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Por Filipe Garrett, para o TechTudo


O PlayStation 5 (PS5) foi lançado em novembro de 2020 e vem registrando sucesso no mercado. Algumas características chamam a atenção no console como o seu tamanho e peso, as surpresas que o retorno tátil do DualSense garantem, além da evolução gráfica em games. Pontos negativos também ganham destaque como a falta de espaço de armazenamento no SSD interno para jogos cada vez maiores. Na lista abaixo, levantamos cinco pontos que todo mundo percebe ao comprar o PS5.

Tamanho do PS5 é um dos aspectos que mais chama a atenção no modelo — Foto: Reprodução/PlayStation

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1. Tamanho e peso do console

PlayStation 5 é grande pesado e chama a atenção — Foto: Fillipe Garret/TechTudo

O design do console não é uma unanimidade: não é raro achar quem considere o formato esquisito, se não mesmo feio. Já outros avaliam que o dispositivo é bonito e moderno, tornando esse aspecto algo subjetivo. Além de grande, o contraste entre cores branca e preta no acabamento do videogame acaba fazendo com que ele chame muito a atenção no seu ambiente: em vez de ser aquele eletrônico discreto, montado perto da TV sem chamar muito a atenção, o PS5 não passa despercebido.

Sensivelmente maior do que o PlayStation 4 (PS4) Pro, por exemplo, o dispositivo é equipado com um robusto sistema de refrigeração, um dos motivos do peso elevado. A versão com disco tem 4,7 kg e talvez seja a primeira coisa que você nota ao interagir com o produto: tirar da caixa exige cuidado, para não deixar ele cair.

2. Controle que passa sensações

Controle do PlayStation 5 (PS5) — Foto: Murilo Molina/TechTudo

O controle DualSense do PS5 conta com uma tecnologia de retorno tátil que vai além da simples vibração disponível no DualShock 4 do PS4. Mais do que simplesmente fazer o controle tremer, a ferramenta oferece uma gama maior de ações, possibilitando transmitir às mãos do jogador sensações mais complexas, como pingos de chuva, além de diferenças de resistência ao caminhar sobre uma superfície como areia ou concreto.

Trata-se de uma inovação significativa e um diferencial relevante do novo console diante do seu antecessor. Embora seja um pouco difícil explicar como o controle funciona para quem ainda não teve oportunidade de experimentar a novidade, o comportamento do DualSense é uma das primeiras grandes revelações do PS5.

3. Qualidade dos gráficos

Gráficos com ray tracing e títulos nativos para PS5 já começam a se sobressair — Foto: Reprodução/Filipe Garrett

Uma nova geração de consoles tem muito a ver com a oferta de experiências e games que não são possíveis na geração anterior. Embora ainda jovem no mercado, o novo PlayStation já comprova essa promessa com títulos como Ratchet & Clank, disponibilizando carregamento instantâneo de fases inteiras em virtude do SSD poderoso. Até mesmo Marvel’s Spider-Man: Miles Morales mostra o poder dos gráficos com ray tracing em tempo real a 60 FPS.

No aspecto gráfico, as implementações do ray tracing têm variado bastante na aplicação, mas não na ambição: Control para PS5 tem reflexos de alta qualidade e precisão graças à tecnologia, característica também disponível em Spider-Man e em Spider-Man: Miles Morales. Metro Exodus, por outro lado, usa a técnica para um sistema de iluminação global das cenas. Assim, é possível construir cenários com alto grau de realismo, graças à maneira mais natural com que são iluminados.

O mais interessante nesses games é também a oferta de modos que privilegiam resolução, atendendo quem prefere fidelidade gráfica. Isso acontece tanto para quem prefere jogar em 60 FPS quanto em 120 FPS.

4. Aguenta jogos pesados

Hardware do PS5 é comparável a PC top de linha do momento — Foto: Divulgação/Sony

Dados do levantamento de hardware do Steam, que considera as configurações dos PCs de todos os jogadores da plataforma, indicam que o PS5 é muito superior ao PC gamer médio da atualidade. Isso considera um computador com uma placa de vídeo GeForce GTX 1060 – sem ray tracing –, da Nvidia, processador quad-core e 16 GB de RAM.

Já o PS5 tem GPU de última geração mais poderosa, processador de oito núcleos da AMD e dispõe de 16 GB de memória RAM com tecnologia GDDR6, mais veloz que a memória RAM convencional dos PCs. É o somatório dessas vantagens que faz com que o console da Sony dispute espaço com computadores bem mais caros no mercado e também explicam porque o console consegue rodar games com gráficos mais ambiciosos.

Com o tempo, a tendência natural é a de que PCs médios superem o PS5. Por outro lado, consoles são incrivelmente resilientes. A GeForce GTX 750 Ti era a placa gráfica comparada com o PS4 surgiu em 2013. Enquanto o produto da Sony ainda encara games novos com relativa qualidade, a 750 Ti pode nem satisfazer o mínimo recomendado em games mais exigentes no PC.

5. Pouco armazenamento

Por enquanto, PS5 não permite instalar SSD interno adicional — Foto: Reprodução/YouTube

No momento, o PS5 é vendido apenas com SSD interno de 825 GB de capacidade máxima, dos quais somente 667 GB estão efetivamente liberados ao usuário. Isso acontece porque o sistema operacional consome 158 GB de espaço interno.

Em um contexto em que games acima de 50 GB são comuns e podem superar os 100 GB, como os recentes Call of Duty, Red Dead Redemption 2, apenas 667 GB de espaço pode ser pouca coisa. Isso piora se o jogador tem uma biblioteca grande e costuma jogar vários games ao mesmo tempo.

Há algumas formas de atenuar essa limitação no momento: é possível instalar um HD ou SSD externo via USB para instalar e rodar games de PS4 direto dessas unidades, aliviando a exigência sobre o SSD interno. O PS5 também permite mover jogos da nova geração para arquivamento nesses discos conectados via USB. No entanto, para jogar o game nativo do novo console é preciso copiá-lo de volta para o SSD, já que as mídias conectadas via USB não oferecem as velocidades de leitura requeridas pela nova geração.

Com informações de The Verge, Digital Foundry, Eurogamer, Steam

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