Por Paulo Alves, para o TechTudo


A transformação digital é o processo que leva empresas do offline para o ambiente online. Esse fenômeno obriga os empresários a buscarem rápida adaptação e exige alguns conhecimentos, bem como investimentos. Por conta da pandemia de coronavírus, o movimento, ao menos entre lojistas, está acelerado no Brasil. Um levantamento da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm) aponta que houve no país, entre os meses de março e maio de 2020, o equivalente a uma nova loja online por minuto.

Como consequência da digitalização, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), um a cada cinco trabalhadores no país deverão permanecer em casa mesmo após a retomada da normalidade econômica. A seguir, veja dez dicas para ajudar a levar uma empresa para a Internet e a conseguir clientes online.

Pequenos negócios precisam se adaptar tecnologicamente na pandemia — Foto: Divulgação/Pexels

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1. Fazer cursos grátis de redes sociais

Redes sociais são um importante primeiro chamariz para um potencial cliente. No entanto, os resultados tendem a vir principalmente quando o empresário segue as melhores práticas do ramo. A vantagem é que, atualmente, é possível aprender os principais truques para ganhar mais engajamento desembolsando muito pouco dinheiro ou até mesmo sem gastar nada.

Universidades e diversas instituições públicas e privadas de ensino oferecem cursos grátis via Internet que podem ser realizados em casa. Entre eles, é comum encontrar conteúdo de marketing digital e redes sociais. Além disso, empresas de tecnologia como Facebook, Google e Microsoft oferecem seus próprios cursos.

SENAI é uma das instituições que oferece cursos online gratuitos — Foto: Reprodução/SENAI

2. Investir em computador e celular de qualidade

Uma empresa que quer aderir totalmente ao digital deve investir em computadores e celulares melhores. Se havia previsão orçamentária para móveis de escritório, por exemplo, talvez seja uma boa ideia reverter os valores para comprar notebooks de linhas profissionais. As famílias Latitude, da Dell, ou ThinkPad, da Lenovo, por exemplo, têm componentes melhores e que duram mais tempo, inclusive, a bateria, na comparação com modelos de uso doméstico.

Já o celular deve ter, principalmente, muita bateria para durar o dia todo e câmera capaz de capturar boas fotos para redes sociais. Nesse caso, não é necessário investir obrigatoriamente em um top de linha. Aparelhos como o Moto G8 Power e o One Zoom, da Motorola, além do Galaxy A71 e o recém-lançado Galaxy M31, da Samsung, podem ser suficientes. Já se o Instagram estiver no centro da estratégia de negócios, o investimento em um iPhone 11 com capinha de bateria ou nos mais potentes iPhone 11 Pro e iPhone 11 Pro Max pode valer a pena.

Linhas profissionais de notebook, com a Dell Latitude, são mais indicadas para trabalhar — Foto: Thássius Veloso/TechTudo

3. Criar um site ou loja online

Ter seu próprio espaço na Internet, além das redes sociais, é essencial para conseguir clientes. Além de estudar e alimentar perfis, uma empresa também deve ter seu próprio site onde pode, por exemplo, anunciar serviços, oferecer agendamentos e cadastrar e-mails para enviar promoções. A maneira mais simples de criar um site ou loja online é contratando pacotes tudo-em-um que incluam hospedagem, domínio e criador de sites. Empresas como GoDaddy, Wix, Hostgator, KingHost e LocalWeb oferecem serviços do tipo com interface amigável.

No entanto, é preciso alertar que, na maioria das vezes, é mais recomendado comprar o domínio separado. Dessa maneira, se houver o desejo de trocar de plataforma no futuro, a migração fica mais fácil. Comece, por exemplo, comprando um domínio no Registro.BR e, depois, procure um serviço de hospedagem com criador de sites que atenda melhor as suas necessidades.

Serviços como o Wix permitem criar site e loja virtual facilmente — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

4. Cadastrar a empresa nos serviços do Google

O Google pode ser um atrativo de clientes ainda maior do que as redes sociais. Para registrar ou atualizar uma empresa no buscador, é importante baixar o aplicativo Google Meu Negócio, buscar pela empresa e solicitar a permissão de administrador por carta ao endereço físico que aparece na Internet. Comprovada a autenticidade do dono, é possível atualizar horários de funcionamento, serviços oferecidos e trocar a imagem da fachada.

O mesmo aplicativo também permite alterar o telefone que aparece no Google. Portanto, caso a empresa tenha trocado de telefone fixo para celular durante a pandemia, é importante usar o serviço para que os clientes saibam da mudança. Além disso, é interessante já ter um site ativo para divulgar no mesmo cadastro.

