Por Giovane Rodrigues, para o TechTudo


Tom Clancy's Rainbow Six: Siege (R6) é um FPS desenvolvido pela Ubisoft. Um dos principais jogos do cenário competitivo do mundo, o game é regularmente atualizado com novos conteúdos e patches, com o intuito de melhorar a avaliação dos usuários e balancear os operadores, principal alvo dos updates. Mas mesmo assim alguns desses personagens não têm a melhor fama entre os players por serem muito fortes ou fracos. Confira, a seguir, os operadores mais "odiados" pela comunidade de R6. A lista inclui a brasileira Caveira.

Lançado em 2015, R6 está disponível nos consoles PlayStation 4 (PS4) e Xbox One, e também para download no PC. Vale lembrar que a desenvolvedora já confirmou uma versão que está sendo produzida para PlayStation 5 (PS5) e o Xbox Series X. Rainbow Six é adepto de uma mecânica de tática, esquadrão e espionagem, marca registrada da franquia desde os seus antecessores.

1 - Caveira (defesa)

A operadora brasileira "Caveira" é uma das principais counters de Jackal — Foto: Divulgação/Ubisoft

Caveira, personagem brasileira de R6, é provavelmente uma das operadoras mais frustrantes de morrer no jogo. A personagem tem habilidades que dão muitas vantagens in game. A partir do momento que um player escolhe jogar com ela, o inimigo não pode ficar um instante desprevenido no mapa, pois pode ser derrubado e interrogado, revelando a posição dos seus colegas por longos dez segundos. Quando ela usa a sua habilidade "Silent Steps", que reduz drasticamente o som dos seus passos e não deixa os rastros, é muito difícil saber onde a Caveira está e quando ela está se aproximando.

Existem duas maneiras consideravelmente eficazes de enfrentar a Caveira. Uma, é usando a agente Dokkaebi, que pode gastar uma carga do gadget para tocar os celulares dos oponentes e revelar uma possível posição por meio do som. A segunda é utilizando o personagem Lion, que pode revelar a posição da Caveira com mais clareza ainda, desde que seu drone consiga localizar a operadora brasileira.

2 - Dokkaebi (ataque)

Hackear em Rainbow Six só é permitido para Dokkaebi e seus colegas operadores — Foto: Divulgação/Ubisoft

A operadora sul-coreana não é um incômodo somente para a Caveira, mas sim para todos os oponentes. A personagem é muito forte, e isso inclui a sua arma. O rifle semi-automático Mk 14 EBR tem um imenso dano que pode derrubar oponentes com dois tiros, se acertados do peito pra cima. A arma também tem um recuo quase que nulo, uma combinação fatal que é problema garantido nas trocações, principalmente à longa distância.

Em relação às suas habilidades, a Dokkaebi tem um gadget que, como dito anteriormente, pode tocar os celulares dos oponentes, consequentemente revelando seus posicionamentos, e também pode hackear os dispositivos móveis dos oponentes mortos, dando acesso às câmeras da equipe rival. De fato, Dokkaebi é uma dor de cabeça aos seus oponentes.

Jogadores da defesa têm muita dificuldade de flanquearem seus inimigos com os celulares tocando ou com o risco de tocar. A forma mais eficaz de enfrentar a operadora é com o Mute, que anula o efeito dos celulares tocarem desde que seus colegas de equipe estejam no alcance do seu sinal. Outra dica é destruir os dispositivos que os jogadores droppam sempre que possível.

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3 - Frost (defesa)

O capacho e escopeta da Frost eram uma das duplas mais perigosas do R6 — Foto: Divulgação/Ubisoft

A operadora canadense faz parte da primeira leva de operadores por DLC do R6, juntamente com Buck (ataque). Os operadores vieram na Operação Black Ice, considerada por muitos a melhor atualização da história do Rainbow Six. O que marca essa atualização é a Frost e seu famoso capacho, o gadget da operadora, e o desbalanceamento absurdo da sua escopeta, a Super 90.

Durante toda a operação, facilmente mais de 90% das rodadas de defesa tinham um jogador que controlava Frost. O uso abusivo dela se devia ao fato de sua arma primária, Super 90, ser extremamente OP (overpowered), enquanto que o capacho, uma espécie de tapete que funciona como armadilha e derruba qualquer oponente instantaneamente ao passar por cima, era somente um bônus.

A escopeta era tão forte que derrubava qualquer oponente com dois tiros em distâncias longas, isso quando não derrubava com um tiro. Era extremamente frustrante dar de frente com uma Frost, pois os jogadores já sabiam que as chances de serem mortos pela oponente eram enormes. Depois de muito tempo, a Ubisoft nerfou o poder da arma sem tirar a eficácia da mesma, o que reduziu o pick da Frost gradualmente nas partidas, juntamente com o lançamento de novos operadores.

A canadense não tem um counter específico. A dica é, sempre que o time oponente tiver uma Frost, ficar de olho no chão para não ser pego pela sua armadilha, o famoso capacho.

4 - Glaz (ataque)

Até a implantação da mira termal, Glaz era um operador extremamente substituível — Foto: Divulgação/Ubisoft

O franco-atirador mais famoso do R6 não é bem recebido pela comunidade desde o início do jogo. O russo não tem fator decisivo algum que justifique o pick dele na partida, principalmente na Solo Queue. Talvez com uma tática específica ele possa ter serventia, mas no geral, dificilmente Glaz é útil. Ele é lento, tem um rifle semi-automático consideravelmente ruim, e seu gadget é um scope que aumenta o zoom da sua arma (efeito semelhante a de uma mira ACOG), juntamente com uma visão térmica.

É justamente a falta de utilidade que faz Glaz ter um hate muito grande. O franco-atirador também não tem um counter específico: qualquer operador defensivo pode ser fatal ao russo. Quando um colega de equipe escolhe o russo no ataque, todo mundo já inicia a rodada com um profundo desânimo: a expectativa é que o player que escolheu o Glaz não vai fazer nada além de atrapalhar e ser abatido pelo inimigo.

5 - Recruta (ataque ou defesa)

O Recruta é a primeira experiência de todo novato do R6 — Foto: Reprodução/Thaime Lopes

Por fim, mas não menos importante, o Recruta, operador padrão do Rainbow Six: Siege. Atualmente, o Recruta não pode ser utilizado na ranqueada, mas nas primeiras temporadas do jogo ele estava disponível. Quando alguém escolhia o operador em uma rodada, podia significar duas coisas. Durante a fase de preparação o player estava distraído e o jogo escolheu o Recruta automaticamente, ou o jogador estava "trollando" e escolheu o operador propositalmente. Os dois fatores provocaram muito ódio nos times.

Diferente do Glaz, que pode ter serventia mesmo que em momentos muito específicos, o Recruta nunca teve um fator que justifique um resultado positivo. As armas que ele utiliza não têm nenhum acessório como mira e empunhadura, e ele não tem nenhum gadget ou habilidade. Quando a Ubisoft decidiu retirar o Recruta por completo das listas ranqueadas, a comunidade teve um problema a menos a se pensar, principalmente os jogadores da Solo Queue.

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