Armazenamento

Por Filipe Garrett, para o TechTudo


Microsoft Azure é uma plataforma da Microsoft e que concorre diretamente com o Amazon Web Services e do Google Cloud. Formada por uma série de ferramentas diferentes, o Azure é um serviço que permite a empresas e desenvolvedores adquirirem as capacidades de processamento e armazenamento dos datacenters da Microsoft para aplicação em seus negócios como alternativa ao modelo convencional.

Aberto ao uso de indivíduos e empresas, a plataforma é um produto de grande sucesso da Microsoft e teve um crescimento de 62% só no último trimestre de 2019, totalizando um faturamento de US$ 11,9 bilhões. O Azure é o produto de maior sucesso da marca na atualidade e explica o renascimento da corporação depois das crises de edições malsucedidas do Windows e do fracasso nos smartphones.

Plataforma Azure é o serviço de computação na nuvem da Microsoft — Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

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O que é e como funciona o Microsoft Azure?

Para os desenvolvedores de aplicativos, sites de Internet ou quem possui uma empresa e deseja informatizar todos os seus processos, uma das necessidades iniciais no planejamento é considerar que o serviço oferecido dependerá de uma infraestrutura de computadores para permitir sua operação.

A maneira tradicional de fazer isso seria investir em servidores para a criação de uma infraestrutura necessária para o funcionamento do produto. Caso a empresa possua um app, esses servidores seriam responsáveis por autenticar usuários, registrar suas compras e fazer o disparo de processos de faturamento ou de envio da mercadoria, por exemplo. Outras máquinas poderiam ser necessárias para backup, para a intranet da empresa e para um servidor de e-mails para seus funcionários.

Ideia da computação na nuvem é eliminar os custos de operação de servidores e infraestrutura local — Foto: Divulgação/Dell

Além de caros, servidores locais - seja na empresa, alugados em um datacenter - são propensos a falhas, e estimativas erradas podem gerar grandes prejuízos. Nesses casos, a ideia é contratar os servidores da Microsoft na nuvem, pagando mensalidades de acordo com a necessidade do usuário e as ferramentas do Azure que serão necessárias para o negócio, algo que também elimina custos de manutenção, upgrade e preservação de backups, que passam a ser responsabilidades da Microsoft.

Um fator importante é que serviços de computação na nuvem, como o Azure, representam um custo inicial muito menor, pois não é preciso comprar os servidores ou contratar funcionários especializados, além de contratar apenas as ferramentas que serão utilizadas

Quem pode usar?

O Azure é um produto da Microsoft aberto a todos, inclusive com planos gratuitos que oferecem uma amostra por tempo limitado das várias ferramentas da plataforma. O programa é interessante até mesmo para estudantes, que podem testar o que a Microsoft oferece no processo de escolha de um serviço de computação na nuvem para atender suas necessidades. O ponto forte da plataforma, entretanto, é o uso corporativo, em que empresas e grandes desenvolvedores de software contratam planos para dar conta das necessidades de produtos de maior nível de complexidade.

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Preços do Microsoft Azure

A Microsoft oferece planos pré e pós-pagos em que o usuário poderá contratar pacotes de acordo com a sua necessidade, inclusive com a possibilidade de adquirir adicionais, caso a demanda acabe aumentando. O Azure também oferece uma calculadora de preços online que permite estimar com mais clareza os custos necessários para sua empresa.

Microsoft Azure tem planos gratuitos; planos pagos podem ser pré e pós-pagos — Foto: Reprodução/Filipe Garrett

Como cada caso terá um perfil de consumo diferente, não apenas em termo de demanda de recursos computacionais, mas também de ferramentas, estimar valores não é uma tarefa fácil. Por conta disso, há empresas especializadas na consultoria de interessados que precisam moldar um plano adequado para suas necessidades.

