Por Filipe Garrett, para o TechTudo


Lâmpadas inteligentes podem ser uma alternativa não só para deixar sua casa conectada mas também para economizar energia. A dica é interessante sobretudo após a determinação da bandeira vermelha de patamar 2 pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Bulbos smart de marcas como Philips Hue, Xiaomi, Intelbras, Positivo, i2Go, entre outras, prometem maior eficiência em relação a modelos com filamento e fosforescentes, trazendo iluminação via LED e controles via app.

Modelos do tipo permitem desligar luzes acesas à distância, determinar horários para acioná-las e até ter uma ideia melhor de quanto tempo os dispositivos ficam ligados em casa. Confira a seguir mais detalhes sobre o funcionamento desas lâmpadas inteligentes, pontos que as fazem ajudar na economia de energia e se é verdade que elas gastam eletricidade mesmo desligadas.

Lâmpadas smart podem consumir valores 80% menores de energia na comparação com modelos convencionais — Foto: Yuri Hildebrand/TechTudo

Por que economiza?

Lâmpadas inteligentes podem economizar energia elétrica pela forma mais racional com que são operadas. Como elas oferecem a possibilidade de controle remoto e gerenciamento preciso pela Internet – geralmente usando apps ou serviços de casa conectada – o usuário pode definir configurações precisas para os bulbos.

É possível definir horários de funcionamento, com garantia de que a lâmpada vai desligar sozinha no horário correto, evitando assim o desperdício de luz acesa sem ninguém no cômodo. Outra característica é o sistema de iluminação, geralmente por LED, que é uma tecnologia mais eficiente frente às lâmpadas tradicionais de filamento de tungstênio ou mesmo fosforescentes. Além de serem mais eficientes em si, elas também permitem ajustes de intensidade.

Lâmpadas inteligentes permitem controle à distância via app — Foto: Divulgação/Signify

Quais recursos ajudam a gastar menos?

Recursos disponíveis nos apps de controle e plataformas de casa conectada são a chave para tirar o melhor proveito de uma lâmpada smart e garantir que ela não gaste tanta energia. Com o aplicativo, é possível definir horários precisos de funcionamento, além de regular intensidade e tonalidade da luz.

Pelo aplicativo, é possível mapear um perfil de uso para desligar assim que você sair de casa. Outro exemplo é o ajuste de intensidade, já que o usuário pode configurar a lâmpada para funcionar mais fraca no fim da tarde e aumentar gradualmente até o anoitecer, por exemplo. Dessa forma, o consumo é otimizado e fica menor que em um funcionamento 100% por todo o tempo, por exemplo.

Outro recurso importante para garantir um consumo mais consciente é a possibilidade de controlar os dispositivos de forma remota, ideal caso o usuário esqueça uma luz acesa e lembre já na rua, por exemplo. Também podem ser interessantes integrações a dispositivos IoT como sensores de movimento, presença ou abertura e fechamento, garantindo que a lâmpada desligue na hora certa.

Lâmpadas inteligentes oferecem controle por meio de apps para racionalizar o consumo — Foto: Divulgação/Positivo

Apps também podem contar com painéis de consumo que indicam não só quanto a lâmpada consome no momento, mas dão uma ideia de como você pode melhorar seus hábitos e fazer com que o dispositivo trabalhe de forma ainda mais eficiente.

Consome quando está desligada?

Uma lâmpada comum não gasta energia quando desligada. Já um modelo smart vai consumir eletricidade, mesmo quando desativada – um ponto negativo que precisa ser considerado. Como o dispositivo precisa estar conectado a todo o tempo, sempre haverá um gasto mínimo de eletricidade para manter a comunicação ativa.

O site HowToGeek mediu o consumo de lâmpadas smart desligadas. No caso de uma Philips Hue White, encontrada no Brasil, as aferições apontaram valores oscilando entre 0,0 Watts (consumo tão baixo que o medidor não consegue registrar) e 0,3 Watts. No nosso cálculo de consumo, iremos estimar um valor médio entre a mínima e a máxima, de 0,15 Watts.

Como dependem de conexão constante com a Internet, lâmpadas Wi-Fi acabam gastando energia, mesmo quando não emitem luz — Foto: Divulgação/Xiaomi

Para saber quanto isso custa, você precisa considerar essa energia em função do tempo – é assim que trabalham as empresas que fornecem energia. Digamos que a lâmpada vai ficar instalada no bocal o mês inteiro e em estado de baixa energia – ou seja, desligada – durante um total de 17 horas por dia. A conta retorna um valor de 0,00255 kWh por dia de consumo da Philips Hue inativa.

Portanto, a lâmpada vai levar 6.600 horas para consumir 1 kWh de energia no modo desligado (ou 388 dias, mais de um ano, no nosso cenário de 17 horas de período de consumo sem emitir luz por dia). O custo do kWh varia de estado para estado, mas, na média calculada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), o valor é de R$ 0,59 – isso ao longo de um ano. Ou seja: o consumo de um bulbo smart em stand-by é bem baixo para fazer muita diferença na sua conta de luz.

Precisa de outros acessórios ligados?

Alguns modelos podem depender de hubs IoT para conexão por Internet remota, como no caso das lâmpadas de Philips Hue e da brasileira Pixel TI. Diferente de outros modelos, os bulbos vêm com conectividade ZigBee, padrão sem fio que promete ser mais seguro em relaçao ao Wi-Fi. Com uma "ponte", o usuário vai conseguir integrar os dispositivos a serviços de casa conectada e controlar as luzes fora de casa. Caso contrário, só será possível utilizá-los via Bluetooth.

Como providencia acesso via Internet para dispositivos conectados, o hub IoT é mais um aparelho que você terá de deixar conectado o tempo todo. A adição desse extra pode não fazer muito sentido se você possuir apenas uma lâmpada ou uma quantidade bem pequena de aparelhos inteligentes espalhados pela casa. Mas, em ambientes com diversas unidades, o acessório vai permitir controlar todas individualmente – e facilitar bastante a sua vida.

Existem lâmpadas que precisam de hubs para uso remoto — Foto: Divulgação/Philips Hue

Modelos e preços no Brasil

O mercado nacional conta com uma quantidade razoável de opções, tanto de marcas mais famosas no exterior, como Philips Hue e Xiaomi, quanto das brasileiras Positivo, Intelbras, Elgin, Pixel TI e Smarteck, entre outras.

Modelos mais em conta, como a Elgin, podem começar em R$ 60, enquanto a opção Smart Lâmpada Wi-Fi da Positivo aparece no Brasil a R$ 79, ambas na Amazon. Esses dois modelos são de entrada, mas ainda assim oferecem controle remoto e automação, iluminação em LED, configuraçoes de cor e intensidade, além de suporte integral a Google Assistente e Alexa para comandos de voz.

A Xiaomi também aparece no mercado nacional com a linha Yeelight, que aparecem no mercado brasileiro por R$ 127. Já a Philips Hue E27 é a opção mais simples da linha da Philips no Brasil, sendo encontrada por R$ 324 a unidade ou em kits de três bulbuos e uma Hue Bridge saindo a R$ 1.069,20.

Com informações e Aneel e HowToGeek

Nota de transparência: Amazon e TechTudo mantêm uma parceria comercial. Ao clicar no link da loja, o TechTudo pode ganhar uma parcela das vendas ou outro tipo de compensação. Os preços mencionados podem sofrer variação e a disponibilidade dos produtos está sujeita aos estoques.

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