Google Meu Negócio permite alterar informações da empresa nas buscas — Foto: Reprodução/Paulo Alves

5. Criar um WhatsApp Business

Empresas que usam o WhatsApp para contato com clientes podem usar o WhatsApp Business para profissionalizar o atendimento. A versão empresarial do mensageiro oferece várias vantagens, como a possibilidade de criar um perfil público, catálogo de produtos e um bot para responder perguntas automaticamente. É possível, por exemplo, emitir uma resposta padrão quando um cliente contatar a empresa fora do horário de expediente.

Qualquer número de celular pode ser convertido em Business. Basta ter um aparelho apenas para uso profissional e baixar nele o aplicativo empresarial do WhatsApp na Google Play ou App Store e criar a conta da empresa gratuitamente.

WhatsApp Business tem funções extras para negócios — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

6. Fazer anúncios nas redes sociais

Com o site criado e os perfis de redes sociais devidamente alimentados, já é possível investir em anúncios para atrair clientes. No Facebook, é possível impulsionar postagens ou criar campanhas para exibir banners em diversos locais da rede social. O mesmo vale para o Twitter, o Instagram, o YouTube e o Google.

As plataformas permitem escolher o público-alvo usando filtros de idade, localidade, gênero e diversas preferências pessoais. Desse modo, é possível tentar atingir quem tem mais chance de comprar o produto ou serviço ofertado.

Anúncios no Facebook e outras redes sociais permitem segmentar o público-alvo — Foto: Reprodução/Paulo Alves

7. Escolher um bom programa de videoconferência ou trabalho remoto

Se a empresa tem uma equipe que precisa estar o tempo todo em contato, o WhatsApp provavelmente não é suficiente como ferramenta de comunicação. Dependendo do estilo e do ramo da empresa, pode ser preciso contratar planos de serviços como Microsoft Teams e Slack, que oferecem videoconferência, armazenamento em nuvem e várias funções que facilitam o trabalho colaborativo online.

Para fazer apenas reuniões casuais, no entanto, o Google Meet, o Skype e até o Zoom, que recentemente melhorou sua segurança, podem servir como solução gratuita.

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8. Aceitar pagamentos digitais

Um negócio online também não pode aceitar somente pagamento em dinheiro ou em cartão com máquina fixa. Lojas que funcionam totalmente via Internet precisam oferecer um meio de pagamento confiável para pagar online, incluindo o suporte para as mais diversas bandeiras de cartão. É importante lembrar que estabelecimentos que aceitam somente depósito, transferência e boleto são comumente identificados como fraudulentos.

Atualmente, serviços de hospedagem que oferecem criador de loja online costumam oferecer também suporte a pagamentos. No entanto, se o negócio funcionar apenas por redes sociais, por exemplo, é importante optar por alternativas. Empresas como Cielo, PagSeguro e MercadoPago, por exemplo, oferecem maquininhas de cartão e pagamento por link.

Alguns estabelecimentos também podem optar por aceitar PicPay ou até mesmo criptomoedas. Nesse último caso, empresas como a Kamoney e a ZCore Pay oferecem gateway de pagamento para usar Bitcoin e outras moedas na hora do checkout.

Empresas de pagamentos como a Cielo oferecem pagamento por link — Foto: Divulgação/Cielo

9. Adquirir certificados digitais

Com certificados digitais modernos, é possível assinar contratos com fornecedores sem precisar de documentos em papel. Recentemente, a Certisign lançou uma solução destinada ao microempreendedor individual que alia o certificado ao CPF. O Certificado Digital e-CPF MEI permite guardar documentos na nuvem ilimitadamente e agilizar processos em serviços do governo, como o e-CAC e até leilões da Receita Federal.

Certisign tem certificado digital até mesmo para MEI — Foto: Divulgação/Certisign

10. Aderir a plataformas de intermediação empresa-cliente

Em alguns ramos, existem plataformas que reúnem vários desses pré-requisitos para digitalizar uma empresa. Um restaurante, por exemplo, pode aderir ao iFood para ganhar um espaço online no aplicativo, acesso a entregadores e a ferramentas de gestão de clientes, tudo em um só lugar. Já lojas online têm à disposição o Mercado Livre, a OLX e os marketplaces do Magazine Luiza e Carrefour, entre outros.

É importante, todavia, levar em conta que boa parte dessas plataformas costumam cobrar um percentual nas vendas. É preciso, portanto, levar em conta esse valor na hora de calcular a real economia trazida pelo serviço ao longo do tempo. Como o desconto costuma ser percentual, ele sempre irá crescer conforme aumentam as vendas.

iFood é uma das empresas que intermediam a relação entre negócios e clientes — Foto: Reprodução/Marcela Franco

Via Ipea

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