Recursos do Microsoft Azure

Azure oferece centenas de serviços diferentes — Foto: Reprodução/Filipe Garrett

A plataforma Azure conta com uma ampla variedade de ferramentas, entre as principais estão:

  • Bancos de dados SQL: base crucial de qualquer negócio ou serviço na atualidade, bancos de dados são estruturas de organização e armazenamento de informações fundamentais. Com o Azure, é possível configurar seu banco todo de forma remota, economizando no uso de servidores locais.
  • Máquinas virtuais na nuvem: a ideia é que a empresa possa ter acesso a inúmeros PCs virtualizados da Microsoft sem a necessidade de alugar desktops para os colaboradores. Outros usos podem envolver ambientes de teste e desenvolvimento para setores de TI, por exemplo.
  • Análise de dados e com IA e machine learning: a inteligência artificial da Microsoft pode ser aplicada para gerar relatórios e inferir dados relevantes de desempenho do negócio a partir do tráfego submetido ao Azure.
  • Gerenciamento de rede: a área de TI pode usar o Azure para controlar a rede interna da empresa, inclusive com visualização em tempo real de tráfego, além de funcionalidades de controle de acesso e etc.
  • Serviços na nuvem: é possível rodar aplicações completas na nuvem. Um cenário de uso para esse tipo de aplicação estaria em algum software comum, usado em vários setores da empresa, e que poderia ser executado remotamente para ganhos de produtividade. Outro exemplo é o de automação de serviços e processos repetitivos, liberando tempo dos funcionários que deixam de executar essas tarefas manualmente.
  • Armazenamento e backup: o Azure conta com backup automatizado de dados e também disponibiliza armazenamento remoto de dados. Há ainda a possibilidade de guardar programas de armazenamento híbrido, em que parte dos dados são locais e parte ficam na nuvem, em uma abordagem que combina alta performance para acesso rápido e a segurança da persistência de informações sensíveis na nuvem.
  • Streaming: o Azure oferece uma plataforma completa para a criação de plataformas de streaming de vídeo e áudio a partir da nuvem da Microsoft.
  • Contêineres na nuvem: contêineres são recursos muito populares atualmente entre desenvolvedores porque permitem o desenvolvimento de software de forma isolada dos sistemas em que rodam. Ao transferir esses ambientes para a nuvem, desenvolvedores podem passar a realizar testes mais aprofundados e em plataformas distintas, ganhando tempo no ciclo de desenvolvimento.

Microsoft Azure é seguro?

Azure tem boa reputação em termos de segurança — Foto: Divulgação/Microsoft

Comparado com uma infraestrutura local, o Azure da Microsoft é mais seguro. As políticas de segurança que a área de TI da empresa teria que aplicar no controle de acesso e preservação dessa infraestrutura passam a ser uma preocupação da Microsoft – inclusive prevista em contrato.

Além disso, não há nenhum grande episódio de falha de segurança relacionado ao Azure ao longo dos anos. Em 2018, o Azure chegou a ser identificado como particularmente vulnerável às falhas Meltdown e Spectre – causadas pelos processadores Intel usados nos servidores e não pelo serviço em si – mas a Microsoft agiu rápido na correção do problema.

Diferenciais do Azure

AWS da Amazon e Google Cloud Platform são os grandes concorrentes do serviço da Microsoft — Foto: Divulgação/Amazon

O Microsoft Azure compete diretamente no mercado com a Amazon Web Services e com a Google Cloud Platform – embora existam também outras alternativas menos difundidas. As três plataformas se comparam em termos de escopo e nível de recursos, e até mesmo nos preços. O que pode variar em custos são as necessidades específicas de um negócio.

O que posiciona o Azure como uma preferência diante das rivais é que, no geral, a plataforma da Microsoft tem um nível de integração muito bom com produtos da marca, como o Windows Server. Outro ponto forte é o bom relacionamento que a Microsoft tem naturalmente com empresas maiores em virtude de décadas de Windows e Office como aspectos fundamentais desses negócios.

A Microsoft, porém, pode ter dificuldade em competir na tarefa de atrair usuários individuais e negócios menores. Além disso, uma série de apagões no serviço, efetivamente colocando o Azure e toda suas ferramentas fora do ar, em maio de 2019, mancharam um pouco a reputação do serviço.

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