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Por Filipe Garrett, para o TechTudo


Lojas e plataformas de streaming de música como iTunes, Groove Music, Rdio e Google Play Música foram encerradas ao longo da última década por razões que passam por problemas legais, desinteresse do público na compra de MP3 ou mesmo a grande dificuldade em ganhar terreno no mercado dominado por serviços como Spotify, Deezer e Tidal.

Apesar do fim precoce, a maioria dos serviços apresentou novas funcionalidades e conservou uma base fiel de usuários até seu encerramento e, por isso, deixaram saudades. A seguir, o TechTudo relembra seis dessas plataformas e as razões que motivaram a extinção de cada uma delas.

Plataformas de música foram sendo substituídas por serviços de streamings na última década — Foto: Luciana Maline/TechTudo

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1. Groove Music

Introduzido com o lançamento do Windows 10 em 2015, o Groove Music apareceu como a aposta da Microsoft no mercado de streaming de música, oferecendo um app que convergia tanto a reprodução local e compra de arquivos em MP3 como planos de assinatura para usuários do novo sistema operacional da desenvolvedora.

Hoje, Groove é apenas um reprodutor de áudio para Windows — Foto: Reprodução/Filipe Garrett

O serviço chegou tarde e, além disso, estava restrito ao sistema operacional de computadores com o fracasso do Windows Phone. Sendo assim, o Groove Music falhou em ganhar espaço no mercado já dominado pelo Spotify. Em 2017, a Microsoft anunciou o fim do serviço e o encaminhamento de seus assinantes a planos equivalentes no rival. Hoje, o Groove é apenas um reprodutor de mídia para Windows.

2. Grooveshark

Por muito tempo, o Grooveshark se posicionou como um rival de peso de plataformas como o Spotify. Entretanto, a natureza colaborativa do serviço — qualquer um podia fazer upload de músicas e compartilhá-las com a rede sem geração de royalties para os artistas e gravadoras — envolveu o Grooveshark numa crescente onda de problemas legais associados a direitos autorais.

Grooveshark morreu por conta de problemas com a justiça — Foto: Reprodução/Raquel Freire

Em 2015, os responsáveis pelo site decidiram encerrar as atividades depois de um acordo realizado na justiça entre o Grooveshark e as gravadoras que moveram os processos. Além de concordar com tirar o serviço do ar, a plataforma teve de conceder acesso a seus apps, infraestrutura e até mesmo a propriedade intelectual.

3. Milk Music

Não muito conhecido, o Milk Music foi a tentativa da Samsung de oferecer uma plataforma de streaming de música para disputar espaço nesse mercado. Introduzido em 2014 — um ano antes do também finado Groove Music — o serviço era intimamente vinculado a dispositivos Galaxy e tinha um perfil diferente de operação, mais semelhante ao Pandora do que de serviços no estilo Spotify.

Samsung Milk Music apostava em funcionalidades mais parecidas com as do Pandora — Foto: Reprodução/Milk Music

No Milk Music, o usuário buscava um determinado artista para ouvir e, daí em diante, algoritmos tomavam conta e iam construindo sugestões de novas músicas e artistas a partir daquilo que o usuário tinha ouvido e gostado. Essa dinâmica pode ser interessante, mas num mercado dominado por serviços on demand, em que o usuário tem amplo poder de escolha sobre o que vai ouvir, acabou se mostrando insuficiente para justificar a manutenção da plataforma já em 2016.

4. iTunes

Com surgimento em 2001 como reprodutor e também loja de conteúdo, o iTunes marcou época e foi a primeira grande loja de música que facilitou da distribuição digital de MP3 para artistas e gravadoras, além de ter sido fundamental na popularização de dispositivos como os iPods e as primeiras gerações do iPhone.

Interesse crescente pelo streaming tornou a loja de MP3 inviável — Foto: Divulgação/Apple

O formato, no entanto, seria colocado em cheque com a popularização do streaming de áudio na última década, levando a Apple a repensar a sua estratégia e criar a plataforma Apple Music. Presente em seus sistemas operacionais, o aplicativo combina funcionalidades de reprodução de áudio local, para quem ainda prefere manter os arquivos de música no dispositivo, ou via assinatura para pacotes de streaming.

Veja também: Fim do iTunes? Veja perguntas e respostas

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5. Rdio

Lançado um ano antes de o Spotify chegar ao mercado americano, Rdio foi uma das primeiras plataformas de streaming de música a chegar ao Brasil. Em gestação por anos, Rdio chegou em 2010 elogiado pela crítica com um catálogo de 7 milhões de músicas e uma experiência de uso sólida nos dispositivos suportados. No fim das contas, o serviço foi adquirido pelo Pandora e, em 2015, teve um fim melancólico, convidando assinantes a criar suas retrospectivas de uso do Rdio.

Rdio foi um dos primeiros apps de streaming do música — Foto: Raíssa Delphim/TechTudo

Tendo sido lançado antes do Spotify nos Estados Unidos e com um produto de boa qualidade, há muitas questões a respeito dos motivos pelos quais o Rdio fracassou. Entrevistas com executivos e antigos funcionários da plataforma dão algumas pistas, indicando que o Rdio tinha dificuldade em competir com o Spotify na divulgação de seus recursos e na atração de novos assinantes.

6. Google Play Música

Mais recente entre os produtos encerrados da lista, o Google Play Música apareceu em 2011 como aposta do Google na disputa de espaço no mercado de streaming. Além dessa modalidade, o serviço contava com loja de músicas e permitia que usuários fizessem upload de seu conteúdo para ter acesso a suas bibliotecas em qualquer dispositivo por meio da nuvem. Profundamente integrado ao Android, o Google Play Música acabou em 2020.

YouTube Music herdou assinantes e usuários do Google Play Música — Foto: Filipe Garrett/TechTudo

Não há razões oficiais para o fim da plataforma divulgadas pelo Google. Especula-se que o serviço, tido por muitos como um concorrente superior a Spotify e Apple Music, simplesmente falhou em gerar o retorno desejado pelo Google em quase uma década de operação. Com o fim do Google Play Music, a base de assinantes e conteúdo adquirido foi migrada para o YouTube Music e a Play Store perdeu completamente o catálogo de músicas.

Com informações de TNW, Microsoft, Forbes, YouTube, Samsung e The Verge

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