chegou a atingir um pico de dois milhões de players simultâneos no fim do mesmo ano, tornando-se um fenômeno mundial. Embora a quantidade de usuários tenha caído, PUBG continua bastante ativo e coleciona polêmicas. Entre os casos de maior repercussão estão personagens com genitália em evidência, skins com conotação sexual e proibições do jogo em países. Relembre, a seguir, polêmicas envolvendo o PUBG.

PUBG tem crossplay entre consoles — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

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Skin com conotação sexual

A skin Leo Jumpsuit gerou bastante polêmica na comunidade de PUBG após os jogadores detectarem um bug em que a cauda da fantasia ficava entre as pernas durante a queda do avião. O bug resultava em uma imagem com conotação sexual. A skin foi adicionada no patch 4.3 como parte do evento de Halloween em setembro de 2019. Após a repercussão negativa, a desenvolvedora PUBG Corp removeu a skin do game e reembolsou os jogadores que a haviam comprado. No entanto, os usuários que adquiriram ainda puderam continuar equipados com a máscara de leão, que integra o visual da Leo Jumpsuit.

Fantasia de leão do PUBG tinha imagem com conotação sexual — Foto: Reprodução/Reddit salmonellakillaa

Detalhes da genitália feminina no servidor de teste

Em dezembro de 2017, usuários do Reddit notaram uma mudança significativa na aparência física das personagens femininas no servidor de testes do PUBG. Eles perceberam que determinadas personagens femininas tinham um contorno realista e acentuado na genitália. O caso ganhou repercussão e gerou diversas reclamações por parte da comunidade do Battle Royale.

Após as manifestações, o desenvolvedor do PUBG, Brendan Greene, esclareceu no Twitter que o “modelo de personagem foi elaborado por um colaborador externo quando tinham iniciado o projeto”. Ainda na publicação, Greene esclareceu que o arquivo não havia sido modificado por dois anos e que seria alterado em breve. O desenvolvedor terminou o tweet se desculpando.

PUBG proibido na Índia e Nepal

O PUBG também já foi proibido em alguns países. Na cidade de Ahmedabad, no estado de Gujarat, na Índia, as autoridades proibiram PUBG Mobile depois de pais e professores alegarem que o jogo era muito violento e promovia uma distração nos jovens durante os estudos. De acordo com o The Verge, em março de 2019, ao menos dez estudantes universitários foram detidos pela polícia por jogarem PUBG. Embora proibido em Ahmedabad, o game continuava disponível para o restante da Índia.

No Nepal, a Divisão Metropolitana de Crime ordenou que todos os provedores de Internet e operadoras móveis proibissem o PUBG. Além disso, a determinação também previa deter jogadores que estivessem jogando o Battle Royale. O motivo da suspensão, de acordo com as autoridades nepalesas, era que o PUBG incitava o vício e as agressões. Em 19 de abril de 2019, a Suprema Corte do Nepal decidiu suspender a proibição.

PUBG foi proibido na Índia e Nepal após acusações que incitava agressões e distraia estudantes — Foto: Divulgação/PUBG Corp

Versão chinesa do PUBG

A China foi outro país que baniu o PUBG Mobile. A suspensão aconteceu em maio de 2019. Como o público do país é muito grande, a Tencent arrumou uma saída para continuar no mercado. Assim, a desenvolvedora lançou Game of Peace, uma versão de PUBG que tem ambientação patriota. Na época, o analista de jogos Cui Chenuy apontou à Reuters que o PUBG Mobile e Game of Peace eram similares, desde os personagens até a jogabilidade.

O novo título conta com algumas alterações que atendem às demandas do governo chinês. Por exemplo, a animação de personagens abatidos mostra o inimigo acenando, em vez de caindo no chão.

Abate do inimigo foi substituído por aceno de mão em Game of Peace — Foto: Reprodução/Tencent

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